Dois penáltis e duas expulsões: a análise de Pedro Henriques ao Benfica-Real Madrid

O árbitro italiano Davide Massa fez um trabalho positivo. Bem no penálti sobre Otamendi e também certo o VAR ao reverter castigo máximo sobre Prestianni

3' - Tchouameni é bem advertido por entrar com a perna direita esticada e com o pé acertar de sola na parte superior das pernas Schjelderup, uma falta negligente bem sancionada disciplinarmente.

11' - Leandro Barreiro vê o cartão amarelo por, em corrida e por trás, com a perna direita rasteirar Vinicius, uma infração negligente que também cortou uma saída em contra-ataque, ou seja, enquadrada nas faltas táticas, razão pela qual o cartão amarelo foi bem mostrado.

45' - O árbitro deu quatro minutos de tempo extra, em virtude dos dois amarelos mostrados, dos dois golos, do penálti assinalado e pela ida ao monitor apôs o VAR o chamar para reverter o penálti que tinha assinalado. 45+4. Asencio com o jogo interrompido empurrou Prestianni e por isso viu, de forma correta, o cartão amarelo por este comportamento antidesportivo. 53’ Mbappe cai na área dos encarnados, mas é ele que faz falta quando com a sua mão direita agarra Tomás Araújo. Não só não era penálti como era sim, falta atacante.

45+4’ Asencio com o jogo interrompido empurrou Prestianni e por isso viu, de forma correta, o cartão amarelo por este comportamento antidesportivo.  

53' - Álvaro Carreras vê bem o cartão amarelo por infração negligente, ao pisar o calcanhar do pé esquerdo de Andreas Prestiani.

62’- Cartão amarelo para Huijsen, mostrado de forma correta, porque pontapeou a bola com esta já fora do terreno de jogo, quando Prestianni a quis ir apanhar para efetuar o lançamento de linha lateral. Comportamento antidesportivo bem sancionado disciplinarmente. 

67’- Álvaro Carreras vê bem o cartão amarelo por infração negligente, ao pisar o calcanhar do pé esquerdo de Andreas Prestiani. 

85’ -Samuel Dahl agarrou de forma ostensiva Brahim Diaz só com o propósito de parar e destruir a jogada. Falta tática bem sancionada disciplinarmente. 

87’ - Cinco minutos de tempo extra, por recuperação de tempo perdido, em virtude dos dois golos, três amarelos, e das quatro paragens para substituições onde entraram sete jogadores.  

90+2’ - Asencio vê, de forma correta, o segundo amarelo e consequentemente vermelho, por acumulação, devido a entrada a varrer sobre Leandro Barreiro, uma entrada negligente que também é falta tática.  

90+6’ - Num espaço de um minuto Rodrygo vê dois cartões amarelos, por comportamento antidesportivo e também por palavras dirigidas ao arbitro de contestação e protesto. 90+8 O pontapé livre, do qual depois vai nascer o quarto golo dos encarnados, foi uma falta mal assinalada pelo árbitro, pois Belligham tira a bola a Aursnes sem falta, toca na bola por antecipação com o seu pé esquerdo. 

POSITIVO: A gestão disciplinar, tudo certo nos 9 amarelos e nos 2 vermelhos por acumulação. O VAR a reverter o penálti. O tempo extra dado.

NEGATIVO: Embora as ações disciplinares tenham sido corretas, um jogo com tantos amarelos e vermelhos na Champions não é normal. 

OS LANCES CAPITAIS 

15’ - Fora da área. Foi pedido penálti sobre Prestianni, mas a falta que existiu, carga nas costas com braço direito e corpo nas costas, foi fora da área. As infrações são penalizadas no início da ação, ficando, contudo, um livre direto e amarelo por mostrar a Arda Guler. 

15’ - Sem penálti. O VAR de forma correta reverteu um penálti mal assinalado a favor dos encarnados, Jude Bellingham com o pé esquerdo toca claramente na bola quando a disputa com Gianluca Prestianni no interior da área, boa decisão em anular o castigo máximo. 

45+3’ - Agarrou. Pontapé de penálti bem assinalado pelo árbitro e posteriormente confirmado pelo VAR, pois Aurelien Tchouameni com a mão esquerda agarra e puxa a camisola de forma clara e evidente de Nicolas Otamendi impedindo assim o central encarnado de se movimentar. 

54’ - Sem falta. No terceiro golo dos encarnados obtido por Andreas Schjelderup, a bola é recuperada sem qualquer infração. É Vinicius Junior que perde o esférico sem que tenha sido rasteirado ou pontapeado. Árbitro validou a ação e o VAR confirmou. 

88’ - sem braço. Após remate feito de perto e de forma inesperada David alaba ao tentar intercetar a bola não lhe toca com o braço ou mão, cai sobre o esférico e é com o glúteo que se dá o contacto. Boa decisão do árbitro em deixar seguir, sendo que o VAR confirmou a legalidade do lance. 

90+6’ ilegal. É considerado posse de bola do guarda redes, ter a bola prensada contra o solo, nas mãos, ter na palma da mão, mandar o esférico ao solo ou ao ar e também quando a vai pontapear, onde se um adversário tocar no esférico é punido com livre indireto. Golo bem anulado.