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Nusa e Bobb profanaram o santuário dos Elefantes (crónica)
Quando Antonio Nusa decidiu enrolar, aos 39', aquele remate com o pé direito à entrada da área, a Noruega pouco ou nada tinha criado. Melhor a Costa do Marfim, mais coletiva, com Yan Diomande e Nicolas Pépé a confirmarem créditos pelos flancos, ainda que sem muitas finalizações criadas. Bony tanto foi trapalhão como andou sempre bem vigiado e os melhores momentos dos Elefantes foram um tiro às malhas de Konan e um cruzamento-remate de Pepé, com Ajer a ter de aliviar pela linha final.
Os nórdicos tiveram sempre muitas dificuldades na fase de construção, mediante a pressão dos africanos, o que obrigava Berg e Odegaard a baixar para ajudar. Mas até nisso o golaço de Nusa abriu as portas. Ao primeiro golo, os noruegueses juntaram mais duas oportunidades, com Haaland a não chegar a tempo em ambos os momentos. Demorou assim a Costa do Marfim a reagir, mas não deixou que o intervalo viesse sem voltar a assustar Nyland. Agbadou cabeceou ao lado, em mais um momento de superioridade jogo pelo ar. Esperava-se uma resposta dos marfinenses no segundo tempo e esta aconteceu, apesar de insuficiente no final da partida.
DIALLO, ARMA SECRETA
O conjunto africano voltou dos vestiários disposto a corrigir um resultado que até ali não assentava à sua exibição. À passagem da hora de jogo, Emerse Faé lançou em campo Wahi e Amad Diallo e o segundo foi fundamental na recuperação dos Elefantes. Aos 72', o extremo do Manchester United combinou com o inconformado Pépé e fechou a diagonal da direita para o meio, já na área, com um remate forte e picado que bateu Nyland.
BOBB, O DESEQUILIBRADOR
Esperava-se que os africanos caíssem em cima dos europeus, mas antes do remate de Diallo já Staale Solbakken tinha jogado a sua cartada, com as entradas de Schjelderup e, principalmente, Bobb. E foi o extremo dos quadros do Manchester City que viu o movimento vertical de Berg, aos 86'. O médio cruzou depois e Haaland, sem marcação, tocou com a convicção suficiente para baliza.