Nuno Borges assume não ser favorito contra Etcheverry mas promete lutar
Nuno Borges prepara-se para defrontar o argentino Tomás Martín Etcheverry na primeira ronda de Roland Garros, no domingo, assumindo que não é o favorito, mas garantindo que irá dar o melhor para contrariar o 23.º cabeça de série.
«Acho que não sou favorito na minha primeira ronda, portanto tenho de entregar-me a 100%», afirmou o tenista número um nacional, em declarações à agência Lusa. O facto de já conhecer o adversário dá-lhe «bastante à vontade para deixar tudo em campo».
Borges, atualmente na 50.ª posição do ranking mundial, foi o único português com entrada direta no quadro principal de singulares masculinos. Curiosamente, já derrotou Etcheverry, o 25.º do mundo, por duas vezes este ano no circuito ATP.
Apesar do histórico favorável, o tenista maiato reconhece o desafio. «É um jogador que já consegui vencer à melhor de três sets, a ver se consigo fazê-lo à melhor de cinco. Não é fácil, este é provavelmente o melhor Grand Slam dele, o melhor piso dele», analisou, acrescentando que terá de «arranjar maneira de contrariar o jogo dele, tornar o jogo dele mais desconfortável, ser o máximo agressivo possível e, acima de tudo, conseguir implementar» o seu jogo.
Recorde-se que, em 2023, Tomás Martín Etcheverry alcançou os quartos de final na terra batida parisiense, enquanto Nuno Borges chegou à terceira ronda em 2025. «Saber que já consegui fazer aqui terceira ronda, claro que me dá alguma confiança», admitiu, embora ressalve que o resultado da edição passada «não implica nada em Roland Garros deste ano».
O número um português sente-se preparado fisicamente, explicando que a ausência no torneio de Genebra foi uma decisão de «gestão». «Já tinha competido muito e achei importante dar aqui um período de treino para atacar Roland Garros da melhor maneira», justificou.
Sobre a sua época em terra batida, Borges considera que «não está a correr assim tão mal», destacando a chegada aos quartos de final em Barcelona, onde venceu precisamente Etcheverry. «Não tenho conseguido ganhar jogos consecutivos, mas cada vitória aqui é sempre boa. Infelizmente, já não tenho jogos fáceis», lamentou, sublinhando que se sente a jogar bem e que cada torneio é uma nova oportunidade.
Nuno Borges terá a companhia de Jaime Faria no quadro principal, um feito que mereceu elogios do tenista mais experiente. «Jogou muito bem no ‘qualy’», disse, mostrando-se «muito contente por ele».
O atleta destacou ainda o recorde de participação lusa num 'major', com sete tenistas a disputar Roland Garros este ano. Além de Borges, Faria e Francisco Cabral (pares), também Henrique Rocha, Frederico Silva e as irmãs Francisca e Matilde Jorge estiveram na fase de qualificação. «Foi muito bom termos conseguido ter tantos portugueses em Roland Garros, um novo recorde», concluiu.