Novo San Siro no horizonte: as datas, as obras e a corrida ao Euro 2032
O processo com vista à construção do novo San Siro já se encontra em marcha e tem no horizonte 2032, ano em que a Itália vai organizar o Euro juntamente com a Turquia. Tanto Milan como Inter pretendem ter o novo recinto concluído a tempo do torneio internacional, procurando garantir que a cidade de Milão integre a lista final de palcos da prova.
A FIGC já remeteu à UEFA o dossiê que integra 13 cidades e 14 estádios candidatos — com Roma a apresentar dois recintos —, cabendo agora ao organismo europeu e à federação italiana definir os palcos. Em 2027, a UEFA revelará quais os estádios que cumprem todos os requisitos necessários, avançando-se depois para a escolha das cinco sedes italianas que vão acolher os encontros do Europeu.
Os primeiros passos do projeto já foram dados no último verão, com a demolição da Biglietteria Sud e a remoção dos torniquetes que davam acesso a determinados setores da bancada. Entre os trabalhos mais complexos está a deslocação do túnel Patroclo, uma intervenção que acarreta custos e impacto ambiental significativos.
De acordo com o planeamento previsto, o estaleiro de obras do novo San Siro deverá arrancar na segunda metade de 2027, após o final da Serie A. Os trabalhos vão concentrar-se na área atualmente destinada aos parques de estacionamento, o que implicará restrições no trânsito automóvel em dias de jogo — uma limitação, aliás, já iniciada esta temporada desportiva.
Durante a fase de construção, o Milan de Ruben Amorim, bem como o rival Inte, continuarão a disputar as suas partidas no recinto atual, gerando um período de coexistência de alguns anos entre a estrutura em atividade e a nova infraestrutura a erguer.
O cenário mais provável aponta para a conclusão e inauguração do novo estádio em 2031, estimando-se os testes finais para a primavera desse ano, perfazendo quase quatro anos de obras. Uma vez concluído o novo complexo desportivo, o Giuseppe Meazza começará a ser desmantelado e praticamente demolido ao longo dos primeiros 12 meses.
Ainda assim, o projeto contempla a preservação do canto sudeste do atual recinto, mantendo de pé uma fração da bancada laranja e parte da Curva Sud. Esta secção residual será adaptada para espaços comerciais e para o museu, salvaguardando a memória histórica do emblemático palco desportivo.