San Siro é a casa do Milan e do Inter
San Siro é a casa do Milan e do Inter - Foto: IMAGO
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Projeto do novo San Siro revelado em breve e demolição prevista para o verão

Presidente da câmara de Milão pressiona Inter e Milan para que não haja desvios no calendário

O desenho do novo San Siro, futuro recinto de Milan e Inter, será apresentado entre o final de outubro e o início de novembro, com o arranque das obras no terreno apontado para o final da época desportiva. Beppe Sala, presidente da câmara de Milão, já colocou pressão sobre os dois clubes para que não existam desvios no calendário.

«Os clubes têm de cumprir os prazos. Espero que mostrem muito em breve a projeção do novo estádio e garantam que a infraestrutura estará pronta para o Euro 2032», alertou o autarca à margem de um evento da Ance. O líder milanês exige compromissos claros, lembrando o exemplo de Roberto Gualtieri, presidente da câmara de Roma, que já apresentou prazos mais detalhados para a capital.

O horizonte temporal está diretamente condicionado pela realização do Campeonato da Europa daqui a seis anos, torneio organizado em conjunto por Itália e Turquia. Para evitar o embaraço histórico de Milão ficar fora da lista de sedes devido a atrasos, escreve esta terça-feira a Gazzetta dello Sport, a nova infraestrutura terá de estar totalmente concluída em 2031, um ano antes da competição, cumprindo as exigências da UEFA. Nesse sentido, o município e a região acordaram fechar os procedimentos administrativos até ao verão de 2027, momento em que arrancarão as demolições, logo após o término da época futebolística.

O projeto arquitetónico está a cargo dos gabinetes Foster Partners e Manica — este último com a experiência do novo Wembley Stadium, em Londres —, estando prevista a preservação de alguns traços identificativos do velho Meazza. O novo recinto terá uma lotação de 71.500 lugares, incluindo mais de 13.000 assentos de categoria premium. Avaliado pelas direções dos clubes em 2,149 mil milhões de euros, o investimento pertence ao Milan e ao Inter, estruturas geridas pela RedBird e pela Oaktree, respetivamente, que detêm o estádio desde novembro passado.

O processo burocrático decorre desde que a Stadio San Siro Spa apresentou o plano de implementação a 16 de março. A autarquia deu início às averiguações preliminares e à avaliação ambiental estratégica, às quais se seguirão o projeto de viabilidade técnico-económica, a avaliação de impacto ambiental regional e a Conferência de Serviços. As intervenções no espaço englobam o desvio do túnel Patroclo, a construção da nova arena e, numa fase subsequente, a demolição parcial do atual Giuseppe Meazza.

Entretanto, o recinto secular continua a acolher os jogos das duas equipas enquanto a nova estrutura vai nascendo nas imediações. No terreno, os adeptos já começaram a notar as primeiras mudanças: a bilheteira Sul, erguida para o Mundial de 1990, foi demolida em junho como ato preparatório para o estaleiro, o que já começou a limitar os lugares de estacionamento e a incentivar o uso do metro. Apesar da vaga de recursos judiciais apresentados por várias comissões junto do tribunal administrativo regional (TAR) — cuja decisão deverá ser conhecida nas próximas semanas —, os dois gigantes de Milão mantêm o ritmo acelerado rumo à nova casa.

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