«Não queria ser árbitro por nenhum dinheiro do Mundo!»
O OC Barcelos era a imagem da desilusão depois da derrota com os leões por 4-0 na final da Taça de Portugal, troféu que procuram há 22 anos. Mas, apesar do resultado, há um lance que os minhotos acreditam mudou o rumo do jogo. Logo no início.
«O jogo é fácil de analisar. Ficou completamente condicionado aos três minutos. O Sporting ganhou vantagem, foi eficaz, nós tentámos de tudo para fazer um golo e para discutir o resultado. Tentámos várias situações, mas o Sporting soube gerir a vantagem e foi bastante mais eficaz. Isso não retira uma vírgula ao orgulho que tenho na minha equipa e ao que mostraram aqui hoje e neste fim de semana», disse o técnico Rui Neto.
Questionado sobre o atraso da equipa para regressar do intervalo, o treinador negou que estivesse a ponderar não regressar ao rinque. «Estava completamente fora de questão não aparecer. Demorámos um bocadinho mais a entrar na segunda parte porque a palestra foi mais prolongada», justificou.
«O apoio dos adeptos é único, mas nós também o merecemos. O 4-0 parece-me até exagerado, mas ninguém pode apontar o que quer que seja aos meus jogadores, em atitude, crença e procura. Reconheço que também não foi o nosso dia mais inspirado», reconheceu depois de ter visto muitos minhotos nas bancadas do Municipal Patrícia Sampaio.
«Eu não era árbitro de hóquei em patins por dinheiro nenhum do mundo. Vou só dizer as minhas dúvidas e não vou dar nada como dado adquirido: parece-me que o lance do vermelho do Ivan Morales é precedido de um penálti claro sobre ele na recarga do penálti. Foi a minha visão, mas posso estar errado. Não vou justificar a derrota por essas ações», apressou-se a esclarecer, ainda que incomodado com essa e outras decisões.
«O que incomoda mais foi ter levado um cartão amarelo quando estive quase 50 minutos sem falar com ninguém e, supostamente por indicação da mesa, estava a protestar e levei cartão amarelo. Não corresponde minimamente à verdade», defendeu.