Não há como negar: com ele o Sporting é melhor e sofre (muito) menos
Diomande está fisicamente bem (apesar de ontem ter realizado apenas trabalho de recuperação muscular no ginásio da Academia), motivado e preparado para uma entrada direta ao onze para o duelo com o Casa Pia na sexta-feira. Peça indiscutível neste Sporting, versão 2025/2026, esta foi a época na qual consolidou o estatuto de patrão da defesa que vinha começando a construir nas épocas anteriores.
A sua influência não se reduz ao número de jogos. Apenas a sua presença, se olharmos aos números, oferece segurança inabalável ao setor recuado dos leões. Com intervenção regular na primeira fase de construção, inteligente a ler o jogo, a antecipar movimentos e um bom posicionamento. Tudo aliado à capacidade física verdadeiramente imponente.
Para se ter uma ideia da importância e da influência que o costa-marfinense tem nas manobras defensivas da equipa basta um breve olhar para esta primeira metade da época. E com ele em campo é sinal de... vitória. Com Diomande, nos (apenas) 12 jogos somados esta época (fruto de alguns problemas físicos no arranque da época e da recente presença na CAN), o Sporting perdeu apenas... duas vezes. E não foi para o campeonato, mas para a UEFA Champions League, diante do... Bayern Munique (1-3) e no pontapé de saída da época, com o Benfica, na Supertaça.
De resto, nos restantes desaires dos leões esta época, FC Porto (1-2), para a Liga, Nápoles (1-2) para a Champions e recentemente com o Vitória de Guimarães (1-2) para a Allianz Cup, uma nota em comum: Diomande não foi opção em nenhuma destas partidas. Mais: na Liga dos Campeões, o impacto do marfinense é ainda mais visível através das estatísticas detalhadas. O central contabiliza 4 jogos e 281 minutos na competição, com uma impressionante eficácia de passe próxima dos 90%.
Sem protagonismo no capítulo ofensivo — ainda não conseguiu marcar —, Diomande ganha notoriedade pelo que garante atrás: segurança, consistência e uma base estável sobre a qual o Sporting tem construído parte do sucesso coletivo. Algo que, curiosamente, tem faltado neste ciclo de ausência do costa-marfinense. O central falhou cinco jogos enquanto esteve na CAN e os leões sofreram... cinco golos (baliza só ficou a zero na goleada ao Rio Ave, 4-0), aliados a mais dois resultados comprometedores: o empate em Barcelos com o Gil Vicente (1-1) e a derrota com o V. Guimarães (1-2) na Taça da Liga. Regressa agora, para estancar feridas e blindar o leão...