Não foi só para a fotografia. Que noite, Adriel Ramos! (as notas do Aves SAD)
Vamos começar pelo fim. Aos 90+8’, com o leão em desespero, uma defesa monstruosa a Luis Suárez com os… dois pés. O brasileiro, de 25 anos, foi uma verdadeira muralha, intransponível, tantas foram as vezes em que salvou a equipa. Começou logo aos 6’ com uma defesa dupla (a Debast e Pedro Gonçalves), abrindo caminho para uma exibição memorável. Um verdadeiro antídoto contra leões.
Ordem para suster, recuperar fôlego e depois sim, tentar ferir o leão. A missão do Aves SAD era clara numa consistência que começou na sua baliza onde Adriel Ramos foi rei. Grande responsável pelo ponto. O guardião brasileiro foi uma verdadeira muralha que manteve viva uma equipa muito segura a travar os alas leoninos, nomeadamente por Mateus Pivô e Leonardo Rivas, atentos a vigiar as entradas de Quenda e Pedro Gonçalves. No eixo, nota para a irregularidade da dupla de centrais, Devenish e Paulo Vitor que sentiram dificuldades, sobretudo o primeiro, com alguns deslizes de marcação. Excelente no apoio ofensivo e elo de ligação da equipa esteve Roni, dos melhores na condução e na ocupação dos espaços. Ao brasileiro juntaram-se mais dois, Gustavo Mendonça e Pedro Lima, o segundo determinante, sem tremer na marcação da grande penalidade a bater Rui Silva. A verticalidade de Tunde pela direita não surtiu efeitos práticos, já Guilherme Neiva esteve uns furos acima na esquerda. Diego Duarte, a lança avense, travou intensos duelos com Diomande. Do banco nota para a vivacidade dada por Tiago Galleto, Molina, Nené e Perea, que, no último suspiro ainda atirou uma bola ao ferro aos 90+5!
NOTAS DO AVES SAD
Adriel Ramos (8); Mateus Pivô (6), Paulo Vítor (5), Devenish (5), Leonardo Rivas (6); Gustavo Mendonça (6), Roni Moura (6) e Pedro Lima (6); Tunde (4), Diego Duarte (4) e Guilherme Neiva (5)
Suplentes:Tiago Galleto (5), Óscar Perea (5), Molina (5), Nené (5)