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Não é o sonho da NBA, mas rapper J. Cole vai jogar na China

Famoso cantor e compositor americano, mas que nasceu na Alemanha, volta a mostrar a paixão pelo basquetebol aos 41 anos e depois de se tr voltado a fartar de estar nas primeiras filas dos pavilhões da NBA, aceitou, pela terceira vez, jogar numa liga profissional, agora na Ásia e a mais exigente das que já actuou

Conhecido como um verdadeiro apaixonado de basquetebol e especificamente da NBA, tendo até participado no Jogo das Celebridades no All-Star de Orlando-2012 e atuado no intervalo do All-Star de Charlotte 2019, o famoso rapper J. Cole terá assinado um contrato com os dos Nanjing Monkey Kings para jogar na liga chinesa (CBA) pelos ao serviço dos Nanjing Monkey Kings.

Embora inicialmente tenha havido receio que se tratava de uma mentira devido ao 1 de abril, o vencedor de dois Grammy Awards, distinção em que já foi nomeado em 18 ocasiões, publicou uma saudação aos adeptos chineses na plataforma de vídeo Douyin, indicando que a sua carreira no basquetebol, aos 41 anos, está prestes a levá-lo para a Ásia. Um compromisso que já teria assumido no ano passado mas que acabou por não cumprir.

Esta não é a primeira incursão do rapper no basquetebol profissional. Em 2021, J. Cole representou o Patriots Basketball Club, do Ruanda, na Basketball Africa League. Tendo então participado em três jogos, acumulando um total de 5 pontos, 5 ressaltos e 3 assistências, com uma média de 15,2 minutos.

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No ano seguinte, em 2022, vestiu a camisola dos Scarborough Shooting Stars, na Liga de Elite Canadiana de Basquetebol. Ao longo de cinco partidas, registou médias de 2,4 pontos em 9,9 minutos de utilização.

O seu envolvimento com a modalidade, além de assistir a inúmeros jogos na primeira fila ao longo da temporada, inclui ainda ter sido a figura de capa da edição Dreamer do videojogo NBA 2K23.

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A mudança para a liga chinesa, que conta com vários ex-jogadores da NBA, representa um desafio de nível superior em comparação com as suas experiências anteriores em África e no Canadá.

A sua paixão pela modalidade vem desde bastante jovem. Jogou no ensino secundário, na Terry Stanford High School, na Carolina do Norte antes de alcançar a fama mundial na música e teve a ambição de integrar a equipa de basquetebol da Universidade de St. John’s, onde atua o português Ruben Prey.

No seu segundo ano integrou um grupo de 10 jogadores suplentes da equipa principal, Cole, de 1,90m, aliás, costuma atribuir ao facto de não ter sido escolhido para fazer parte da equipa enquanto frequentava a prestigiada de Nova Iorque ao facto de ter tido mais tempo para se dedicar à música e então seguir a outra paixão que tinha.

Numa entrevista recente, J. Cole explicou que o seu objetivo é provar que consegue competir com atletas profissionais, referindo que as equipas o acolhem tanto pelo seu talento como pela visibilidade que traz às respetivas ligas.

Em 2020 colaborou com a Puma na criação de uma linha se botas de basquetebol a que chamaram RS-Dreamer e nesse mesmo ano terá participado em treinos de observação para candidatos à NBA. Foi ainda convidado para ser capa da mais famosa revista de basquete, Slam, para a edição de maio de 2021.

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J. Cole admite que, aos 41 anos, não está no auge da forma física, especialmente após se ter dedicado à sua carreira musical e ao lançamento do seu mais recente álbum, The Fall-Off, em fevereiro. Ainda assim, está determinado a disputar alguns jogos pela equipa de Nanjing e a demonstrar que pertence ao campo, mesmo não treinando a tempo inteiro.

Esta mudança para a China reflete a mentalidade competitiva de J. Cole e a sua constante procura por novos desafios, seja na música ou no desporto, provando que a sua chama competitiva continua bem acesa.