«Não conseguia limpar o rabo e não fui à casa de banho durante cinco dias!»
Com humor negro e uma realidade dolorosa, Mads Pedersen (Lidl-Trek) explicou porque razão vai falhar o arranque das Clássicas da Primavera, incluindo a Omloop Het Nieuwsblad.
Uma grave queda na Volta à Comunidade Valenciana deixou o dinamarquês inoperacional em vários sentidos devido à fratura no pulso esquerdo e na clavícula direita.
O acidente ocorreu num momento de alta tensão, quando os ciclistas lutavam por posições antes de uma subida. «Era um momento de stresse, todos queriam estar na frente para uma subida», explicou Pedersen no podcast da sua equipa, In the Middle of Lidl-Trek. A velocidade era elevada, entre 70 e 75 km/h, numa descida ligeira.
NEW PODCAST EPISODE 📻
— Lidl-Trek (@LidlTrek) February 27, 2026
We caught up with @Mads__Pedersen for an update on his recovery from the crash in Valencia.
Check out the full episode of In the Middle of Lidl-Trek to hear more from Mads 🔗
📻 https://t.co/8ZWErLJxS3 pic.twitter.com/ttPTUIOQdV
«Numa curva suave para a esquerda, alguns tipos tocaram-se e seguiram em frente. Não tive escolha e tive de sair da estrada. Vi muitos arbustos e esperava uma aterragem suave, mas caí cerca de um metro sobre as pedras», recordou o ciclista.
'We try to push the limits to be ready' – Mads Pedersen in a battle against time to return for Spring Classics, still not training fully on road after horrible crash https://t.co/NU527kEtmI
— Cyclingnews (@Cyclingnewsfeed) February 28, 2026
O que se seguiu foi um período de grande incerteza. Além das fraturas, e de ter ficado com a cara «um pouco maltratada», a equipa médica suspeitou de uma lesão nas costas, o que levou a um transporte cuidadoso para o hospital com um colar cervical. «Nesse momento pensas, f*da-se: se tiver as costas partidas, não estás a pensar em voltar à bicicleta, estás a pensar no quão mau pode ser», confessou.
💩 Curiosas declaraciones de Mads Pedersen hablando de algunos detalles de su lesión 😅 pic.twitter.com/oIPmCNIjQD
— El Farolillo Rojo (@Farolillo_Rouge) February 28, 2026
Embora os exames tenham descartado problemas vertebrais, os primeiros dias de recuperação foram, nas suas palavras, miseráveis. Com o braço esquerdo engessado até acima do cotovelo e o direito imobilizado, as tarefas mais básicas tornaram-se impossíveis. «Não conseguia limpar o rabo [...] Não consegui ir à casa de banho durante cinco dias. Foi um parto difícil quando finalmente aconteceu».