Na Tapadinha, a arte deu rosto à história do Atlético

O Atlético Clube de Portugal inaugurou, esta sexta-feira, o projeto MAAT + Atlético, uma iniciativa que une arte contemporânea, desporto e a comunidade

A história do Atlético Clube de Portugal ganhou, esta sexta-feira, um novo capítulo. O histórico Estádio da Tapadinha tornou-se palco de uma experiência que une arte contemporânea, desporto e a comunidade, através do projeto MAAT + Atlético, promovido pela Fundação EDP. 

Mais do que uma inauguração artística, a iniciativa prestou homenagem às pessoas que construíram a identidade do Atlético ao longo de mais de oito décadas.

O mural que representa mais de 80 anos de legado do Atlético Clube de Portugal
Foto: Miguel Nunes
O mural que representa mais de 80 anos de legado do Atlético Clube de Portugal Foto: Miguel Nunes

Maria da Luz e Vitor Domingues, não foram jogadores nem dirigentes. Foram pessoas que fizeram do clube parte da sua vida. Maria da Luz dedicou 46 anos de trabalho ao Atlético CP e não escondeu a emoção ao ver o seu rosto gravado na parede da Tapadinha. «São 46 anos de trabalho. Faz parte da minha vida. Corre nas veias», afirmou.

Ao seu lado, Vitor Domingues, mais conhecido pela comunidade como Vitó, resumiu décadas de dedicação em poucas palavras. «É a minha vida», disse, emocionado com a obra que agora preserva a sua ligação ao clube.

Dois rostos que marcam o legado do Atlético Clube de Portugal
Foto: Miguel Nunes
Dois rostos que marcam o legado do Atlético Clube de Portugal Foto: Miguel Nunes

Para o presidente do Atlético CP, Gifford Miller, a escolha foi natural. «A Maria da Luz e o Vítor são claramente a alma do clube», afirmou, defendendo que o projeto simboliza um novo momento para o histórico emblema lisboeta.  

O responsável acredita que este projeto representa um novo começo para uma instituição que procura recuperar o lugar que durante décadas ocupou no futebol português.  

«Por que não aqui? É um lugar incrível», acrescentou, referindo-se à Tapadinha como palco ideal para esta iniciativa. 

Além do mural de Vhils, o percurso artístico inclui Solitário, de Joana Vasconcelos, uma escultura construída com jantes de automóveis que estabelece uma ligação visual entre a cidade e a Tapadinha, e Dança na Relva, de Bela Silva, um painel de azulejos inspirado no universo do futebol, que tem como interpretação, através das cores, a identidade do clube. 

Bela Silva explica que «cada um pode olhar para o painel e sentir coisas diferentes, desde a relva aos jogadores», deixando espaço para que cada visitante construa a sua própria leitura. 

Bela Silva, autora da obra, Dança na Relva
Foto: Miguel Nunes
Bela Silva, autora da obra, Dança na Relva Foto: Miguel Nunes

Para João Pinharanda, diretor artístico do MAAT, «a arte e o desporto andaram juntas desde sempre», lembrando que ambos partilham criatividade e emoção.  

As três obras transformam a Tapadinha numa galeria a céu aberto, onde a história do Atlético passa a ser contada não apenas pelos seus feitos desportivos, mas também pelas pessoas que lhe deram vida. Maria da Luz e Vitó são hoje o rosto dessa memória, gravada para sempre na parede do Estádio do clube. 

Galeria de imagens 8 Fotos

A iniciar sessão com Google...