Murilo tentou, mas esbarrou em muro (os destaques do Gil Vicente)
A ginga do extremo brasileiro é inconfundível! Logo ao quinto minuto de jogo, ultrapassou muito bem Kiwior (levando-o, inclusive, ao chão), pela direita e serviu de bandeja Santi García que estava em boa posição para marcar. Mas foi na etapa complementar que o atacante protagonizou os melhores momentos: tanto aos 58’ como aos 80’ atirou forte à baliza, fletindo da direita para o meio, obrigando Diogo Costa a duas belas intervenções.
Lucão… é difícil marcar-lhe quando ele põe a mão. É verdade que tirou o golo a Borja Sainz (6’), mas já não conseguiu impedi-lo aos 63’.
Mas uma defesa como a que o brasileiro tem à frente facilita… e muito!
O experiente Ricardo Esgaio — no seu 252.º jogo no principal escalão — mostrou o porquê ter atingido esta marca… é mais fiável do que se julga!
A dupla de centrais composta por Elimbi e Buatu é, igualmente, irrepreensível (apesar da expulsão do primeiro, aos 83’, quando não deixou que Pepê se isolasse).
Andreas Lausen e Diogo Prioste, no meio-campo, jogam bem e, ainda melhor do que isso, estão cada vez mais entrosados. À frente deles, há um Santi García sempre trabalhador e acutilante perto da baliza: ficou perto do golo aos 33’, num cabeceamento a meias com Walace França (que se estreou a titular).
Saídos do banco, Zé Carlos entrou com genica, a recuperar bolas e a pô-las redondas nos pés dos colegas, e Gil Martins também se apresentou com muita vontade contra a sua ex-equipa, mostrando irreverência pelo lado esquerdo (tendo depois passado para o meio nos últimos 15 minutos).
Onze do Gil Vicente: Lucão (6), Ricardo Esgaio (5), Elimbi (4), Buatu (5) e David Moreira (5); Andreas Lausen (6) e Diogo Prioste (6); Murilo (6), Santi García (6) e Joelson Fernandes (5); Walace França (5); Zé Carlos (5), Gil Martins (5), Mohamed Kaba (5), Tidjany Touré (-) e Guilherme Gomes (-)
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