Alex Merlim inuagurou o marcador logo na fase inicial da partida (Foto FPF)
Alex Merlim inuagurou o marcador logo na fase inicial da partida (Foto FPF)

Sporting esmaga com Rocha a resistência bracarense

Excelente golo do brasileiro dos leões ditou o entregar das armas da equipa da casa. Sporting tem doutoramento em gestão de crises

Sporting e SC Braga são dois cavalheiros de pergaminhos vincados no desporto nacional e mediram forças na Liga Placard de futsal para mais um duelo digno das maiores vénias, tal a nobreza de processos que ambos emprestaram à quadra.

A contenda pautou-se pelo equilíbrio de forças, com a eficácia cirúrgica do conjunto de Nuno Dias a ditar a sentença. Ainda assim, é de elementar justiça tecer rasgados elogios ao brio guerreiro, que só entregou as armas ao 0-3, vergando-se à obra de arte esculpida por Rocha: o pivô canarinho, de costas voltadas para a baliza e sempre com o pé esquerdo, rodou sobre si e, com requinte e em souplesse, colocou a bola no segundo poste.

Os leões entraram na partida praticamente em vantagem. Diogo Santos acelerou pelo corredor direito e serviu de bandeja Alex Merlim, que não perdoou à queima-roupa perante Gonçalo Pereira — jovem guardião arsenalista de apenas 18 anos lançado às feras.

Pouco depois, Mamadu Touré disparou de canhota um autêntico míssil teleguiado; o ferro devolveu o estrondo com tal fúria que, por esta hora, a estrutura da baliza ainda deve abanar. A toada manteve-se até ao descanso sem o sal e a pimenta do futsal: leia-se, o golo.

A etapa complementar ganhou outra rotação logo a abrir, com Bernardo Paçó a mostrar-se impiedoso para com o jovem companheiro de função bracarense ao desferir um petardo teleguiado ao ângulo.

Aos 27 minutos surgiu o tal momento de génio de Rocha, mas no lance seguinte os leões atingiram a quinta falta, ficando pendurados por um fio sobre a ameaça do livre de dez metros.

Foi aí que veio ao de cima a maturidade verde e branca e o doutoramento na gestão de crises: nem mesmo quando os bracarenses arriscaram o tudo ou nada no 5x4 o Sporting tremeu. Sem cometer uma única infração adicional, a turma de Alvalade ainda teve tempo para, em cima da buzina e num contra-ataque letal, ver Felipe Valério carimbar o resultado definitivo perante uma baliza despovoada de almas.

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