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Mundial 2026: perfis dos jogadores dos Países Baixos
1. BART VERBRUGGEN
Data de nascimento: 18 de agosto de 2002
Clube: Brighton
Posição: Guarda-redes
Número 1
Verbruggen, com apenas 23 anos, assumiu a titularidade desde o Euro 2024, com o selecionador Ronald Koeman a mostrar-se tranquilo em relação à sua juventude. «Não estou nada preocupado», afirmou. «No Brighton, ele está a provar que consegue lidar com o nível mais alto». O treinador do Brighton, Fabian Hürzeler, concorda e destaca a crescente confiança do guardião. «Há agora uma personalidade ainda mais forte entre os postes. Mesmo sem bola, ele está a tornar-se uma presença muito maior». Verbruggen assinou o seu primeiro contrato profissional com o NAC Breda, mas nunca jogou na Eredivisie neerlandesa, tendo-se afirmado no Anderlecht. Seguiu-se a transferência de 16,3 milhões de libras para Inglaterra em 2023, uma verba recorde para um guarda-redes oriundo da primeira divisão belga. A sua filosofia pessoal: «O mais importante é seres honesto contigo próprio», revelou ao The Athletic no ano passado. «Olha ao espelho. Vê o que estás a fazer realmente bem, vê o que queres evoluir e trabalha nisso com muita alegria, trabalho árduo e dedicação. A vida vai devolver-te aquilo que lhe deres.»
23. MARK FLEKKEN
Data de nascimento: 13 de junho de 1993
Clube: Bayer Leverkusen
Posição: Guarda-redes
Revelação tardia
Estreou-se no escalão principal pelo Friburgo aos 25 anos, depois de passar anos a jogar nas divisões inferiores da Alemanha, onde chegou a marcar um golo de calcanhar pelo MSV Duisburg. No Friburgo, despertou a atenção do selecionador nacional Louis van Gaal em 2022 e, embora não tenha entrado nos convocados para o Mundial desse ano, foi apontado como segunda escolha para o Euro 2024 por Ronald Koeman, após impressionar em Inglaterra na sequência da sua transferência de 11 milhões de libras para o Brentford em 2023. Deixou Londres no ano passado rumo ao Bayer Leverkusen, com Phil Giles, diretor desportivo do Brentford, a explicar: «Estávamos à espera que o Mark fosse o nosso guarda-redes por muitos mais anos, mas... ele deixou claro que estava interessado em mudar-se para mais perto de casa e com a possibilidade de jogar na Liga dos Campeões.» Sofreu uma lesão no joelho em janeiro e, depois, sentiu dificuldades para encontrar a regularidade no seu regresso, admitindo em abril que a sua forma tinha sido oscilante. «Sou o exemplo perfeito do nosso problema. As minhas exibições não têm sido consistentes. Não tem de ser um 10 em 10 em todos os jogos, nem sequer um 8. Mas uma média de 6,5 ou 7 já te torna um excelente guarda-redes.»
13. ROBIN ROEFS
Data de nascimento: 17 de janeiro de 2003
Clube: Sunderland
Posição: Guarda-redes
O jovem de 23 anos precisou apenas de uma temporada como titular na Eredivisie para garantir a transferência para a Premier League. E pouco depois dessa mudança do NEC para o Sunderland, no ano passado, Roefs recebeu a sua primeira chamada por parte do selecionador nacional, Ronald Koeman. «Está tudo a acontecer tão rápido», disse o guarda-redes após a convocatória. «Pode dizer-se que estou a viver um conto de fadas». Juntou-se ao NEC aos 11 anos e, antes de se afirmar como profissional, passou anos a treinar guarda-redes no seu antigo clube amador, o Heeswijk. Como deixou o clube da sua terra natal em idade precoce, eles não tinham direito a qualquer compensação financeira quando ele realizou a grande transferência para Inglaterra, mas após a mudança, Roefs fez questão de voltar para uma visita e ofereceu-lhes um cheque de 25 mil euros. «O Heeswijk é o clube onde tudo começou para mim», afirmou, «Estou feliz por poder agora retribuir de alguma forma». O clube reagiu: «A maior parte do dinheiro irá para os escalões de formação. Os jovens são o futuro. O Robin é um verdadeiro modelo a seguir, e um dos nossos jovens guarda-redes até recebeu treino do Robin hoje. Foi um dia verdadeiramente maravilhoso para nós.»
15. MICKY VAN DE VEN
Data de nascimento: 19 de abril de 2001
Clube: Tottenham
Posição: Defesa-central/Lateral-esquerdo
Um dos futebolistas mais rápidos do mundo. Van de Ven registou uma velocidade máxima recorde na Premier League de 37,38 km/h contra o Brentford em janeiro de 2024 — e também ocupa as quarta e quinta posições no top 5. Nem sempre foi algo natural para ele: no seu primeiro clube profissional, o FC Volendam, tinha a alcunha de «Trator» devido aos seus movimentos desajeitados. «Eles achavam na altura que eu não era bom o suficiente para o futebol profissional», recordou. «Por isso trabalhei muito a minha agilidade e velocidade». Conquistou a Liga Europa com os Spurs no ano passado, mas chegou ao Mundial após uma temporada difícil a lutar contra a despromoção, e com o seu futuro no clube a ser alvo de muita especulação. Usa a camisola número 37 no Tottenham, tendo explicado no ano passado: «Quando tinha 15 anos, tínhamos um grupo de amigos muito chegado. Um dos nossos melhores amigos adoeceu e, infelizmente, não resistiu. Quando estive nos Spurs para o dia da assinatura do contrato, o meu melhor amigo estava comigo. Éramos os três naquela altura... Vimos que esse número [37] estava disponível e era um número especial para o nosso amigo que partiu.»
6. JAN PAUL VAN HECKE
Data de nascimento: 8 de junho de 2000
Clube: Brighton
Posição: Defesa-central
«O gigante de Arnemuiden»
A alcunha homenageia o seu tempo no clube amador local da cidade zelandeza de Arnemuiden. O robusto defesa-central foi contratado pelo Brighton ao NAC Breda há seis anos, mas a sua afirmação demorou algum tempo, passando por períodos de empréstimo nos neerlandeses do Heerenveen e no Championship ao serviço do Blackburn. Agora, no entanto, é totalista na Premier League e, no ano passado, venceu tanto o prémio de jogador do ano do Brighton como o prémio de jogador do ano atribuído pelos companheiros de equipa. É sobrinho do antigo internacional Jan Poortvliet, que jogou na final do Mundial de 1978 perdida para a Argentina. Van Hecke afirmou em 2024: «O meu tio está a desfrutar da minha caminhada, disse que está orgulhoso e vê todos os meus jogos. Quando joguei contra o Ajax, vencer fora deixou-o emocionado, ficou em lágrimas... Contou-me todas as histórias do Mundial em que jogou. Disse que foram roubados contra a Argentina!»
5. NATHAN AKÉ
Data de nascimento: 18 de fevereiro de 1995
Clube: Manchester City
Posição: Defesa-central
O esquerdino passou algum tempo indeciso sobre a sua identidade internacional. Nascido na cidade neerlandesa de Voorburg, de mãe neerlandesa e pai costa-marfinense, Aké jogou pelas seleções jovens dos Países Baixos e, em 2017, manteve várias rondas de conversações com o selecionador da Costa do Marfim, Marc Wilmots, sobre a mudança de nacionalidade. Mas quando Dick Advocaat assumiu o comando dos Países Baixos, convocou rapidamente Aké, proporcionando-lhe a sua primeira e vinculativa internacionalização. Produto das escolas de formação do Feyenoord e do Chelsea, ganhou tudo desde que se juntou ao Manchester City vindo do Bournemouth em 2020. Tal como Stefan de Vrij, é um grande entusiasta do piano, tendo-se dedicado ao instrumento durante a pandemia de coronavírus. «No primeiro confinamento tínhamos muito tempo livre, por isso aprendi sozinho através de algumas aplicações», contou ao The Telegraph. «No City, toquei uma vez diante dos rapazes num hotel em Dortmund. Tive uma boa reação, mas não gosto de ter muitos olhos postos em mim. Na verdade, também toquei no funeral do meu pai, mas achei difícil — eram demasiados olhos focados em mim. É diferente do futebol, onde estamos habituados, mas com o piano as mãos começam a tremer e depois perdes o ritmo e tudo o resto.»
4. VIRGIL VAN DIJK
Data de nascimento: 8 de julho de 1991
Clube: Liverpool FC
Posição: Defesa-central
Rocha defensiva
A UEFA atribui o prémio de Melhor Jogador do Ano na Europa desde 2011. Apenas uma vez este prestigiado galardão foi entregue a um defesa — em 2019, quando Virgil van Dijk superou Lionel Messi e Cristiano Ronaldo. «Tive de trabalhar no duro em cada etapa do caminho — isso faz parte de mim e estou muito feliz por isso», afirmou ao receber o prémio. «Estou muito orgulhoso, o mérito é de todos os que me ajudaram ao longo do percurso». Filho de mãe surinamesa e pai neerlandês, foi inicialmente criticado nas camadas jovens do Willem II por ser considerado demasiado «descontraído». Passou pelo FC Groningen, Celtic e Southampton antes de chegar ao Liverpool em 2018. Um verdadeiro líder pelo clube e pelo país, embora nos Países Baixos continue raramente a receber o crédito que merece, sendo mais valorizado em Inglaterra. Isso não se aplica, contudo, no Willem II, que no ano passado batizou uma bancada com o seu nome no complexo de formação Sportpark Prinsenhoeve, em Tilburg. O clube declarou: «Com isto, o seu nome fica não só imortalizado na rica história do Willem II, mas também expressamente ligado ao desenvolvimento do futebol jovem na cidade.»
2. JURRIËN TIMBER
Data de nascimento: 17 de junho de 2001
Clube: Arsenal
Posição: Lateral-direito
Um dos melhores laterais-direitos do mundo, juntou-se ao Arsenal em 2023 vindo do Ajax por 34 milhões de libras, mas foi afastado dos relvados em março devido a uma lesão e teve de lutar muito para estar pronto para o Mundial. Provém de uma forte família do futebol: o seu irmão gémeo Quinten joga no Marselha e um dos seus irmãos mais velhos joga no VVV-Venlo, no segundo escalão do futebol neerlandês. A fé desempenha um papel muito importante na sua vida. O antigo jogador da formação do Feyenoord e do Ajax leva sempre uma Bíblia para os jogos e lê o Salmo 91 antes do apito inicial, seguindo o conselho da mãe. «Ela disse-me: 'Lê isto antes de cada jogo, vai dar-te forças.' Desde então tenho feito isso e tem trazido sucesso. Retiro o máximo possível da Bíblia e tento viver como Jesus viveu, embora nem sempre seja fácil». Utiliza a sua conta na rede social X para partilhar as passagens que está a ler com os seus 226 mil seguidores. Exemplo de publicação: «1 Tessalonicenses 5:8»
22. DENZEL DUMFRIES
Data de nascimento: 18 de abril de 1996
Clube: Inter
Posição: Lateral-direito
Batizado com o nome do ator americano Denzel Washington pelo seu pai arubano e mãe surinamesa, Dumfries passou muitos anos a jogar em clubes amadores e só assinou por uma equipa profissional, o Sparta Roterdão, aos 18 anos. Teve de enfrentar os céticos ao longo de toda a sua formação. «Era sempre difícil quando se riam quando eu dizia que ia ser profissional», confessou à Sports Illustrated no ano passado. «Para ser sincero, nunca pensei que chegaria tão longe... Jogo a este nível há já muito tempo. Não era algo que esperava quando era mais jovem. Mas sabia que seria jogador de futebol profissional, sabia». A experiência moldou o seu caráter, ajudou-o a construir uma resistência e capacidade de trabalho tremendas, e trouxe-lhe um sucesso considerável. No Inter somou já inúmeros troféus importantes e é um jogador fundamental para esta seleção dos Países Baixos. Em 2014, realizou dois jogos particulares por Aruba, mas mudou para a estrutura internacional neerlandesa dois anos mais tarde. Em 2023, juntamente com a sua família, abriu um centro especializado de apoio e educação jovem na sua cidade natal de Roterdão, destinado a jovens que necessitam de apoio especializado fora do ensino regular.
25. JORREL HATO
Data de nascimento: 7 de março de 2006
Clube: Chelsea
Posição: Defesa-central
Longo tempo considerado uma das promessas defensivas mais brilhantes da Europa, Hato capitaneou o Ajax aos 17 anos e transferiu-se para o Chelsea no ano passado por um valor inicial de 35,5 milhões de libras. No entanto, sentiu dificuldades para se adaptar ao início. «Mentiria se dissesse que os primeiros meses foram fáceis, porque não foram», afirmou em maio. «Foi um período difícil, mas na segunda metade da época viram o meu melhor lado. Mostrei as minhas qualidades, as mesmas que mostrava no Ajax. Melhorei muito, também na minha confiança.» O seu antigo treinador no clube, Liam Rosenior, era um grande admirador, referindo: «Fiquei impressionado com o seu temperamento, o seu físico e a sua técnica. É uma alegria trabalhar com ele todos os dias e, com a idade que tem, é assustador o quão bom ele pode vir a ser.» Hato é um grande fã de Jurrien Timber, do Arsenal, que também foi formado no Ajax. «Os meus treinadores sempre me disseram que eu devia olhar para Virgil van Dijk, mas quando jogava nos sub-18, olhava sempre para Jurrien Timber», disse Hato no ano passado. «Joguei com ele durante seis meses antes de ele sair e aprendi muito. Quando cheguei à equipa principal, ele foi o meu mentor. Adoro o seu estilo de jogo, a sua calma com a bola.»
3. MARTEN DE ROON
Data de nascimento: 29 de março de 1991
Clube: Atalanta
Posição: Médio-defensivo
Quando De Roon falhou o Euro 2024 devido a uma lesão no joelho, pareceu que a sua última oportunidade num grande torneio internacional tinha desaparecido. Mas aqui está ele, aos 35 anos, como uma das várias escolhas surpresa de Ronald Koeman. O médio-defensivo, que passou uma temporada no Middlesbrough antes de regressar ao seu antigo clube, a Atalanta, em 2017, somou o seu 436.º jogo pelo emblema da Serie A em março, batendo o recorde de mais partidas disputadas pelo clube. As qualidades que ele traz são abrangentes: inteligência tática, corrida implacável e uma grande personalidade, que se estende às redes sociais, onde é conhecido por publicar memes de autodepreciação, montagens de Photoshop e esquetes humorísticos. Entre eles esteve uma vinheta cómica de 2021, filmada na loja oficial da Atalanta, onde o próprio estava disponível para autografar e pagar as primeiras três camisolas oficiais com o nome "De Roon" que fossem compradas ao balcão. Ninguém apareceu antes da hora de fecho, com De Roon a ser visto a fazer um puzzle e a jogar às cartas enquanto esperava, dizendo: «Aposto que o Messi nunca tem de lidar com isto.» A biografia do seu perfil no X diz: «Resumo de jogar futebol em Itália: quando vencemos, dão-me a melhor mesa e a comida é de graça. Quando perdemos, a minha mulher tem de ir lá apanhá-la.»
12. MATS WIEFFER
Data de nascimento: 16 de novembro de 1999
Clube: Brighton
Posição: Médio-defensivo
A convocatória de Wieffer foi uma espécie de surpresa. Apesar de somar 14 internacionalizações, não tinha sido opção nas anteriores quatro janelas internacionais. No entanto, o seu treinador no clube, Fabian Hürzeler, foi um dos seus maiores apoiantes para um regresso, destacando a sua enorme versatilidade. «Tem um físico muito bom, uma boa compreensão do jogo... é um absoluto jogador de equipa. Sei que prefere jogar na zona do meio-campo, mas está a sair-se tão bem connosco a lateral-direito. Espero mesmo que ele tenha a oportunidade de jogar nessa posição pela sua seleção, porque acho que o merece totalmente.» Wieffer assinou vindo do Feyenoord em 2024, por uma verba reportada de 25,4 milhões de libras, tornando-se a venda recorde da equipa da Eredivisie. Contudo, não ficou muito impressionado quando chegou a Brighton. «Era verão, mas o tempo estava terrível: cinzento, chuva, vento. Estava num hotel com a minha família e pensei seriamente: onde é que fui parar?», contou ao órgão de comunicação neerlandês tubantia.nl em março. «Mas os meus pais ficaram um pouco mais de tempo depois de eu sair e, no dia seguinte, o tempo estava subitamente lindo. Mandaram-me fotografias e eu pensei: ok, esta é uma cidade bastante diferente.» Também passou a adorar os gelados à beira-mar. «Têm os melhores gelados do sul de Inglaterra. Tão bons como os da Van der Poel em Hengelo, mas muito maiores. Uma bola é suficiente.»
16. GUUS TIL
Data de nascimento: 22 de dezembro de 1997
Clube: PSV
Posição: Médio-ofensivo/Avançado
Nascido na Zâmbia, a família de Til mudou-se para Amesterdão quando este tinha três anos. Formou-se nas escolas do AZ e tornou-se um sólido médio-ofensivo que também pode dar uma ajuda na frente de ataque. É um jogador pouco convencional e já teve os seus detratores – mas não se incomoda com eles. «Acho um absurdo quando as pessoas dizem que não sou bom com a bola... E, afinal de contas, por que razão tem de parecer bonito? Não me considero um futebolista vistoso; sou bastante desengonçado. Já viram o Medvedev jogar ténis? Parece que tem uma raquete de matar moscas na mão. Mas é um dos melhores tenistas do mundo e ganha Grand Slams. Respeito. O que quero dizer é: isso não importa.» Falando antes da sua chamada surpresa por Ronald Koeman, disse ao de Volkskrant: «É bom que ele esteja a pensar em mim. Mas, se acontecer, não quero que pareça que vou como turista. Quero ir porque sei jogar bem futebol. Não vou para me sentar no banco apenas por diversão.» Aconteça o que acontecer a Til este verão, não espere que ele lhe fale sobre isso: ele não gosta mesmo nada de entrevistas. «Não, não gosto delas, de todo. Os outros que falem sobre mim, eu mostro em campo.»
20. TEUN KOOPMEINERS
Data de nascimento: 28 de fevereiro de 1998
Clube: Juventus
Posição: Médio
Em crianças, Teun e o seu irmão mais novo, Peer, adoravam a coleção de livros de futebol «Koen Kampioen», do escritor neerlandês Fred Diks. Inspirados pelas histórias, ambos cresceram para ser profissionais — Peer joga no AZ Alkmaar — e estão agora a colaborar com Diks numa série própria de aventuras futebolísticas. Teun terá muitas histórias para partilhar. Antes da transferência de 46 milhões de libras da Atalanta para a Juventus em 2024, onde tem sentido dificuldades por vezes e sido criticado pelos adeptos, esteve fortemente associado ao Liverpool. Mas Peer afirmou no ano passado que Teun não se arrependia da decisão de permanecer em Itália em vez de forçar uma mudança para Inglaterra. «O Teun adora a Juve. Como irmão dele, posso dizer-te que nunca o tinha visto tão feliz como nas fotografias que me enviou no dia da sua apresentação. O rosto dele dizia tudo — nunca tinha visto aquele tipo de felicidade nele». Teun estreou-se internacionalmente em 2020, mas falhou o Euro 2024 devido a lesão.
21. FRENKIE DE JONG
Data de nascimento: 12 de maio de 1997
Clube: Barcelona
Posição: Médio
Maestro do meio-campo
Quando era jovem, nas escolas de formação do Ajax, De Jong foi incumbido uma vez de servir de oposição aos jogadores da equipa principal durante uma sessão de treino. Em vez de baixar a cabeça e recuar, começou a fintá-los e a marcar golos, até o treinador lhe gritar para parar. Foi um vislumbre do que estava para vir. Paris Saint-Germain, Manchester City e Manchester United tentaram todos a sua contratação antes de ele deixar o Ajax em 2019, mas o seu coração estava focado no Barcelona. Quando era rapaz, ele e a família costumavam fazer férias a cerca de 80 quilómetros da cidade, num parque de campismo perto de L'Escala. «Aquelas férias eram fantásticas», recordou, logo após selar a transferência de 75 milhões de euros. «Havia três campos de futebol no parque de campismo. Num verão, fomos inclusive assistir a um amigável do Barça. Lembro-me de ver o Ronaldinho jogar e foi incrivelmente emocionante observá-lo ao vivo». Hoje em dia, é uma das lendas. Usa o número 21 na camisola como tributo ao seu avô. «Trouxe toda a minha família para a minha apresentação em Barcelona. Exceto o meu avô Hans de Jong, o pai do meu pai. Faleceu no dia do meu 21.º aniversário. É uma espécie de homenagem. Ele era um enorme adepto de futebol.»
14. TIJJANI REIJNDERS
Data de nascimento: 29 de julho de 1998
Clube: Manchester City
Posição: Médio
Os pais de Reijnders eram grandes admiradores do antigo craque do Ajax, Tijani Babangida, pelo que escolher o nome para o bebé foi fácil. A mãe fez questão inclusive de optar pelo duplo «j» em Tijjani — a grafia correta do primeiro nome de Babangida no seu passaporte, em vez da versão erradamente registada quando Babangida se mudou para os Países Baixos em 1991. No ano passado, os dois homens conheceram-se finalmente, quando Babangida ofereceu a Reijnders uma cópia assinada da sua autobiografia. O pai de Reijnders, Martin, também foi futebolista e hoje em dia fabrica quadros táticos, ao passo que o irmão de Reijnders, Eliano, joga no clube indonésio Persib Bandung e, graças à nacionalidade da mãe, na seleção da Indonésia. Reijnders juntou-se ao Manchester City vindo do Milão por 46,5 milhões de libras em junho do ano passado — uma longa caminhada desde o seu antigo trabalho em part-time no Aldi local, que conciliava quando era jovem no Zwolle. Em 2023 afirmou: «Costumava repor as prateleiras, trabalhar na caixa e ganhar algumas centenas de euros por mês... o meu tempo no Aldi foi realmente bom para mim. Vi os dois lados da moeda.»
26. QUINTEN TIMBER
Data de nascimento: 17 de junho de 2001
Clube: Marselha
Posição: Médio
O gémeo de Jurriën. Na verdade, não é assim tão invulgar haver dois irmãos a jogar pelos Países Baixos — outros exemplos incluem Frank e Ronald de Boer, Willy e René van der Kerkhof, Rob e Richard Witschge e, claro, o selecionador nacional Ronald Koeman e o seu atual adjunto Erwin. Os gémeos Timber têm também três irmãos mais velhos: Dylan, defesa do clube neerlandês VVV-Venlo e da seleção de Curaçau, além de Shamier e Chris. Em 2019, Chris falou sobre as dificuldades em ver os gémeos crescerem como jovens jogadores. «Tinha sempre problemas em distingui-los. Eu dizia que o Quinten tinha feito uma bela jogada, mas a minha mãe dizia que tinha sido o Jurriën. Eles também tinham o mesmo corte de cabelo, o que não ajudava nada. Agora, um é um bocado mais alto e o outro tem a cabeça ligeiramente mais redonda». Quinten chegou ao Mundial após uma temporada difícil em que se desentendeu com o treinador do Feyenoord, Robin van Persie, após recusar um novo contrato. Mas a sua mudança para o Marselha em janeiro permitiu-lhe provar que estava pronto para este verão.
8. RYAN GRAVENBERCH
Data de nascimento: 16 de maio de 2002
Clube: Liverpool
Posição: Médio
Gravenberch assinou um novo contrato de longa duração com o Liverpool em março, refletindo a sua enorme evolução em Anfield desde que chegou do Bayern em 2023. Com apenas 24 anos, o seu futuro parece brilhante — e muito mais risonho do que pareceu, durante algum tempo, em Munique. O seu pai, Ryan Sr., revelou no início desta temporada que o filho sentiu grandes dificuldades de adaptação quando chegou à Alemanha, motivo pelo qual a família se mudou para lá para o apoiar. «O mundo do futebol é duro», disse o pai. «O Ryan tinha apenas 21 anos na altura e enfrentou muitos problemas. A mudança para o Liverpool foi a melhor coisa que podia ter acontecido: passou daquele inferno para o seu paraíso». Em criança, aprendeu muito com o seu irmão Danzell, oito anos mais velho. «Quando era pequeno via-o jogar na rua», contou ao The Guardian em 2024. «E quando éramos um bocado mais velhos ia com ele jogar para as ruas. Ele é um rapaz grande, por isso era difícil para mim, mas ele tornou-me mais forte». Danzell acabou por ter uma carreira futebolística nómada, jogando em 13 clubes, enquanto Ryan se tornou o jogador mais jovem de sempre do Ajax ao estrear-se com 16 anos e 130 dias.
11. CODY GAKPO
Data de nascimento: 7 de maio de 1999
Clube: Liverpool
Posição: Extremo
A religião desempenha um papel fundamental na vida e na carreira de Gakpo. Ouve música gospel no carro, com «The Blessing» da cantora Eline Bakker entre as suas favoritas; usa frequentemente uma t-shirt com a inscrição «I belong to Jesus» por baixo da camisola de jogo, celebrizada pelo seu ídolo do futebol, Kaká; liderou um grupo de leitura da Bíblia na comitiva neerlandesa no último Mundial e reza antes dos jogos. «Se não posso ir à igreja, ligo ao pastor», revelou ao jornal neerlandês NRC. «A fé traz-me paz. E força quando preciso. Leio muitas vezes a Bíblia antes de dormir. É uma espécie de carta de amor que nos diz como devemos tratar-nos uns aos outros.» Juntou-se ao Liverpool vindo do PSV em 2023 por uma verba inicial de 37 milhões de libras e assinou um novo contrato de longa duração no ano passado. Nos tempos livres, é um grande leitor. «Leio principalmente livros sobre psicologia, fé e mentalidade», partilhou Gakpo ao Algemeen Dagblad. «O livro 'Black Box Thinking' [de Matthew Syed] aborda a questão de cometer erros... Se criares uma cultura onde admitir os erros é fundamental, as pessoas vão evoluir mais. Tento transpor isto para o relvado.»
7. JUSTIN KLUIVERT
Data de nascimento: 5 de maio de 1999
Clube: Bournemouth
Posição: Extremo/Médio
Ajuda decididamente, quando se é um jovem a dar os primeiros passos no futebol, se o pai tiver sido um ícone mundial com os contactos telefónicos de grandes treinadores e jogadores. Foi uma conversa entre o seu pai Patrick e a lenda da Roma, Francesco Totti, que ditou a mudança de Justin do Ajax para Itália, em 2018. Esteve sob contrato cinco anos, embora três deles tenham sido por empréstimo ao RB Leipzig, Nice e Valência, antes de ser vendido ao Bournemouth em 2023. Esse foi o momento em que a sua carreira realmente descolou e garantiu o regresso à seleção nacional, após se ter estreado em 2018. «Estou orgulhoso por vestir novamente a camisola dos Países Baixos», afirmou após a nova chamada. «Sinto-me muito melhor, tanto dentro como fora de campo, em Inglaterra. Sinto-me muito feliz a jogar no Bournemouth». A sua grave lesão durante o inverno colocou em dúvida a sua presença este verão, mas Ronald Koeman sempre disse que o incluiria se ele conseguisse provar estar em boa forma física.
17. NOA LANG
Data de nascimento: 17 de junho de 1999
Clube: Nápoles
Posição: Extremo
Rebelde
Tem sido uma caminhada animada até agora. O controverso extremo passou por seis clubes nas últimas cinco temporadas. Os seus companheiros de equipa na seleção chamam-lhe «problema». Mas Lang provou várias vezes que sabe jogar excelente futebol e nunca peca por falta de autoconfiança. Quando deixou a Bélgica, onde alinhava pelo Club Brugge, afirmou: «Tornei o futebol belga atraente? Acho sinceramente que sim. Acreditem: a Bélgica vai ter saudades minhas quando eu partir. Vão rezar para que apareça um novo Noa Lang». Em 2022, após uma exibição com golo pela seleção, disse: «Se estava nervoso? Não. Jogo na seleção dos Países Baixos porque sei jogar bem futebol. Porque haveria de estar nervoso com algo que sei fazer muito bem?» Questionado se tinha sido aconselhado a moderar um pouco a postura, atirou: «Eu sou assim. Estão a entrevistar o Noa Lang, por isso vão levar com o Noa Lang... Gosto de simplesmente dizer o que penso.» Este verão, vai rivalizar com Cody Gakpo pela posição de extremo-esquerdo.
10. MEMPHIS DEPAY
Data de nascimento: 13 de fevereiro de 1994
Clube: Corinthians
Posição: Avançado
Recordista de golos
Memphis jogou inicialmente com o nome Depay nas costas da camisola, mas em 2012 decidiu abdicar do apelido do pai, porque este tinha abandonado a família quando o filho tinha quatro anos. Uma infância difícil refletiu-se num comportamento por vezes errático. Ficou célebre a crítica de grupos de defesa dos direitos dos animais em 2020 quando publicou fotografias suas com um filhote de ligre, um cruzamento entre um leão e um tigre. É também conhecido pela sua moda, pela carreira musical, pela fita branca que usa na cabeça nos jogos e pela sua finta característica, equilibrando-se em cima da bola com os dois pés. Fez isso durante um jogo do Corinthians contra o Palmeiras no ano passado, resultando numa batalha campal. A federação brasileira declarou mais tarde que o gesto passaria a ser punido com cartão amarelo no futuro, por representar «provocação a um rival, desrespeitando o jogo». O documentário «With Both Feet» mostrou um outro lado seu, focado na enorme força de vontade necessária para recuperar de uma lesão no ligamento cruzado em 2019. Após passagens intermitentes pela Europa, incluindo Manchester United e Barcelona, mudou-se para o Brasil em 2024. Durante a qualificação para o Mundial, deixou o passaporte em casa no Brasil, perdeu o voo e chegou atrasado. «O típico Memphis», disseram os críticos. Mas continua a ser o melhor marcador de sempre da seleção e uma peça valiosa deste plantel.
18. DONYELL MALEN
Data de nascimento: 19 de janeiro de 1999
Clube: Roma
Posição: Avançado
Deixar o Aston Villa rumo à Roma por empréstimo no ano passado deu claramente frutos. Malen marcou 10 golos nos seus primeiros 12 jogos na Serie A, igualando o recorde de Gabriel Batistuta que durava desde 2000. «Estou muito orgulhoso da comparação com o Batistuta», afirmou. «Vi muitos vídeos dele; era um grande jogador. O meu objetivo é continuar a marcar cada vez mais». Realizou a mudança, em parte, para tentar manter o seu lugar na seleção, já que sentia dificuldades para ser titular com regularidade no Villa. Começou nas escolas do Ajax antes de se mudar para o Arsenal em 2015, mas regressou aos Países Baixos pelo PSV dois anos mais tarde. Transferiu-se para a Bundesliga com o Borussia Dortmund em 2021, e para o Villa, por 21 milhões de libras, no ano passado. Ronald Koeman deverá utilizar Malen como avançado este verão, se Memphis Depay demonstrar problemas físicos. Caso contrário, Malen jogará na ala. A sua filosofia pessoal: «Sou um avançado. Tento criar, marcar golos, fazer assistências e simplesmente dar vida ao estádio. Tento fazer coisas especiais.»
19. BRIAN BROBBEY
Data de nascimento: 1 de fevereiro de 2002
Clube: Sunderland
Posição: Avançado
Após uma temporada desapontante no Ajax, o lugar de Brobbey nesta convocatória para o Mundial parecia a anos-luz de distância. Mas a sua transferência de 17,3 milhões de libras para o Sunderland mudou tudo isso, com o jogador a exibir a sua força física, movimentação e capacidade para dominar os defesas da Premier League. Nem sempre tomou as decisões de carreira mais inteligentes, no entanto. Cedo deixou o Ajax, seduzido pelo RB Leipzig, mas regressou pouco tempo depois. «Foi uma dura lição para mim», reconheceu. «Se tivesse ficado no Ajax teria sido muito melhor para a minha evolução». O seu regresso não foi fácil ao início: os golos escasseavam e, em outubro de 2023, envolveu-se num terrível choque com o guarda-redes do RKC Waalwijk, Etienne Vaessen, que ficou inconsciente. O jogo foi interrompido e Vaessen esteve afastado dos relvados durante semanas. Quando os 10 minutos finais da partida foram eventualmente disputados em dezembro desse ano, já com Vaessen de regresso à baliza, a dupla trocou abraços. Vaessen afirmou: «O contacto frequente com o Brian [durante a minha recuperação] fez bem a mim e à minha família. Não guardei qualquer rancor dele. É um tipo porreiro e ofereceu-me a sua camisola para o meu filho. O meu filho é um fã absoluto do Brobbey.»
9. WOUT WEGHORST
Data de nascimento: 7 de agosto de 1992
Clube: Ajax
Posição: Avançado
A Argentina não vai querer defrontar os Países Baixos neste Mundial. Se acontecer, Weghorst estará pronto para ir para a guerra novamente. O avançado de 1,98 m provou o seu valor como super-suplente durante o último Mundial quando mudou o rumo do jogo frente à Argentina, marcando duas vezes e levando os neerlandeses para o prolongamento. Mas toda a sua agressividade em campo e no túnel — terminando numa troca de palavras com Lionel Messi, que gritou «Qué mirás, bobo? Andá pa' allá, bobo» — deixou os argentinos furiosos. Um trabalhador incansável, Weghorst subiu a pulso no futebol, apoiado pelo seu pai milionário, até chegar ao clube dos seus sonhos, o Manchester United. Mas nos seus seis meses por empréstimo do Burnley em 2023, conseguiu apenas dois golos em 31 jogos, nenhum no campeonato. Ganhou uma alcunha carinhosa em Old Trafford por parte dos companheiros de equipa, que lhe chamavam «Bobo», em honra do incidente com Messi. Não foi titular indiscutível no Ajax na época passada, mas Ronald Koeman continuará pronto para o lançar a partir do banco para agitar os jogos este verão.
24. CRYSENCIO SUMMERVILE
Data de nascimento: 30 de outubro de 2001
Clube: West Ham
Posição: Extremo
Foi uma temporada sombria para o West Ham, mas um punhado de jogadores saiu dela com crédito, e Summerville foi um deles. Após assinar vindo do Leeds, por 25 milhões de libras, em agosto de 2024, a sua primeira época foi fortemente prejudicada por uma lesão na coxa. No entanto, na temporada passada, esteve no centro de muitos dos melhores momentos da equipa. Quando a despromoção foi confirmada, publicou na internet: "𝐎 𝐖𝐞𝐬𝐭 𝐇𝐚𝐦 𝐔𝐧𝐢𝐭𝐞𝐝 𝐞́ 𝐝𝐞𝐦𝐚𝐬𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐠𝐫𝐚𝐧𝐝𝐞, 𝐝𝐞𝐦𝐚𝐬𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐞𝐬𝐩𝐞𝐜𝐢𝐚𝐥 𝐞 𝐝𝐞𝐦𝐚𝐬𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐩𝐨𝐝𝐞𝐫𝐨𝐬𝐨 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐟𝐢𝐜𝐚𝐫 𝐜𝐚𝐢́𝐝𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐭𝐞𝐦𝐩𝐨. 𝐎 𝐫𝐞𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬𝐨 𝐜𝐨𝐦𝐞𝐜̧𝐚 𝐚𝐠𝐨𝐫𝐚." Mas resta saber se fará parte dessa tentativa de regresso; vários clubes rivais já demonstraram interesse. Nascido em Roterdão, ingressou na academia do Feyenoord em 2008 e despertou as atenções durante um período de empréstimo ao ADO Den Haag. Fora do futebol, é um grande fã de basquetebol. "Adoro jogar num campo de basquetebol porque adoro ver a NBA", disse em 2024. "Os meus jogadores favoritos são o LeBron James e o Stephen Curry, ambos grandes de todos os tempos, e tento sempre replicar os lançamentos deles quando estou em campo. Se gostas de lançar bolas e fazer alguns truques, então recomendo que jogues. Também recomendo que assistas, porque vês as coisas mais loucas."
Textos de Marcel van der Kraan, do De Telegraaf. Estes textos foram escritos no âmbito da Guardian Experts' Network, a rede de troca de conteúdos para o Mundial 2026, liderada pelo jornal inglês The Guardian e que tem A BOLA como representante português, e foram traduzidos com recurso a Inteligência Artificial.