1. ROBERTO JUNIOR FERNÁNDEZ


Data de nascimento: 29 de março de 1988

Clube: Cerro Porteño

Posição: Guarda-redes

«O gatito»

Junior no nome, o jogador mais velho do Paraguai é amplamente conhecido como Gatito, o Gatinho. O seu pai, também Roberto Fernández, somou 78 internacionalizações na baliza do Paraguai e ficou conhecido como El Gato. Ambos os jogadores somaram também mais de 100 jogos pelo Cerro Porteño, o clube de Assunção onde Fernández cumpre atualmente a sua segunda passagem. Lutou para voltar à seleção nacional depois de uma grave lesão no joelho quase ter colocado fim à sua carreira: «Ia aos jogos do Botafogo para ver os meus companheiros de equipa», recordou. «Eles entravam em campo e eu ia para a casa de banho chorar. Não conseguia lidar com tudo o que estava a passar. Não via uma luz ao fundo do túnel». Pouco tempo depois de finalmente recuperar dessa lesão, partiu o ombro. Regressou à seleção do Paraguai em 2024, após uma ausência de quatro anos, e foi peça-chave na equipa que garantiu a qualificação, embora Orlando Gill tenha sido o preferido nos amigáveis recentes.

22. GASTÓN OLVEIRA


Data de nascimento: 21 de abril de 1993

Clube: Olimpia

Posição: Guarda-redes

«O sonho de jogar um Mundial esteve sempre lá», diz Olveira. O seu sonho poderia ter envolvido jogar pelo seu Uruguai natal, mas agarrou com as duas mãos a oportunidade de jogar pelo Paraguai, que surgiu quando se naturalizou no início deste ano, cinco anos após ingressar no Olimpia. «Jogar pela seleção pode ser uma forma de mostrar o quão grato estou ao país», afirmou. Foi obrigado a aprender a letra do hino nacional para o exame de naturalização, mas diz que ainda se está a habituar à melodia. Fez um papel bastante convincente a cantá-lo antes da sua estreia internacional, na Grécia, em março. O Paraguai venceu esse jogo, Olveira manteve a baliza a zeros e demonstrou o que dele se esperava: calma, confiança e segurança. Destaca-se pelos seus reflexos e agilidade, sendo um jogador de caráter forte e sempre em comunicação com a defesa.

12. ORLANDO DANIEL GILL NOLDÍN


Data de nascimento: 11 de junho de 2000

Clube: San Lorenzo de Almagro

Posição: Guarda-redes

Em 2018, Gill jogava futebol amador e, ainda no ano passado, era guarda-redes suplente no San Lorenzo de Almagro. Este verão, vai ao Mundial. A sua carreira teve um início difícil, mas o guarda-redes de quase dois metros de altura vê agora a maioria dos seus sonhos tornarem-se realidade. «O Orlando vendeu parte do seu equipamento para cobrir despesas [para podermos comer]», disse a esposa de Gill, com lágrimas nos olhos, depois de este ter feito a sua estreia internacional na histórica vitória do Paraguai contra o Peru, em Lima, rumo ao Mundial. «O nosso filho estava a lutar pela vida e o pai esteve sempre lá para ele.» Nunca mereceu total confiança no futebol doméstico no Paraguai, daí a mudança para a Argentina em 2024. Teve então um golpe de sorte. O San Lorenzo tentava contratar Keylor Navas, mas deparou-se com dificuldades financeiras e, sem a chegada de um novo guarda-redes, Gill recebeu uma oportunidade do treinador, Miguel Russo. Impressionou – e tem sido o número 1 desde então.

3. OMAR ALDERETE


Data de nascimento: 26 de dezembro de 1996

Clube: Sunderland

Posição: Defesa

Com um pé esquerdo prodigioso e um forte jogo aéreo, aliados a um caráter forte e compostura sob pressão, Alderete tornou-se titular indiscutível no Paraguai, jogando cada minuto de todos os jogos de qualificação, exceto o que falhou por lesão – e marcou o golo da vitória por 2-1 sobre a Argentina. Quando era criança, sonhava ser avançado, mas não é conhecido pela sua apetência em frente à baliza - a grande força de Alderete reside na arte de defender. Depois de passar pela escola de futebol gerida por Pedro Fleitas, que venceu a Copa América pelo Paraguai em 1975 e que Alderete descreve como «um grande amigo» que «ajudou muito», começou a sua caminhada no Cerro Porteño, no Paraguai. Passou a jogar na Argentina, Suíça, Alemanha e Espanha, tendo-se transferido para o Sunderland em 2025.

15. GUSTAVO GÓMEZ

Data de nascimento: 6 de maio de 1993

Clube: Palmeiras

Posição: Defesa

Capitão

«Trocaria todos os títulos da minha carreira para jogar um Mundial com o Paraguai», disse Gustavo Gómez após vencer a sua segunda Copa Libertadores com o Palmeiras. Apesar de erguer o troféu mais importante da América do Sul, como capitão, o coração do defesa paraguaio não conseguia encontrar a felicidade plena. Estar presente num Mundial era o seu sonho e a sua obsessão e, após 13 anos de tentativas, Gómez teve finalmente a sua recompensa. Capitão do clube e do país, Gómez é considerado por muitos o melhor defesa da América do Sul – embora não pelo próprio jogador, que afirma: «Vou e dou o meu melhor nos treinos e em campo, e deixo os outros falar sobre isso». Destaca-se pela sua liderança, pelo seu domínio aéreo e pela sua robustez física.

6. JUNIOR ALONSO


Data de nascimento: 9 de fevereiro de 1993

Clube: Atlético Mineiro

Posição: Defesa

Um defesa esquerdino conhecido pelo seu empenho total, Alonso é também muito versátil, um defesa-central que se tornou o lateral-esquerdo titular do Paraguai. Decisivo nos grandes jogos, não apenas a defender, mas também no ataque. Alonso é sinónimo de resiliência e há uma frase que resume perfeitamente a sua carreira: «Perdi mais finais do que as que ganhei, vou chorar em silêncio e amanhã estarei de volta ao trabalho», disse após perder uma final da Copa Libertadores. Esta tem sido uma virtude: trabalhador, trazendo precisamente o mesmo empenho, ganhe ou perca. Junior Alonso formou-se no Cerro Porteño, deu o salto para a Europa, jogando pelo Lille, pelos russos do Krasnodar e pelo Celta de Vigo, e hoje é um dos melhores defesas do futebol brasileiro.

5. FABIÁN BALBUENA


Data de nascimento: 23 de agosto de 1991

Clube: Grêmio

Posição: Defesa

«O General»

É um dos jogadores mais velhos e respeitados da seleção paraguaia, embora tenha começado mais jogos no banco do que em campo. É calmo e eloquente quando fala à imprensa, mas quando veste o equipamento sabe ser impetuoso. Balbuena oferece liderança, compostura, agressividade e um forte jogo aéreo à defesa da Albirroja. O amor do antigo jogador do West Ham pela seleção não deixa dúvidas – ao ponto de ter optado por representar o seu país nos Jogos Olímpicos de Paris, mesmo sabendo que isso significaria prescindir do seu salário durante esse período. «Sempre que vou para os trabalhos da seleção parece a primeira vez», disse em 2020. «A nossa intenção é qualificarmo-nos para o Mundial, mas temos de ser realistas. Não perco a cabeça se não alcançar essas coisas, mas se atingir os meus objetivos, então isso é bom. A minha filosofia é que, se fizeres bem o teu trabalho, a recompensa chegará.»

2. GUSTAVO VELÁZQUEZ


Data de nascimento: 17 de abril de 1991

Clube: Cerro Porteño

Posição: Defesa

Explosão tardia

A afirmação de Velázquez tem sido a história mais marcante na história recente da seleção do Paraguai. Excluindo um único jogo que passou no banco, em 2017, foi convocado pela primeira vez aos 33 anos de idade, quando a maioria dos jogadores sem internacionalizações já desistiu da ideia de representar o país. Mas teve uma oportunidade antes da Copa América de 2024 e impressionou todos desde o primeiro momento com as suas qualidades defensivas: agressividade, velocidade, grande visão de jogo e um forte jogo aéreo, apesar dos seus 1,79m de altura, e não voltou a ser deixado fora de uma convocatória. Velázquez é respeitado pelos companheiros de equipa e considerado um dos líderes do grupo, mesmo sendo utilizado maioritariamente como suplente, tendo admitido que as suas «exibições caíram um bocado» durante uma temporada difícil e afetada por lesões ao serviço do Cerro Porteño.

4. JUAN JOSÉ CÁCERES


Data de nascimento: 1 de junho de 2000

Clube: Dínamo Moscovo

Posição: Defesa

Outro internacional paraguaio nascido na Argentina, Cáceres começou no futebol de formação como guarda-redes, passou para o meio-campo, progrediu nas camadas jovens do Boca Juniors como avançado e depois mudou novamente de posição após ser dispensado e conseguir um período de testes no Racing. «Falei com os meus amigos e familiares e decidi que ia tentar a minha sorte como defesa – eles tinham tantos avançados», disse. O Racing gostou do que viu e contratou-o; estreou-se como defesa-central antes de mudar uma última vez, para lateral-direito. Os seus pais são ambos paraguaios e ele foi criado no bairro pobre de Dock Sud, em Buenos Aires – «Era uma casinha humilde, feita de chapa ondulada», disse. «Quando chovia, os canos entupiam e a água começava a entrar». Mas passou toda a sua vida na Argentina até se mudar para a Rússia, em 2025. Ainda assim, nunca houve dúvidas sobre por que nação jogaria. «Quero representar o Paraguai porque isso traria muita alegria aos meus pais», afirmou.

13. JOSÉ CANALES


Data de nascimento: 20 de julho de 1996

Clube: Lanús

Posição: Defesa-Central

O defesa-central que joga o seu futebol de clubes na Argentina é uma inclusão surpresa, mas a sua mãe nunca teve dúvidas. «Todos os meios de comunicação social diziam que ele não ia ser convocado, mas eu, como mãe, sabia que ele ia», disse Felicia Domínguez após a confirmação da chamada do seu filho. O defesa só conquistou a sua primeira internacionalização em março, aos 29 anos, e, após uma carreira intermitente que incluiu passagens pelo Paraguai e pelo México, encontrou uma casa no Lanús, perto de Buenos Aires. Fez parte da equipa de Mauricio Pellegrino que conquistou a Taça Sul-Americana em novembro passado e marcou um golo vital no prolongamento para empatar a partida fora de casa, diante do Flamengo, na final da Recopa em fevereiro. «Desde criança que ele sonhava jogar um dia no Campeonato do Mundo, tal como sonhava marcar um golo no Maracanã — e conseguiu-o», afirmou Felicia. «O meu sonho é que ele marque um golo de cabeça no Mundial.»

26. ALEXANDRO MAIDANA


Data de nascimento: 26 de julho de 2005

Clube: Talleres

Posição: Lateral-Esquerdo

O jovem, de 20 anos, tinha jogado apenas 11 minutos de futebol internacional quando o seu nome apareceu na lista de 26 convocados de Gustavo Alfaro para o Campeonato do Mundo. Após a lesão do colega de posição Blas Riveros, Maidana foi preferido em detrimento de Agustín Sández, que tinha tido um papel secundário na qualificação. Mas foi Maidana quem impressionou depois de somar a sua primeira internacionalização no amigável de março contra a Grécia, e Alfaro manteve o contacto com o defesa que joga o seu futebol de clubes na Argentina. «Estou sempre a falar com a equipa técnica de Alfaro. Eles mandam-me sempre mensagens antes dos jogos», revelou o jovem. Tem sido uma ascensão considerável para Maidana, que nem sequer se tinha estreado como sénior no Paraguai no início de 2025. Desde que se juntou ao Talleres, em março, tem demonstrado as suas qualidades ofensivas a partir do flanco, marcando ambos os golos com o seu potente pé esquerdo numa vitória por 2-1 redimida fora de casa, diante do Defensa y Justicia, em abril.

14. ANDRÉS CUBAS


Data de nascimento: 11 de maio de 1996

Clube: Vancouver Whitecaps

Posição: Médio

Máquina de correr

Cubas é muitas vezes subestimado – o que talvez aconteça por ser um médio-defensivo de 1,66m –, mas quando está em campo prova o seu valor a toda a gente. É o coração e os pulmões do Paraguai, correndo, disputando lances e recuperando a posse de bola. Este não será o seu primeiro Mundial – jogou a versão de Sub-20 em 2015 pela Argentina, o seu país de nascimento –, mas a sua verdadeira lealdade esteve sempre clara. «Nasci na Argentina, mas como o meu pai e toda a família dele eram do Paraguai, cresci com os costumes deles», disse. Cubas formou-se no Boca Juniors, estreando-se aos 17 anos, e desde então teve passagens por Itália, França e agora Canadá, tendo ingressado no Vancouver em 2022. Falhou dois amigáveis do Paraguai em novembro passado porque o seu passaporte estava no bolso das calças quando foram para a máquina de lavar, ficando inutilizável (embora limpo) quando saiu.

23. MATÍAS GALARZA


Data de nascimento: 11 de fevereiro de 2002

Clube: Atlanta United

Posição: Médio

De uma família de guarda-redes

O avô de Galarza, Arturo, foi um guarda-redes lendário que nasceu no Paraguai mas mudou-se para a Bolívia, tendo jogado por ambas as seleções nacionais nas décadas de 1960 e 1970. O seu pai, Rolando, nasceu na Bolívia – onde jogou futebol profissional, também como guarda-redes – e mudou-se para o Paraguai. Finalmente, Matías nasceu no Paraguai e mudou-se para a Bolívia – o seu irmão Lucas jogou pelos Sub-21 da Bolívia, na baliza, claro – antes de jogar no Brasil, na Argentina, de onde é natural a sua mãe, e desde março nos EUA, mas o seu destino foi sempre jogar pelo país onde nasceu. «O sonho dele foi sempre jogar pelo Paraguai», disse o seu pai. Conhecido pela sua energia e por um excelente pé esquerdo, tornou-se um dos membros mais populares do grupo.

16. DAMIÁN BOBADILLA


Data de nascimento: 11 de julho de 2001

Clube: São Paulo

Posição: Médio

Um dos dois membros do plantel cujo pai jogou na baliza do Paraguai, Damián segue as pisadas de Aldo, que fez três aparições no Mundial de 2006, incluindo uma como suplente utilizado na derrota por 1-0 contra a Inglaterra. Tinha apenas cinco anos quando o pai esteve na Alemanha e nem sequer se lembra disso, mas guarda algumas memórias difusas da África do Sul 2010, embora o pai tenha ficado no banco durante toda a competição. «Estou sempre a comparar-me com ele, tento alcançar apenas uma fração do que ele conseguiu na carreira», diz Damián. «Sempre que caí, ele esteve lá para me levantar. Sou quem sou hoje graças a ele». Como jogador e pessoa é calmo e inteligente, sendo considerado uma das peças-chave no quebra-cabeças da Albirroja.

20. BRAIAN OJEDA


Data de nascimento: 27 de junho de 2000

Clube: Orlando City

Posição: Médio

«Não vamos apenas para fazer número», disse Ojeda em março. «Vamos lutar pelo título», acrescentou. Ele também não está apenas a preencher espaço na convocatória do Paraguai: cinco anos após a sua primeira chamada, tornou-se parte integrante do grupo apenas após a qualificação – a sua única aparição na campanha de apuramento aconteceu como suplente utilizado no último jogo, contra o Peru. Médio dinâmico que ajuda em ambas as extremidades do terreno, esteve à altura do desafio sempre que a equipa precisou dele, valendo-lhe o empenho um lugar nas preferências de Gustavo Alfaro. Formado na academia do Olimpia, onde surpreendeu toda a gente com a sua excelente capacidade de construção, passou uma época dececionante no Nottingham Forest em 2021/22, somando apenas três jogos, antes de se mudar para a MLS, primeiro no Real Salt Lake e, desde janeiro, no Orlando City.

8. DIEGO GÓMEZ


Data de nascimento: 27 de março de 2003

Clube: Brighton

Posição: Médio

Guerreiro

«Sou um guerreiro», diz Gómez. «Nunca dou uma bola por perdida. Dou sempre tudo». Demonstrou o seu empenho no jogo desde tenra idade: só para ver o seu país na última aparição num Mundial, em 2010, quando tinha sete anos, teve de subir repetidamente ao telhado da casa da família, numa zona remota de San Juan Misiones onde o sinal de televisão era fraco, para mexer na antena. A sua família já não vive numa casa remota e mal equipada: em 2024, construiu uma mansão para a mãe, com piscina incluída. Foi chamado aos trabalhos da seleção quando somava apenas sete jogos na equipa principal do seu clube e é titular indiscutível na equipa de Gustavo Alfaro. Formou-se na academia do Libertad, evoluiu no Inter Miami sob a asa de Lionel Messi e Sergio Busquets e agora brilha na Premier League com o Brighton. Gómez pode jogar como médio-centro, descaído para a esquerda ou para a direita, como pivô, como médio-ofensivo e até em qualquer uma das alas.

11. MAURÍCIO


Data de nascimento: 22 de junho de 2001

Clube: Palmeiras

Posição: Médio

Há apenas cinco meses, Maurício não só não estava na equipa do Paraguai, como nem sequer era paraguaio. Naturalizou-se em fevereiro graças a um avô paterno e foi integrado à pressa na convocatória, em grande parte devido ao forte apoio de Gustavo Gómez, o seu capitão no clube e agora na seleção, que chegou ao ponto de o ajudar com a papelada durante o processo de naturalização. A sua inteligência, técnica e capacidade de participar na construção fazem dele precisamente o tipo de jogador de que o Paraguai necessitava. O médio esquerdino formou-se na academia do Cruzeiro e joga atualmente no Palmeiras, onde pode atuar como médio-centro, extremo e até segundo avançado.

17. ALEJANDRO «KAKU» ROMERO


Data de nascimento: 11 de janeiro de 1995

Clube: Al-Ain

Posição: Médio

Passaram cinco anos desde que Kaku se mudou do New York Red Bulls para a Arábia Saudita, inicialmente para o Al Taawoun, e desde então praticamente deu a volta ao mundo a cada jogo do Paraguai, muitas vezes para jogar apenas alguns minutos e, por vezes, nem isso: dos seus primeiros 55 jogos internacionais, assistiu a 22 a partir do banco e foi titular em apenas nove. Sempre que teve oportunidade, demonstrou a sua classe e um pé esquerdo requintado, sem nunca se queixar por jogar tão pouco, apesar de todo o tempo de viagem que suportou. O seu positivismo é sempre destacado por todos. Pode jogar como médio-ofensivo direito ou como um criador de jogo mais centralizado. Embora tenha nascido na Argentina, optou por representar a terra natal da sua mãe.

24. GUSTAVO CABALLERO


Data de nascimento: 21 de setembro de 2001

Clube: Portsmouth

Posição: Extremo

Detonador

A ascensão de Caballero tem sido rápida, mas os seus pés são ainda mais rápidos e é a velocidade notável do jogador que o catapultou para a seleção nacional, onde se estreou este ano após uma mudança por empréstimo para o Portsmouth. «Precisamos de um detonador», disse Gustavo Alfaro. «Um jogador com essa verticalidade, essa velocidade, essa mudança de velocidade em momentos-chave». Embora tenha jogado pelo seu país nos Jogos Olímpicos de Paris, Caballero estreou-se na seleção AA apenas em março, mas um par de exibições em jogos amigáveis – e um golo contra Marrocos no segundo deles – cimentou o seu lugar na lista para o Mundial. Como disse após mudar-se para Inglaterra: «Posso jogar na direita ou na esquerda, e também na frente, e quero trazer golos e assistências. Estou ansioso por dar algumas alegrias aos adeptos.»

7. RAMÓN SOSA


Data de nascimento: 31 de agosto de 1999

Clube: Palmeiras

Posição: Avançado

Até 2019, Sosa tinha jogado apenas nos escalões inferiores, mas o seu talento floresceu após a pandemia, grande parte da qual passou confinado nas instalações de treino do clube paraguaio River Plate. «Foi um período terrível», disse. «Quando a pandemia começou, a maioria das pessoas saiu, e eu acabei por ficar lá com um companheiro de equipa. Ninguém podia entrar e ninguém podia sair, éramos só nós os dois, a treinar sozinhos. Um centro de estágio enorme com apenas dois de nós lá». No entanto, a prática fez-lhe bem e, em 2022, já jogava no Olimpia, o maior clube do Paraguai, e na seleção nacional, conquistando os adeptos com a sua velocidade e capacidade de drible, e também por falar em guarani, a língua indígena do país. Sonhava jogar na Premier League e, em 2024, assinou pelo Nottingham Forest, onde uma passagem conturbada durou apenas uma temporada e incluiu uma titularidade no campeonato. Desde então, tornou-se uma estrela no Palmeiras, no Brasil. No ano passado, Sosa foi apontado pelo seu colega de seleção, Julio Enciso, como o membro mais mal vestido do plantel do Paraguai.

21. GABRIEL ÁVALOS


Data de nascimento: 12 de outubro de 1990

Clube: Independiente de Avellaneda

Posição: Avançado

Quando Ávalos se juntou ao Independiente, em 2024, aos 32 anos, declarou estar «no auge da carreira». Como se veio a verificar, ainda tinha mais um pouco para subir e, este ano, tem estado na melhor forma da sua vida. Ávalos jogou no seu país natal apenas durante duas épocas antes de fazer uma viagem pela América do Sul, começando na segunda divisão e subindo eventualmente até passar três anos no Argentinos Juniors e, finalmente, garantir a transferência para o Independiente. Desde a sua estreia internacional em 2021, teve várias sequências na equipa intercaladas com longos períodos de fora, mas a sua forma este ano fez com que Gustavo Alfaro não o pudesse ignorar. Ávalos não é conhecido por ter grandes qualidades técnicas, mas é um oportunista dentro da grande área e um especialista no jogo aéreo.

18. ÁLEX ARCE


Data de nascimento: 16 de junho de 1995

Clube: Independiente de Rivadavia

Posição: Avançado

Uma lesão nos ligamentos cruzados quase acabou com a carreira de Arce quando esta tinha acabado de começar. Quando finalmente conseguiu voltar, não parecia o mesmo, caindo para as ligas amadoras. Quando a pandemia chegou, o campeonato foi suspenso e Arce - que na juventude, ao serviço do Cerro Porteño, ganhou a alcunha de Kanu por jogar de forma semelhante à do avançado nigeriano -, orientou-se na vida a vender as redes de descanso artesanais famosamente feitas por artesãos na sua cidade natal, Carapeguá. Mas depois deu-se uma reviravolta extraordinária. Foi contratado pelo Ameliano, clube de Assunção, e dali para o Independiente Rivadavia, na segunda divisão argentina, onde marcou 28 golos em 37 jogos na campanha que garantiu a subida de divisão. Isso valeu-lhe outra mudança para outro país, os equatorianos do Liga de Quito, mas após uma única temporada regressou ao Rivadavia no verão passado, onde continuou a demonstrar o seu instinto goleador, capacidade aérea e facilidade na ligação de jogo.

19. JULIO ENCISO


Data de nascimento: 23 de janeiro de 2004

Clube: Racing Estrasburgo

Posição: Avançado

Principal motor criativo

«Querido avô, dedico-te isto no céu com todo o meu coração. Lembro-me sempre de quando apontaste para mim e me disseste que um dia eu estaria ali», escreveu Enciso, visivelmente emocionado, quando o Paraguai selou o regresso ao Mundial. Enciso fez a promessa de se tornar jogador profissional para salvar a sua família da pobreza. Prometeu jogar pelo seu país – tinha apenas 17 anos quando cumpriu esse objetivo – e prometeu que o seu avô o veria jogar num Mundial. Essa segunda promessa acabou por não se cumprir, pois o seu avô faleceu antes de Julio se estrear pelo país. Estreou-se no Libertad na primeira divisão paraguaia com apenas 15 anos e mudou-se para a Europa aos 18, assinando pelo Brighton. Juntou-se ao Estrasburgo no verão passado e está agora estabelecido como a principal referência atacante do Paraguai, oferecendo virtuosismo, drible, assistências e golos.

10. MIGUEL ALMIRÓN


Data de nascimento: 10 de fevereiro de 1994

Clube: Atlanta United

Posição: Extremo

«A qualificação para o Mundial é uma das maiores conquistas da minha carreira, aquilo com que sempre sonhei em criança». Mas o sucesso ao nível internacional não surgiu facilmente para Almirón e foi apenas desde a chegada de Gustavo Alfaro que passou a demonstrar regularmente toda a extensão do seu talento. Até à chegada do treinador argentino, Almirón era alvo de críticas quase constantes por parte dos adeptos, apesar do seu sucesso na Premier League com o Newcastle. «A dada altura, pensei em retirar-me da seleção, achei que não era para mim, que tinha de dar a oportunidade a outra pessoa», admitiu Miggy, como é conhecido. Almirón destaca-se pela sua velocidade e intensidade, e por ser um excelente condutor de contra-ataques. Não marca muitos golos, mas oferece disciplina tática.

9. ANTONIO SANABRIA


Data de nascimento: 4 de março de 1996

Clube: Cremonese

Posição: Avançado

Sanabria anda nestas andanças há muito tempo. A primeira das suas quase 50 internacionalizações pela seleção principal surgiu em 2013, quando tinha apenas 17 anos. O avançado era um jovem muito cobiçado na altura, tendo feito a sua formação na academia La Masia do Barcelona, e a Espanha — para onde Sanabria se mudou com os pais aos 11 anos — estava atenta ao seu futuro internacional. O Paraguai chegou primeiro e Tony estreou-se num empate de 3-3 num amigável com a Alemanha. Lesões e, porventura, escolhas de carreira menos acertadas fizeram com que Sanabria não atingisse os patamares que inicialmente se esperavam dele, mas tornou-se uma figura mais proeminente no Paraguai nos últimos anos. Marcou quatro golos na qualificação para o Campeonato do Mundo, mas chega ao torneio na ressaca de uma primeira época inconsistente na Cremonese, onde por vezes fez dupla de ataque com Jamie Vardy. «Tenho trabalhado também por conta própria para chegar aqui na melhor forma», afirmou.

25. ISIDRO PITTA


Data de nascimento: 4 de março de 1996

Clube: Cremonese

Posição: Avançado

«Viking»

Com o seu cabelo apanhado e uma grande barba ruiva, Pitta é conhecido como «Viking» nos meandros do futebol. Quando se estava a afirmar como titular no Olimpia, no principal escalão do Paraguai, o seu empresário já planeava o próximo passo na carreira. «Gostaria que ele jogasse num grande clube da Argentina», disse Juan Dragotto em 2020. Após uma mudança falhada para o Huesca, em Espanha, Pitta acabou por fazer nome no Brasil — e não na Argentina. O possante avançado foi cortejado por alguns dos maiores clubes brasileiros após uma temporada de 22 golos ao serviço do Cuiabá, acabando por escolher transferir-se para o Red Bull Bragantino, onde tem continuado a mostrar-se prolífico. O jogador, de 26 anos, foi convocado pelo Paraguai pela primeira vez após a Copa América de 2024, mas ainda procura o seu primeiro golo pelo país. Depois de ultrapassar problemas de lesão em São Paulo, chegou à América do Norte. «Trabalhei no duro para chegar aqui. Esperei muito tempo e estou feliz por estar aqui.»

Texto de Christian Pérez e Óscar Gómez para o VS Sports. Estes textos foram escritos no âmbito da Guardian Experts' Network, a rede de troca de conteúdos para o Mundial 2026, liderada pelo jornal inglês The Guardian e que tem A BOLA como representante português, e foram traduzidos com recurso a Inteligência Artificial.

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