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Mundial 2026: perfis dos jogadores da Austrália
1. MATHEW RYAN
Clube: Levante
Data de nascimento: 8 de abril de 1992
Posição: Guarda-redes
Titular indiscutível
Pode dizer-se que o capitão dos Socceroos já viu de tudo um pouco. Aos 33 anos, Ryan conta com passagens por 12 clubes em oito países diferentes — incluindo Club Brugge, Brighton e AZ Alkmaar, além de curtas estadias no Arsenal e na Roma — numa carreira que já ultrapassa a marca dos 15 anos. Prestes a marcar presença no seu quarto Mundial, o rapaz de Plumpton, no oeste de Sydney, é o mais recente nome de uma linhagem de guardiões australianos de qualidade, como Mark Bosnich e Zeljko Kalac. Outro dos seus antecessores, Mark Schwarzer, era o seu herói de infância; Ryan estava no Estádio Olímpico de Sydney, em 2005, para testemunhar Schwarzer e companhia baterem o Uruguai nas grandes penalidades, garantindo o apuramento para o primeiro Mundial da Austrália em 32 anos. Ryan lidera agora a seleção rumo ao seu sexto Mundial consecutivo, mas, num universo alternativo, poderia estar a vestir a camisola da Inglaterra na América do Norte, já que possui passaporte britânico.
12. PAUL IZZO
Clube: Randers
Data de nascimento: 6 de janeiro de 1995
Posição: Guarda-redes
Há uns anos, Izzo buzinava freneticamente e gritava o nome de Bruno Fornaroli pela janela do carro, celebrando a chamada surpresa do então colega no Melbourne Victory à Taça da Ásia. Agora, é ele quem ruma ao Mundial. Tornou-se presença assídua nas convocatórias após a subida de Tony Popovic ao cargo de selecionador — depois de já ter jogado sob o seu comando no Xanthi e no Victory. Izzo estreou-se como internacional AA contra a Nova Zelândia, após a fase de qualificação, e não mais olhou para trás, assinando um recorde de oito defesas numa exibição de «Homem do Jogo» contra o Canadá, no mês seguinte. A forma de Ryan na liga espanhola faz dele o provável titular, mas a ascensão de Izzo é tal que conseguiu colocar essa questão em cima da mesa durante a preparação para o torneio.
18. PATRICK BEACH
Clube: Melbourne City
Data de nascimento: 6 de agosto de 2003
Posição: Guarda-redes
Antigo jogador de softbol, o natural de Sydney, de 22 anos, era defesa até chegar ao escalão de sub-14, altura em que pediu para fazer a transição para a baliza. Tendo começado no programa de desenvolvimento de Nova Gales do Sul, ao serviço do Mount Druitt Town Rangers, Beach rumou ao estrangeiro para realizar testes em equipas da Irlanda do Norte e da Irlanda, antes de um último período de experiência no Ipswich Town, que estava a caminho da Premier League. Acabaria por assinar pelo Central Coast Mariners em 2023, mas só quando foi contratado pelo Melbourne City, em 2024, é que se estreou na A-League. No espaço de 12 meses, sagrou-se campeão da A-League. Em março de 2025, mereceu a sua primeira chamada aos trabalhos dos Socceroos, antes de se estrear, mais tarde nesse mesmo ano, frente à Venezuela — arrecadando as honras de homem do jogo logo à primeira tentativa.
6. JASON GERIA
Clube: Albirex Niigata
Data de nascimento: 10 de maio de 1993
Posição: Defesa
Um dos favoritos de Ange Postecoglou, que acompanhou o seu desenvolvimento no Brisbane Roar, no Melbourne Victory e na estrutura da seleção nacional, Geria começou a sua carreira como membro do programa de futebol do Australian Institute of Sport, em Camberra, antes de se juntar à equipa de juniores do Brisbane em 2011. Um ano mais tarde, Postecoglou contratou Geria para o Victory, onde se tornou titular indiscutível. Geria representou a Austrália por diversas vezes nos escalões de formação antes de Postecoglou (uma vez mais) o convocar para a seleção dos Socceroos que tentava o apuramento para o Campeonato do Mundo de 2018. Estreou-se num amigável contra a Grécia em 2016 e, oito anos depois, após passagens pelo Japão e por vários clubes da A-League, Tony Popovic voltou a chamá-lo à equipa dos Socceroos para a qualificação do Mundial de 2026.
19. HARRY SOUTTAR
Clube: Leicester
Data de nascimento: 22 de outubro de 1998
Posição: Defesa
Intratável
«Temos de amar o Souttar. Temos de o amar por completo». As palavras são do comentador Pat Nevin, após uma exibição impressionante do gigante central na suada vitória por 1-0 sobre a Dinamarca, no Mundial de 2022. Muitos concordam com Nevin, sendo fácil perceber por que Souttar se tornou um favorito dos adeptos desde a sua estreia, em 2019. Aos dois golos nesse jogo contra o Nepal seguiram-se mais dois no seu segundo encontro oficial frente a Taipé (soma uns impressionantes 11 golos em 36 jogos à data de escrita). Mas não é apenas a ameaça ofensiva que encanta os observadores — o seu estilo de jogo pragmático e a entrega total fizeram dele um titular indiscutível com Graham Arnold, antes de uma lesão no tendão de Aquiles ter perturbado a sua preparação para este Mundial. Nascido em Aberdeen, representa a Austrália através da mãe, natural da Austrália Ocidental. Com dois metros de altura, detém a distinção de ser o jogador de campo mais alto a representar o país. Apenas o guardião Zeljko Kalac foi mais alto.
21. CAMERON BURGESS
Clube: Swansea
Data de nascimento: 21 de outubro de 1995
Posição: Defesa
No final do ano passado, o pior pesadelo de um defesa abateu-se sobre o jogador de 30 anos. Frente ao seu antigo clube, o Ipswich, o azarado Burgess marcou na própria baliza não uma, mas duas vezes. O episódio levou-o a emitir um comunicado aos adeptos do Swansea: «Como jogador, ouço as vossas críticas e não ouvirão desculpas da minha parte. Sou o meu maior crítico, acreditem, e o meu único propósito é retificar as coisas em campo». Sendo justo, ambos os autogolos podem ser considerados infelizes, mas a reação demonstra o caráter de Burgess, que iniciou a carreira profissional no Fulham antes de saltar por vários clubes dos escalões secundários ingleses até chegar a Portman Road, onde ajudou o Ipswich a subir consecutivamente da League One até à Premier League. Mais um elemento do contingente nascido na Escócia — mudou-se para a Austrália aos 11 anos —, Burgess sabe que o seu lugar no onze na América do Norte não é garantido: «Cada vez que tens a oportunidade de jogar, é uma honra real e algo que nenhum de nós toma como garantido.»
3. ALESSANDRO CIRCATI
Clube: Parma
Data de nascimento: 10 de outubro de 2003
Posição: Defesa
Líder nato
No balneário do Parma, há uns anos, Circati aproximou-se de Gianluigi Buffon — o homem que ajudou a travar o sonho australiano no Mundial de 2006 — em busca de conselhos. O jovem tinha de escolher entre a Itália, país de nascimento, e a Austrália, onde cresceu. «O que sentes por dentro? Esquece tudo o resto», terá dito Buffon, segundo revelou Circati à ESPN. O jovem defesa escolheu os Socceroos e, apesar de ter perdido quase um ano devido a uma rotura de ligamentos em 2024, já capitaneou a seleção aos 22 anos. Central sereno e dotado tecnicamente, com provas dadas na Serie A, Circati chega ao Mundial de 2026 como o defesa mais refinado da equipa. Poderá não haver ninguém mais importante do que ele para o selecionador Tony Popovic.
16. AZIZ BEHICH
Clube: Melbourne City
Data de nascimento: 16 de dezembro de 1990
Posição: Defesa
Veloz
No meio de tantos defesas possantes e centrais adaptados de grande estatura ao dispor de Popovic, as incursões de Behich pelo flanco esquerdo são uma recordação reconfortante dos laterais de outros tempos. Parece ter superado a lesão muscular sofrida no ano passado, e a sua paixão pelo jogo garante que lutará com Jordy Bos pela titularidade na América do Norte. Pode haver algum «esnobismo» europeu entre certos adeptos australianos, mas o facto de Behich continuar a ser um membro influente da seleção após ter regressado à A-League em 2023 atesta a sua qualidade. Nenhum jogador participou em mais jogos da qualificação do que Behich, que foi ainda eleito o Jogador do Ano de 2025 pelos seus pares (PFA).
2. MILOS DEGENEK
Clube: APOEL
Data de nascimento: 28 de abril de 1994
Posição: Defesa
Uma transferência internacional em ano de Mundial deixa sempre os adeptos nervosos, mas se há jogador capaz de lidar com isso, é Degenek. A mudança da Sérvia para o Chipre faz com que já tenha jogado em sete países diferentes, incluindo os EUA. Central possante e tranquilo, soma mais de 50 internacionalizações, embora nunca tenha sido um titular indiscutível. Uma grave lesão no calcanhar, em 2023, ameaçou terminar com a sua carreira ao mais alto nível, mas regressou às opções nacionais no ano passado. Em estágio, em novembro, disse à ABC que ganhar um Mundial não era difícil de imaginar: «Entras no avião, voas para a base e voltas a fazê-lo vezes sem conta. E depois, em julho, voamos todos para a Austrália para celebrar o título mundial.»
15. KAI TREWIN
Clube: New York City
Data de nascimento: 18 de maio de 2001
Posição: Defesa
O defesa com boa saída de bola tem jogado com uma maturidade muito superior à sua idade desde que se estreou pelo Brisbane, aos 18 anos. Cedo cimentou o seu lugar no Roar como um central sereno, forte no um-contra-um e confortável a subir para o lugar de médio defensivo quando o jogo o exige. A mudança para o Melbourne City provou ser o passo necessário para chegar ao clube-irmão nos Estados Unidos, ganhando uma experiência valiosa que lhe servirá de base na seleção. À medida que o jovem de Batemans Bay ganha confiança, cresce também a sua autoridade para organizar a defesa sem sobressaltos.
5. JORDAN BOS
Clube: Feyenoord
Data de nascimento: 29 de outubro de 2002
Posição: Defesa
Incansável
O lateral-esquerdo ofensivo tem mantido uma ascensão constante desde o Melbourne City até ao Feyenoord, tornando-se gradualmente uma peça criativa fundamental para a seleção. O gigante da Eredivisie tem um longo historial de acolhimento a internacionais australianos e Bos aproveitou a sua herança holandesa para se adaptar rapidamente. Eleva a intensidade dos que o rodeiam com a sua velocidade e disponibilidade física, adorando subir no terreno e cruzar precocemente para a área. Apesar da fisionomia leve, o jogador de 23 anos não tem receio do choque, embora a sua falta de consciência defensiva o atraiçoe por vezes. Com a energia e entusiasmo que Popovic exige, Bos poderá até ser utilizado como extremo.
4. JACOB ITALIANO
Clube: Grazer AK
Data de nascimento: 30 de julho de 2001
Posição: Defesa
Após estrear-se pela seleção contra o Canadá, em 2025, Italiano afirmou que tinha sido «uma longa jornada» até chegar à primeira internacionalização. Na verdade, tinha apenas 24 anos, e a espera só pareceu longa porque emigrou para a Europa ainda nas camadas jovens, uma década antes. Conhecido pela velocidade e técnica no corredor, Italiano é um jogador polivalente, sentindo-se tão confortável no meio-campo ofensivo como a lateral-esquerdo ou direito. Apesar de ter estado no Borussia Mönchengladbach durante cinco anos, nunca teve a oportunidade de jogar na Bundesliga, somando mais de 100 jogos pelas reservas. As coisas melhoraram após a mudança para a Áustria, onde é agora titular regular no Grazer AK. Com a lesão de Lewis Miller, Popovic poderá apostar em Italiano.
25. LUCAS HERRINGTON
Clube: Colorado Rapids
Data de nascimento: 5 de setembro de 2007
Posição: Defesa
O jogador mais jovem selecionado para a comitiva da Austrália no Campeonato do Mundo, com 18 anos, Herrington já se testou contra vários dos grandes nomes do futebol mundial durante a sua jovem carreira — desde que assinou pelo Colorado, na MLS, contou com nomes como Lionel Messi, Rodrigo de Paul, Thomas Müller e Son Heung-min como adversários. Herrington começou a sua carreira no Brisbane Roar, onde foi coroado o jovem jogador do ano após uma impressionante época de estreia. Tornou-se o jogador mais jovem desde Nestroy Irankunda a estrear-se pela Austrália, com participações em amigáveis contra os Camarões e Curaçau no início deste ano, descrevendo a experiência de representar o seu país como «o melhor sentimento do mundo». O jovem natural de Queensland perfila-se como uma das promessas mais brilhantes dos Socceroos e um nome a manter debaixo de olho.
22. JACKSON IRVINE
Clube: St. Pauli
Data de nascimento: 7 de março de 1993
Posição: Médio
Peça-chave
O líder do meio-campo australiano joga com a autoridade calma e a inteligência tática de quem passou pelas divisões secundárias e agora desfruta dos maiores palcos. Nascido em Melbourne, mas forjado na Escócia e Inglaterra, Irvine brilha na Alemanha. Desde que chegou ao St. Pauli, em 2021, tornou-se o pulmão da equipa e capitão. As celebrações da subida de divisão foram tão intensas que Irvine se esqueceu de levar o passaporte para o próprio casamento, dois dias depois. Habitualmente ponderado, não tem receio de expressar opiniões políticas e sociais, tendo criticado a FIFA em abril pela atribuição de um prémio de paz a Donald Trump: «Como organização, decisões destas ridicularizam o que tentam fazer com a carta dos direitos humanos». No entanto, há um lado mais leve: entre as suas muitas tatuagens, conta-se uma do personagem Moe Szyslak, dos Simpsons, na perna direita.
8. CONNOR METCALFE
Clube: St. Pauli
Data de nascimento: 5 de novembro de 1999
Posição: Médio
Um dos heróis silenciosos da Austrália, o produto da academia do Melbourne City capitaneou o clube aos 22 anos, antes de emigrar. Juntou-se a Jackson Irvine no St. Pauli, em 2022, e foi crucial na promoção à Bundesliga. Médio técnico e tenaz, Metcalfe pressiona de forma agressiva e é surpreendentemente forte no desarme. Prefere deixar que o seu futebol fale por si, deixando as causas sociais para colegas como Irvine. «É fixe, tudo muito punk rock e tal», disse sobre jogar no St. Pauli. «Mas eu não sou nada punk rock. Sou básico. O corte de cabelo tradicional, é assim que me podem chamar.»
13. AIDEN O'NEILL
Clube: New York City
Data de nascimento: 4 de julho de 1998
Posição: Médio
Dono de uma quinta
Médio combativo que traz equilíbrio e agressividade tanto à seleção como ao clube, O’Neill joga com raça primeiro e elegância depois. Encontrou o seu caminho nos escalões secundários ingleses antes de regressar à Austrália, onde se destacou como capitão e «polícia» do meio-campo no Melbourne City. No relvado, dá ordens e organiza a equipa, papel que manteve no Standard Liège, antes de se mudar para Nova Iorque, no ano passado. Em solo americano, por vezes deixa o pensamento fugir para casa: «Sou dono de uma quinta, é algo que me apaixona. Temos gado, é uma parte importante da minha vida fora do futebol.»
10. AJDIN HRUSTIC
Clube: Heracles Almelo
Data de nascimento: 5 de julho de 1996
Posição: Médio
O versátil médio continua a ser o criativo que a Austrália tanto procura, lutando contra os altos e baixos de uma carreira fustigada por lesões. Hrustic faz o futebol parecer fácil com o seu ritmo, visão de jogo, e um pé esquerdo potente. As bolas paradas são a sua especialidade, como demonstrou com um «tiro» frente ao Japão, na qualificação anterior. Nascido em Melbourne, filho de mãe romena e pai bósnio, é poliglota, o que facilitou a sua aventura europeia aos 14 anos. Já passou por Inglaterra, Áustria, Alemanha, Países Baixos e Itália, espalhando agora a sua magia na primeira divisão neerlandesa.
14. CAMMY DEVLIN
Clube: Hearts
Data de nascimento: 7 de junho de 1998
Posição: Médio
Até ao momento, Devlin ainda não somou minutos na era Popovic, mas a sua tenacidade inesgotável no meio-campo do Hearts, que tem desafiado o duopólio de Glasgow na Escócia, tornou impossível a sua exclusão da lista para o Mundial. Depois de passar pelos clubes de Sydney e pelo Wellington Phoenix, viveu uma situação caricata em 2021: assinou pelo Newcastle Jets como jogador livre, em junho, apenas para ser transferido para Edimburgo dois meses depois, rendendo um encaixe financeiro a um clube pelo qual nunca jogou oficialmente.
24. PAUL OKON-ENGSTLER
Clube: Sidney FC
Data de nascimento: 24 de janeiro de 2005
Posição: Médio
Filho do antigo internacional pelos Socceroos e atual adjunto da seleção nacional Paul Okon, Okon-Engstler está ansioso por criar o seu próprio legado, sem descurar a influência que o pai teve na sua carreira. «Ele sempre foi uma grande inspiração para mim e para os meus irmãos... tudo o que tenha a ver com futebol, ele é sincero», afirmou Okon-Engstler. «Dá a sua opinião honesta e aquilo em que acha que precisamos de melhorar.» O jovem, de 21 anos, jogou nas camadas jovens do Club Brugge, na Bélgica, antes de se transferir para os portugueses do Benfica, somando oito exibições pela equipa secundária antes de garantir a mudança para o Sydney FC em 2025. Nos EUA e no Canadá, tentará deixar para trás a desilusão da recente derrota dos «Sky Blues» na grande final da A-League frente ao Auckland.
11. AWER MABIL
Data de nascimento: 15 de setembro de 1995
Clube: Castellón
Posição: Avançado
Não é frequente que os feitos de um futebolista fora de campo se equiparem aos alcançados dentro dele, mas Mabil é um caso raro. Filho de pais sul-sudaneses, nascido no campo de refugiados de Kakuma, no Quénia, Mabil começou a jogar futebol aos cinco anos, sem calçado e usando uma meia enrolada como bola. As suas experiências antes de deixar o campo rumo a Adelaide, aos 10 anos, moldaram a pessoa que é hoje, e o seu trabalho humanitário enquanto adulto valeu-lhe o prémio de Jovem Australiano do Ano em 2023. A sua fundação, «Barefoot to Boots», é uma organização sem fins lucrativos que visa melhorar a saúde, a educação, as políticas e a igualdade de género para os refugiados. No relvado, Mabil estreou-se pelos Socceroos em 2018 e somou desde então 38 internacionalizações, marcando 10 golos.
17. NESTORY IRANKUNDA
Clube: Watford
Data de nascimento: 9 de fevereiro de 2006
Posição: Extremo
A estrela em ascensão
Irankunda «não conseguia parar de sorrir» quando marcou o seu primeiro golo pela seleção, em 2024. Carrega sobre os ombros um peso que nenhum outro colega conhece, rotulado pela imprensa como «o jovem jogador australiano mais excitante de sempre». Após uma transferência recorde para o Bayern Munique, no final de 2024, assinou pelo Watford em julho de 2025. Popovic tem um diamante nas mãos; o desafio é ajudá-lo a brilhar num Campeonato do Mundo.
7. MATHEW LECKIE
Clube: Melbourne City
Data de nascimento: 4 de fevereiro de 1991
Posição: Avançado
Leckie integrou os 23 convocados para o Campeonato do Mundo da Rússia, em 2018, mas foi no torneio do Qatar, quatro anos mais tarde, que se cimentou como um herói de culto dos Socceroos. O polivalente extremo protagonizou um dos momentos eternos do futebol australiano quando fletiu para dentro perante o defesa dinamarquês Joakim Mæhle, depois voltou para fora, antes de rematar rasteiro para lá do mergulho desesperado de Kasper Schmeichel, marcando o único golo do jogo que enviou os Socceroos para os oitavos de final — e que levou ao delírio os adeptos reunidos de madrugada no seu país. Agora com 35 anos, este será o quarto Mundial de Leckie. No seu primeiro, em 2014, a sua aceleração explosiva e o seu futebol direto fizeram dele um dos jogadores em maior destaque na Austrália e atraíram o interesse de olheiros de vários grandes clubes, embora tenha sempre sustentado que não se arrependia de ter assinado pelo FC Ingolstadt, da segunda divisão alemã, apenas um mês antes.
9. MOHAMED TOURÉ
Clube: Norwich
Data de nascimento: 26 de março de 2004
Posição: Avançado
«Se continuar assim, será o melhor ponta de lança de sempre». O comentário online surgiu após Touré se apresentar ao Championship com um hat-trick na estreia pelo Norwich. Nascido num campo de refugiados na Guiné, mudou-se para a Austrália muito jovem. Estreou-se pelos Socceroos em Wembley, em 2023, e não esquece as origens: «Temos de agradecer aos nossos pais pelas dificuldades que passaram para nos porem a jogar». A família vivia em frente a um campo de futebol, onde Mohamed e os irmãos passavam horas a fio a treinar.
20. CRISTIAN VOLPATO
Data de nascimento: 15 de novembro de 2003
Clube: Sassuolo
Posição: Médio
Recruta de última hora
O prodígio colocou fim a anos de especulação sobre se iria comprometer-se com a Austrália — o seu país de nascimento — ou com a Itália, ao aceitar uma convocatória bombástica para a comitiva dos Socceroos na véspera deste Campeonato do Mundo. O anterior selecionador, Graham Arnold, revelou que Volpato tinha rejeitado a oportunidade de jogar no torneio de 2022, no Qatar, que surgiu escassos meses após o jogador parecer ter gozado com os Socceroos no Snapchat, na sequência de uma derrota por 2-0 frente ao Japão na qualificação para a Taça da Ásia. O jovem, de 22 anos, pode jogar como médio-ofensivo ou extremo, e a sua polivalência ajudou-o a afirmar-se como titular no Sassuolo ao longo das últimas três temporadas — valendo-lhe também a chamada às seleções jovens de Itália nos últimos anos. «Quando temos um jogador talentoso, não sei bem qual é o risco», afirmou o selecionador dos Socceroos, Tony Popovic, sobre esta inesperada escolha. Agora, cabe a Volpato, nascido e criado em Sydney, corresponder às expectativas.
23. NISHAN VELUPILLAY
Data de nascimento: 7 de maio de 2001
Clube: Melbourne Victory
Posição: Avançado
Sem ter participado nas últimas quatro janelas internacionais, Velupillay é uma espécie de surpresa de última hora na convocatória de Tony Popovic, tendo afirmado recentemente que sentia saudades do ambiente dos Socceroos. «Sinto que recebemos sempre um extra de confiança quando aqui chegamos», disse. Homem de um só clube, apareceu em plano de destaque no Melbourne Victory em 2021, tornando-se titular regular da equipa principal e conquistando o prémio de jovem jogador do ano do clube. Velupillay abriu caminho até à seleção de sub-23 da Austrália antes de receber a oportunidade de impressionar numa convocatória dos Socceroos para a qualificação do Mundial; acabou por marcar em jogos consecutivos contra a China e a Indonésia no ano passado.
26. TETE YENGI
Data de nascimento: 28 de novembro de 2000
Clube: Machida Zelvia
Posição: Avançado
Há uma dose considerável de entusiasmo em torno de Yengi, apesar de ter passado praticamente despercebido antes de ser chamado à última hora para o estágio de preparação dos Socceroos para o Campeonato do Mundo, em Sarasota. Durante muitos anos, o avançado de 1,98 metros poderia nem sequer ser o melhor avançado da sua família, estatuto que pertencia ao seu irmão Kusini, mas este ano ultrapassou o irmão mais velho e reclamou o seu lugar na convocatória da seleção nacional. Emprestado aos japoneses do Machida Zelvia pelo Livingston, Yengi ajudou a equipa nipónica a chegar à final da Liga dos Campeões Elite da Ásia, onde viveu um momento de fama na internet após ser cabeceado pelo bem mais baixo Zakaria al Hawsawi, defesa do Al Ahli.
Textos de Jo Khan, Mike Hytner, Jack Snape, Martin Pegan and Joey Lynch, do Guardian Australia. Estes textos foram escritos no âmbito da Guardian Experts' Network, a rede de troca de conteúdos para o Mundial 2026, liderada pelo jornal inglês The Guardian e que tem A BOLA como representante português, e foram traduzidos com recurso a Inteligência Artificial.