12. OLIVER BAUMANN


Data de nascimento: 2 de junho de 1990

Clube: Hoffenheim

Posição: Guarda-redes

O número 2 da Alemanha – que até há poucas semanas era o número 1 – é conhecido, acima de tudo, por ser relativamente desconhecido, apesar de somar mais de 500 jogos na Bundesliga. Isso deve-se, em parte, ao facto de ter cumprido a maioria dessas partidas ao serviço do Hoffenheim. Devesse também ao facto de Baumann ser internacional há apenas cerca de 18 meses, tendo assumido o lugar devido às sucessivas lesões de Marc-André ter Stegen. Baumann é fiável, e provou-o durante uma difícil campanha de qualificação para o Mundial. À revista Zeit, revelou: «Acredito que uma das minhas maiores qualidades é a consistência.» Baumann é diferente de muitos dos seus antecessores, que eram o tipo de figuras a temer (pelo menos dentro de campo): Toni Schumacher, Oliver Kahn ou o "louco" Jens Lehmann. Em contraste, Baumann é alguém a quem confiaríamos, por exemplo, os nossos animais de estimação. «Não sou fã de grandes declarações», atirou. «Acho que o que deve contar são as minhas ações em campo.»

21. ALEXANDER NÜBEL


Data de nascimento: 30 de setembro de 1996

Clube: Estugarda

Posição: Guarda-redes

Nübel pertence aos quadros do Bayern Munique há seis anos, tendo sido contratado para estar pronto quando Manuel Neuer se retirasse. E, desde então, tem esperado, esperado e esperado. Houve períodos de empréstimo ao Mónaco e, a longo prazo, ao Estugarda, mas é discutível se algum dia será o número 1 do Bayern. Nübel é excecional em situações de um para um e em remates de curta distância, mas por vezes sente dificuldades com tentativas de longe. É presumivelmente por isso que o selecionador nacional, Julian Nagelsmann, fez de Baumann o seu número 1, com talvez menos altos, mas também menos baixos. Nagelsmann elogiou Nübel por apoiar Baumann. Por outras palavras: um bom guarda-redes de segunda escolha.

1. MANUEL NEUER


Data de nascimento: 27 de março de 1986

Clube: Bayern Munique

Posição: Guarda-redes

Sem dúvida, a convocatória mais falada para o Campeonato do Mundo. Ainda na primavera, nada fazia prever que Neuer, que se tinha retirado após o Euro 2024, iria afinal regressar à seleção nacional. Depois, no início de abril, o guardião de 40 anos assinou uma exibição magistral contra o Real Madrid, na primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões pelo Bayern. Foi o homem do jogo, segurando a vitória por 2-1 com defesas e compostura, e levando Kylian Mbappé e Vinícius Júnior ao desespero. Tal como nos velhos tempos. Mesmo tendo cometido um erro na segunda mão, quase ninguém duvida que Neuer é melhor guarda-redes do que Oliver Baumann, que completou 36 anos no início de junho. «Toda a gente sabe a aura e a qualidade que o Manu tem, o que ele dá a uma equipa», afirmou Julian Nagelsmann. Se a decisão de última hora de Nagelsmann de resgatar Neuer (e despromover Baumann do estatuto de número 1) terá algum efeito na confiança dos jogadores no selecionador, só se tornará claro nas próximas semanas.

4. JONATHAN TAH


Data de nascimento: 11 de fevereiro de 1996

Clube: Bayern Munique

Posição: Defesa

Rocha defensiva

Líder defensivo no Bayern e líder defensivo da seleção nacional. Finalmente. Aos 19 anos, Tah foi nomeado o melhor jovem futebolista da Alemanha mas, com o passar do tempo, muitos desistiram da ideia de que este enorme talento defensivo se tornaria um internacional importante. «Houve lesões, quebras de forma, momentos difíceis. As pessoas esperavam que eu assumisse responsabilidades cedo. Talvez tenha colocado demasiada pressão sobre mim próprio», disse à Die Zeit há dois anos. Sob o comando de Xabi Alonso no Leverkusen, porém, Tah tornou-se o melhor central da Bundesliga: forte nos duelos, bom no ar, difícil de ultrapassar em drible e com poucos erros. Na verdade, Alonso pode ter salvo a carreira de Tah. No Instagram, o jogador de 30 anos descreve-se como um «indivíduo dedicado, ambicioso e de mente aberta, que luta pela melhor versão de si mesmo». Isso tem corrido muito bem nos últimos anos. Tah jogará o seu primeiro jogo num Mundial na América do Norte.

15. NICO SCHLOTTERBECK


Data de nascimento: 1 de dezembro de 1999

Clube: Borussia Dortmund

Posição: Defesa

«Velha Guarda»

O tipo de defesa que muitos adeptos do futebol alemão adoram: lança-se sempre totalmente aos lances, é forte no ar, adora um desarme em carrinho e celebra após vencer duelos. Jogar contra Schlotterbeck dói. Também marca golos de vez em quando, após o que mostra os seus impressionantes bíceps ao público. Por vezes, pode deixar-se levar pelo frenesim e nem sempre está sob controlo, tornando-se um risco de segurança na sua própria grande área. Talvez ajudasse se seguisse o exemplo do livro de defesa inteligente de Fabio Cannavaro; afinal, o italiano era o seu modelo. Sendo o único esquerdino entre os centrais da Alemanha, está provavelmente no onze inicial exatamente por essa razão.

2. ANTONIO RÜDIGER


Data de nascimento: 3 de março de 1993

Clube: Real Madrid

Posição: Defesa

Temperamental

O internacional alemão mais criticado de todos neste momento, e Julian Nagelsmann admitiu que Rüdiger é uma figura polarizadora. Isso tem pouco a ver com as suas exibições, mas sim com o seu comportamento em certas instâncias. Houve o gesto de degola para os adeptos do Atlético de Madrid, pelo qual foi multado, e a fúria após a final da Taça do Rei de 2025 contra o Barcelona, quando tentou atirar gelo ao árbitro e o chamou, entre outras coisas, de «aberração» (Missgeburt em alemão). Foi suspenso por seis jogos. Junte-se a isso a entrada sobre Diego Rico, do Getafe, em março, e há um padrão a emergir. «Quando se é alvo de tantas críticas como internacional, começa-se a pensar», disse mais tarde Rüdiger ao Frankfurter Allgemeine Zeitung. Ele sabe que teve incidentes «que passaram claramente a marca» e admite que não esteve à altura das suas responsabilidades. «Não quero ser uma fonte de inquietação, quero proporcionar estabilidade e segurança», afirma. Notavelmente, em mais de 80 jogos pela Alemanha, nunca foi expulso. Pelo Real, após alguns problemas físicos, foi totalista na equipa no final da temporada mas, para a Alemanha rumo ao Mundial, Tah e Schlotterbeck estavam à sua frente na hierarquia.

3. WALDEMAR ANTON


Data de nascimento: 20 de julho de 1996

Clube: Borussia Dortmund

Posição: Defesa

«A torre defensiva», como é conhecido na comunicação social alemã, é muito popular — exceto na região metropolitana de Estugarda. Os adeptos desse clube não lhe perdoaram a mudança para o Dortmund após o Euro 2024, apesar de ter renovado contrato com o Estugarda pouco tempo antes. «Originalmente não tinha intenção de mudar de clube – mas depois surgiu o Borussia Dortmund. Um clube de topo que tinha acabado de chegar à final da Liga dos Campeões», afirmou. Joga de forma sólida, pouco espetacular e quase sempre bem. Também se atreve no passe de risco. «Waldemar Anton é um defesa extremamente fiável e com um grande coração», disse uma vez Nagelsmann. Nasceu no Uzbequistão como Wladimir Anton, mas quando os seus pais se mudaram para a Alemanha em 1998, o seu primeiro nome foi alterado para Waldemar. Nome curto: Wowa.

22. DAVID RAUM


Data de nascimento: 22 de abril de 1998

Clube: RB Leipzig

Posição: Defesa

Futuro DJ?

Há um título que Raum detém com toda a certeza: o de internacional alemão mais tatuado. No seu peito lê-se «Living the dream» — porque consegue ser futebolista profissional. A certa altura, quase tinha desistido desse sonho, como relatou num vídeo de YouTube publicado pelo seu clube, o RB Leipzig. Como nem sempre jogava no Greuther Fürth, pensou: «OK, talvez o futebol acabe por não funcionar.» Mas a sua carreira descolou após juntar-se ao Hoffenheim a custo zero em 2021, antes de o RB Leipzig pagar €26 milhões por ele um ano depois. Foi titular em todos os jogos da Alemanha no Mundial do Qatar, depois perdeu o lugar, e depois recuperou-o. Julian Nagelsmann valoriza-o pelo seu espírito de luta, entre outras coisas. As forças de Raum estão no ataque, pois é capaz de desferir cruzamento após cruzamento, embora uma boa parte deles acabe por falhar o alvo. Após a carreira, não quer ter mais nada a ver com futebol. Em vez disso, imagina-se a trabalhar como DJ.

6. JOSHUA KIMMICH


Data de nascimento: 8 de fevereiro de 1995

Clube: Bayern Munique

Posição: Defesa

Capitão É pena não existirem dois Joshua Kimmichs: um para o centro do meio-campo, outro para a defesa. Assim, o debate interminável sobre qual a posição mais adequada para ele poderia ser evitado. Para o treinador do Bayern, Vincent Kompany, ele é a primeira escolha para o número 6. Sob Julian Nagelsmann, esteve primeiro a lateral-direito, depois regressou brevemente ao meio-campo, e agora deve fazer tudo ao mesmo tempo como um playmaker defensivo. Na fase de construção, move-se da lateral para o centro, o que pode ser arriscado se perder a bola. Felizmente, não perde a bola com frequência. Recentemente, ultrapassou Jürgen Kohler e entrou no top 10 de jogadores com mais internacionalizações pela Alemanha. Com o Bayern, venceu a Liga dos Campeões e 10 títulos da Bundesliga, mas ainda nada pela seleção nacional. Após a eliminação na fase de grupos no Qatar, falou com lágrimas nos olhos sobre o dia mais difícil da sua carreira: «Tenho um pouco de medo de cair num buraco.» Com certeza que conseguiu sair de lá e, como capitão, principal motivador e defensor da "camisola por dentro dos calções", goza de grande respeito na Alemanha.

18. NATHANIEL BROWN


Data de nascimento: 16 de junho de 2003

Clube: Eintracht Frankfurt

Posição: Defesa

«Ele já se encontra entre os melhores laterais da Europa», disse o diretor desportivo do Frankfurt, Markus Krösche, ao Bild em abril. Pode ser um pouco exagerado, mas é verdade que Brown teve uma temporada muito, muito boa numa equipa do Eintracht que, de resto, foi dececionante. Brown é super rápido, forte no drible, uma ameaça para o golo e — algo não totalmente irrelevante para um defesa — muito difícil de ultrapassar. Com pai americano, poderia ter jogado pelos EUA mas, após a sua estreia internacional em 2025, parece agora que a Alemanha encontrou uma solução futura para a problemática posição de lateral-esquerdo. Ou será que ele já a tornou sua? «Espero muito, muito dele», diz Nagelsmann. «Talvez a sua hora já tenha chegado, mas chegará com certeza, mais cedo ou mais tarde.»

24. MALICK THIAW


Data de nascimento: 8 de agosto de 2001

Clube: Newcastle

Posição: Defesa

Thiaw consegue fazer algo que quase certamente nenhum outro internacional alemão consegue: falar finlandês. A sua mãe é finlandesa, enquanto o seu pai vem do Senegal. Foi o seu pai quem lhe ensinou: «Devemos estar gratos por tudo o que temos.» Mudou-se para Milão aos 21 anos e foi lá — sem surpresa — que desenvolveu um interesse pela moda. O que há de errado com calças de três quartos e sandálias? Juntou-se ao Newcastle por €35 milhões no ano passado e estabeleceu-se imediatamente como titular. Um líder silencioso. O treinador do Newcastle, Eddie Howe, descreve-o como «muito, muito calmo, bastante reservado, mas muito, muito focado». Segundo o seu colega de equipa Nick Woltemade, ele não sabe cabecear, mas de alguma forma marcou dois golos de cabeça num jogo da Premier League esta temporada.

8. LEON GORETZKA


Data de nascimento: 6 de fevereiro de 1995

Clube: Bayern Munique

Posição: Médio

O médio do Bayern, de 31 anos, tem possivelmente a relação "on-off" mais turbulenta com Julian Nagelsmann no futebol alemão. Em Munique, formaram outrora uma dupla poderosa e, mesmo como selecionador, Nagelsmann selecionou inicialmente o jogador, antes de o deixar cair surpreendentemente para o Euro 2024 com o regresso do todo-poderoso Toni Kroos à equipa. Depois, realizaram-se conversas de paz. «Uma discussão era necessária; foi a base para a cooperação futura», disse Goretzka à Die Zeit. A terapia — provavelmente à luz de velas e com um quadro tático — funcionou. Goretzka já não é titular no Bayern e deve deixar o clube no final da temporada, por isso, para alcançar algo com a Alemanha no verão, precisa de redescobrir a sua verdadeira força: marcar golos.

5. ALEKSANDAR PAVLOVIC


Data de nascimento: 3 de maio de 2004

Clube: Bayern Munique

Posição: Médio

Em ascensão

O filho de mãe alemã e pai sérvio é natural de Munique e veste a camisola do Bayern desde os sete anos de idade. É um bom ponto de partida para se tornar uma lenda do clube e, desde que Thomas Tuchel o promoveu à equipa principal há três anos, faz parte do onze inicial do Bayern. Atualmente, é também titular na seleção nacional. O seu modelo? Sergio Busquets. «Busquets era muito forte tanto com como sem bola», disse Pavlovic uma vez à revista do clube, 51. «Estava sempre disponível para um passe e tinha sempre um olho no que o rodeava. Além disso, era muito sólido defensivamente e cobria muito terreno.» Também admira Rodri. Pavlovic vê-se claramente como um número 6 mas, para se tornar um jogador de classe mundial nessa posição, precisa de melhorar defensivamente.

17. FLORIAN WIRTZ


Data de nascimento: 3 de maio de 2003

Clube: Liverpool

Posição: Médio

Estrela

Na Alemanha, Wirtz é conhecido como o jogador que tornou possível a milagrosa dobradinha de campeonato e taça do Bayer Leverkusen em 2024, acabando com o longo domínio do Bayern Munique. Também brilhou pela Alemanha, incluindo uma exibição sensacional na vitória por 4-3 contra a Suíça em março, mas a sua grande afirmação ainda está para vir. Teve uma primeira temporada de altos e baixos em Anfield, após a sua transferência de £100 milhões no verão passado, com o treinador Arne Slot a dizer que as coisas só vão melhorar. «Todo o mérito para Wirtz no campo e no ginásio, pelo trabalho que tem feito», diz o neerlandês. «Se alguém está a ter dificuldades físicas no início, é preciso mantê-lo a jogar para melhorar, e ele foi um exemplo disso.» Quando o seu ranking de pratos de batata na conta de TikTok da federação alemã antes do Euro 2024 se tornou viral (colocou a batata "normal" em primeiro lugar, para grande diversão do público), ele respondeu: «Não acho piada nenhuma.» No Mundial, resta saber se lhe será dada a função central que o seu talento justifica.

10. JAMAL MUSIALA


Data de nascimento: 26 de fevereiro de 2003

Clube: Bayern Munique

Posição: Médio

Aos 17 anos, marcou na Liga dos Campeões e, aos 19, foi um dos poucos jogadores da Alemanha a sair do Mundial com a sua reputação intacta, ou até melhorada. Os três golos que marcou no Euro 2024 tornaram-no uma estrela internacional. Mas depois, no Mundial de Clubes de 2025, tudo parou subitamente com uma lesão horrível sofrida numa colisão com Gianluigi Donnarumma. Ficou fora durante seis meses enquanto a Alemanha se qualificava para o Mundial e o Bayern tinha um início quase perfeito. Não é exatamente o mesmo jogador que era antes da lesão, mas foi titular e jogou bem na incrível derrota por 4-5 na Liga dos Campeões frente ao Paris Saint-Germain, em abril. Para o proteger, Nagelsmann deixou Musiala fora dos particulares em março, no meio de alguma incerteza sobre se deveria ir ao Mundial. «Se sinto que algo não está bem no meu jogo», diz Oliver Kahn, «então tenho de trabalhar em mim até estar pronto outra vez.» Musiala, que ganha mais no Bayern do que o capitão da Inglaterra, Harry Kane, deve ter cuidado para não ser ultrapassado por nomes como Lennart Karl, que é cinco anos mais novo.

23. FELIX NMECHA


Data de nascimento: 10 de outubro de 2000

Clube: Borussia Dortmund

Posição: Médio Centro

Nascido em Hamburgo, criado em Inglaterra e desenvolvido no Manchester City: esta é a história de Nmecha. Mas, apesar disso, e de o inglês ser a sua primeira língua, a federação alemã garantiu o seu futuro internacional cedo, juntamente com o do seu irmão Lukas. Felix renovou recentemente o seu contrato com o Dortmund e espera-se que seja um dos pilares do futuro do clube. Desenvolveu-se como um dos médios centros mais dominantes fisicamente na liga, aliando isso a uma boa técnica e a um bom remate. Nmecha gosta de falar sobre a sua religião e disse que «Jesus é o meu tudo». Há três anos, colocou "gosto" e partilhou conteúdo transfóbico e homofóbico nas redes sociais, o que levou alguns adeptos do Dortmund a protestarem contra a sua contratação. Nmecha alegou que «algumas coisas foram tiradas do contexto» e acrescentou: «Sou cristão e amo todas as pessoas. Também não discrimino. Espero que todos os adeptos me deem uma oportunidade de me conhecerem e, esperançosamente, vejam que sou uma excelente pessoa.»

16. ANGELO STILLER


Data de nascimento: 4 de abril de 2001

Clube: Estugarda

Posição: Médio Centro

Não foi inicialmente incluído no plantel para os particulares de março, que Julian Nagelsmann disse que dariam uma indicação clara de quem iria ao Mundial. No entanto, após as lesões de Aleksandar Pavlović e Felix Nmecha, não só foi convocado, como foi titular em ambas as vitórias contra a Suíça e o Gana. Estranho? Não no mundo do selecionador. «Stiller é um futebolista excecionalmente bom, com um enorme potencial e exibições muito consistentes», diz Nagelsmann. Pavlović parte para o Mundial como o favorito para ser o número 6 titular, mas quem sabe o que irá acontecer.

9. JAMIE LEWELING


Data de nascimento: 26 de fevereiro de 2001

Clube: Estugarda

Posição: Médio Ofensivo

Leweling quase não jogou pela Alemanha. O seu pai é do Gana e a federação do país abordou Leweling cedo, mas o jovem recusou educadamente. «Porque sou alemão», disse após fazer a sua estreia pela Nationalmannschaft em 2024. «Claro que tenho raízes lá, mas cresci aqui na Alemanha e isso faz de mim alemão.» Nascido em Nuremberga, tem experiência na Bundesliga com o Greuther Fürth, o Union Berlim e o Estugarda. Chega ao Mundial na sequência da sua melhor temporada de sempre. Conhecido como um jogador que trabalha arduamente e alguém que faz sempre sessões extra, é rápido e decidiu alguns jogos da Bundesliga quase sozinho. Marcou o único golo do jogo na sua estreia internacional contra os Países Baixos.

13. PASCAL GROSS


Data de nascimento: 15 de junho de 1991

Clube: Brighton

Posição: Médio Centro

Regressou a "casa" em janeiro — não a Mannheim, onde nasceu, mas à cidade costeira inglesa de Brighton. Jogou lá durante sete anos antes de se mudar para o Dortmund, o seu primeiro grande clube europeu. No fim de contas, porém, não conseguiu ter impacto na equipa da Bundesliga e fez o caminho de volta. Outrora visto como um potencial sucessor de Toni Kroos, Gross não esteve propriamente à altura. Um facto curioso: sofre de alergia à relva — algo bastante inconveniente para um futebolista. Para evitar irritações cutâneas, joga sempre com camisolas de manga comprida. «Na verdade, também treino com uma camada térmica nas pernas, independentemente do tempo», afirma. Para este Mundial, pode ficar muito calor para o médio.

20. NADIEM AMIRI


Data de nascimento: 27 de outubro de 1996

Clube: Mainz

Posição: Médio

Sob observação

A convocatória de Amiri foi uma espécie de surpresa. A sua carreira internacional começou sob o comando de Joachim Löw, mas ficou fora das opções durante muito tempo depois disso, regressando aos convocados apenas no ano passado. Julian Nagelsmann ainda conhece Amiri dos tempos do Hoffenheim, quando ajudou o então jovem de 16 anos a iniciar a sua carreira profissional, e já elogiou a sua «finalização excecional» e a sua fome de vencer. Depois de contrair uma lesão no calcanhar ao serviço do Mainz, o médio falhou os amigáveis de março. Na Bundesliga e na Europa, no entanto, os seus números mostraram por que razão Nagelsmann não podia passar sem ele: 17 golos e três assistências, com quase nenhum outro médio alemão a registar números semelhantes. Deu também um contributo decisivo para a qualificação para o Campeonato do Mundo, com o seu primeiro golo pela Alemanha frente à Irlanda do Norte, em setembro passado. O seu primo, Zubayr, tem mais de 30 internacionalizações pelo Afeganistão.

19. LEROY SANÉ


Data de nascimento: 11 de janeiro de 1996

Clube: Galatasaray

Posição: Extremo

A crença geral na Alemanha era que Sané provavelmente tinha perdido a oportunidade de entrar na convocatória para o Mundial ao mudar-se para o Galatasaray em 2025, mas aqui está ele. Não tem sido excecional na Turquia, mas garantiu o seu lugar com dois golos e uma assistência no jogo crucial de qualificação para o Mundial contra a Eslováquia. E, na verdade, possui tudo o que um jogador de classe mundial precisa, à exceção talvez do seu pé mais fraco (o direito). Tem sido criticado por não aproveitar ao máximo a sua carreira, mas ainda assim acumulou dois títulos da Premier League e quatro Bundesligas. Nada mau. No início da sua carreira, fez uma grande tatuagem de si próprio nas costas. «Hoje não o teria feito», admitiu ao Der Spiegel.

25. ASSAN OUÉDRAOGO

Data de nascimento: 9 de maio de 2006

Clube: RB Leipzig

Posição: Médio

O substituto de Lennart Karl, que teve de voar de regresso à Alemanha após uma rotura no músculo da coxa. Foi com alguma surpresa que Julian Nagelsmann convocou Ouédraogo em vez de Said El Mala. Há muito que é considerado um dos talentos ofensivos mais brilhantes da Alemanha — o jovem de Ruhrgebiet estreou-se pelo Schalke com apenas 17 anos. No entanto, ao serviço do RB Leipzig, clube ao qual Ouédraogo se juntou no verão de 2024, realizou apenas 25 jogos em dois anos. O seu problema: é constantemente afastado por lesões. Mas quando está apto, o virtuoso do drible produz momentos de brilhantismo. Precisou de apenas dois minutos para marcar o seu primeiro golo internacional. A sua aparição contra a Eslováquia, em novembro, continua a ser a sua única internacionalização até à data. Embora Nagelsmann não o tenha incluído originalmente na convocatória, é inteiramente possível que Ouédraogo não vá apenas de férias para os EUA, mas que também consiga minutos importantes em campo.

7. KAI HAVERTZ


Data de nascimento: 11 de junho de 1999

Clube: Arsenal

Posição: Avançado

O avançado do Arsenal adora burros. Adora-os mesmo. «Começou quando eu era novo, de alguma forma desenvolvi um amor por eles. Os rapazes também sabem disso e alguns deles fazem piadas», confessou uma vez. «No geral, um burro é um animal fantástico.» Chega ao Mundial após outra campanha interrompida por lesões, tendo apenas jogado regularmente na primavera. Este avançado inteligente sente-se confortável em muitas posições. Nagelsmann pode usá-lo como ponta de lança, mas valoriza a sua versatilidade. Marcou o golo da vitória na final da Liga dos Campeões de 2021 pelo Chelsea contra o Manchester City mas, apesar de se ter estreado pela Alemanha em 2018, ainda não atingiu as 60 internacionalizações.

11. NICK WOLTEMADE


Data de nascimento: 14 de fevereiro de 2002

Clube: Newcastle

Posição: Avançado

A ascensão de Woltemade tem sido rápida. No espaço de um ano, passou de jogador de plantel no Estugarda a uma contratação de €70 milhões na Premier League e internacional alemão. O seu estilo pouco ortodoxo — com 1,98 m de altura, algo desajeitado — rapidamente o tornou um favorito dos adeptos. «Às vezes estou deitado na cama à noite e penso: uau, isto é tudo tão louco», disse à Zeit Campus. Em Newcastle, vive num apartamento partilhado com o seu melhor amigo. «Tomamos o pequeno-almoço juntos, relaxamos à noite e vemos futebol quando não estou a jogar.» Após um início promissor no Newcastle, porém, Woltemade perdeu o lugar de titular e assistiu ao embate da Liga dos Campeões contra o Barcelona a partir do banco. Ainda assim, parece contar com a confiança de Julian Nagelsmann e marcou quatro golos na qualificação para o Mundial.

26. DENIZ UNDAV


Data de nascimento: 19 de julho de 1996

Clube: Estugarda

Posição: Avançado

Goleador nato

Undav foi de longe o avançado alemão mais clínico desta temporada mas, por alguma razão, Nagelsmann parece não o valorizar. Marcou o golo da vitória no particular de março contra o Gana, mas depois o treinador não lhe dirigiu elogios, mas sim uma crítica indireta. «Ele não esteve muito envolvido no jogo, não teve ações antes [do golo]», disse Nagelsmann. «Não achei que a sua exibição tenha sido boa.» Os comentários do treinador podem ter surgido pelo facto de Undav ter dito antes do jogo que sentia que deveria ser titular em vez de ser apenas um suplente, uma tarefa que Nagelsmann lhe tinha atribuído nas agora infames "conversas de funções". Nagelsmann não estava totalmente errado, mas dizê-lo publicamente foi invulgar. Alguém tem de colocar a bola na baliza e, numa equipa sem muitos finalizadores natos, Undav — um Gerd Müller dos tempos modernos — é uma exceção.

14. MAXIMILIEN BEIER


Data de nascimento: 17 de outubro de 2002

Clube: Borussia Dortmund

Posição: Avançado

Grande fã de dardos

O único jogador que nasceu no leste do país. Beier é um grande fã de dardos. Quando marca, por vezes festeja a lançar um dardo imaginário. O que Beier mais admira é a compostura de jogadores de dardos como Luke Littler. «Acho difícil imaginar como deve ser aquele túnel quando ele está lá dentro, aquele foco absoluto», disse ele uma vez à Kicker. Beier é ágil, rápido, despreocupado e capaz de um momento de inspiração. O avançado do Dortmund vive mais do movimento inteligente sem bola do que do drible no um contra um. No Campeonato do Mundo, é pouco provável que seja mais do que um suplente dinamizador, mas certamente não causará problemas por causa disso. Ao anunciar a convocatória, Julian Nagelsmann elogiou a diligência de Beier. Num questionário do FAZ, Beier referiu que o treinador mais importante da sua carreira foi Patrick Schrade, um dos técnicos do colégio interno da academia de juventude do Energie Cottbus.

Textos de Christian Spiller, Nico Horn e Oliver Fritsch, do Die Zeit . Estes textos foram escritos no âmbito da Guardian Experts' Network, a rede de troca de conteúdos para o Mundial 2026, liderada pelo jornal inglês The Guardian e que tem A BOLA como representante português, e foram traduzidos com recurso a Inteligência Artificial.

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