Mourinho: «Diomande? Se custa 80 ou 120 milhões não é problema meu»
Na segunda parte de uma entrevista ao programa ‘El Chiringuito’, o treinador do Real Madrid, José Mourinho, abordou a atualidade do clube, desde as contratações ao seu regresso, passando por uma análise a vários jogadores.
Questionado sobre a contratação de Yan Diomande e a pressão associada ao seu custo, Mourinho esclareceu que a aprovação se baseou no perfil do jogador e não no valor da transferência. «Não pedi ninguém. Chego sem pedir ninguém, chego a analisar bem o plantel e consciente daquilo que gostaria que acontecesse. Mas, com as coisas que aconteceram na época passada, quis saber muitas coisas antes de vir e comportar-me como se não soubesse de nada. Um extremo rápido, agressivo e que possa jogar nas duas alas não é fácil de encontrar. Não quero analisar se custa 120, 80 ou 20; analiso aquilo que pode dar à minha equipa e disse: ‘sim, quero’. Quanto custa não é problema meu», explicou.
O técnico português revelou que houve uma «grandíssima empatia» entre as suas ideias e as do clube. «Vês os primeiros jogadores que contratámos: Dumfries, Konaté. Com todo o respeito por dois grandes jogadores, não são o perfil que entusiasma as pessoas e faz explodir as redes sociais, mas precisávamos deles», afirmou.
Sobre Diomande, Mourinho foi claro: «Um extremo rápido, agressivo e que pode jogar nas duas alas não é fácil de encontrar. Além disso, é jovem, com margem de progressão e com muitos anos para estar no Real Madrid. Não quero analisar se custa 120, 80, 40 ou 20 milhões. Analiso o perfil do jogador, o que pode dar à minha equipa e, nesse sentido, disse: “Sim, quero”. Se é 120 ou 80... isso já não é problema meu».
Outro nome abordado foi Bernardo Silva, um jogador que Mourinho admitiu ser um grande desejo. «É um jogador do Pep, do Guardiola, que acrescenta tudo. Pode jogar no meio-campo, a 10, na ala direita, vir para dentro... Pode jogar em todo o lado, tem uma inteligência específica tremenda e é um jogador que adoro desde sempre», confessou, sublinhando que a sua contratação foi por convicção de que «Bernardo tem o nível do Real Madrid» e não para 'prejudicar' rivais como o Atlético ou o Barça.
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