Morreu o antigo ministro Nuno Morais Sarmento
Nuno Morais Sarmento, antigo ministro da presidência, morreu este sábado de madrugada em Lisboa, aos 65 anos.
O advogado, que foi encontrado sem vida em casa, tinha renunciado em janeiro ao seu último cargo público, a presidência da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD), alegando não ter «condições pessoais e de saúde».
Nascido em Lisboa em 1961 e licenciado em Direito pela Universidade Católica, Morais Sarmento teve uma carreira política de relevo, servindo como ministro da Presidência nos governos de Durão Barroso e Pedro Santana Lopes, entre 2002 e 2005. Foi também vice-presidente do PSD durante as lideranças de Durão Barroso, Santana Lopes e Rui Rio.
A sua última intervenção pública num congresso do PSD ocorreu em novembro de 2023, em Almada, onde, como apoiante de Luís Montenegro, protagonizou um momento simbólico ao colocar na lapela do atual líder do partido um pin de Francisco Sá Carneiro. Antes, já tinha apoiado nomes como Manuela Ferreira Leite e Paulo Rangel.
Enquanto tutelou a comunicação social no Governo de Durão Barroso, defendeu que o modelo de programação da RTP deveria ser definido pelo Governo e, em 2003, supervisionou a redução da publicidade na estação pública para seis minutos por hora. Recentemente, opôs-se ao plano do Executivo para eliminar a publicidade na RTP, por considerar que isso seria «voltar a uma televisão a preto e branco».
Além da política, desempenhou funções como membro da Comissão Nacional de Proteção de Dados Pessoais e como vogal do Conselho Superior do Ministério Público. Também desempenhou funções de comentador.
Nuno Morais Sarmento revelou, no passado, ter enfrentado luta contra um cancro no pâncreas, dizendo que a doença o obrigou a ficar dois anos hospitalizado e a ser submetido a várias operações.