Festejos do Mónaco em 2017. com João Moutinho no grupo
Festejos do Mónaco em 2017. com João Moutinho no grupo

«Metade água, metade cerveja»: a mistura que não impediu o Mónaco de ganhar em 2017

Monegascos já tinham conquistado o título da Ligue 1. Depois da festa, a equipa orientada por Leonardo Jardim entrou em campo diante do Rennes... e venceu

Valère Germain, campeão francês pelo Monaco em 2017, revelou ao jornal L'Équipe um episódio insólito sobre a última jornada dessa época memorável. Segundo o ex-avançado, a equipa jogou contra o Rennes com uma mistura de «metade água, metade cerveja» nas garrafas de hidratação.

A revelação surgiu no contexto de uma entrevista sobre a sua carreira, na qual Germain recordou a «maior semana de festa» que viveu. Tudo começou após a vitória sobre o Saint-Étienne, a 17 de maio de 2017, que garantiu matematicamente o título da Ligue 1 para o Mónaco, superando o PSG numa temporada em que a equipa, que contava com Bernardo Silva, João Moutinho e Mbappé e era orientada por Leonardo Jardim, somou 95 pontos.

O recém-retirado explicou que, com o título já assegurado, os festejos foram intensos. «Faltava-nos um jogo em Rennes. Como é óbvio, saímos à noite nesse mesmo dia e no dia seguinte também. Foi durante o Festival de Cannes», contextualizou Germain.

Valère Germain, campeão francês pelo Monaco em 2017
Valère Germain, campeão francês pelo Monaco em 2017

As celebrações prolongaram-se pela noite dentro. «Tínhamos alugado um autocarro grande com vários jogadores e membros da equipa técnica. Regressámos às 5 ou 6 da manhã, todos um pouco carregados», admitiu o ex-jogador. Consequentemente, a equipa chegou a Rennes em condições longe das ideais.

«Em Rennes, chegámos muito cansados. Nas garrafas, tínhamos posto metade água, metade cerveja. A cada paragem no jogo, íamos beber ao banco. Ganhámos por 3-2.»

Apesar do cansaço e da hidratação pouco convencional, o Mónaco venceu a partida. Valère Germain foi titular nesse encontro, ao lado de estrelas como Kylian Mbappé e Thomas Lemar. Nessa temporada histórica, Germain participou em 36 jogos, contribuindo com dez golos e quatro assistências, antes de se transferir para o Marselha, onde permaneceu durante quatro anos.