Norte-americano Brandon McNulty celebra a conquista do título mundial
Norte-americano Brandon McNulty celebra a conquista do título mundial
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McNulty ainda não acreditava no «milagre» que lhe deu o título mundial

Terceiro corredor dos Estados Unidos a conquistar a camisola arco-íris, depois de Greg Lemond (1983 e 1989) e Lance Armstrong (1993). Fez um 'solo' de 33 km para vencer em Montreal

Brandon McNulty entrou na última volta dos Mundiais de Montreal com mais de um minuto de vantagem sobre os perseguidores, mas nem nessa altura o norte-americano acreditava que estava a caminho de conquistar a camisola arco-íris. Um ataque a 33 quilómetros da meta e o trabalho dos companheiros Matteo Jorgenson e Quinn Simmons permitiram-lhe resistir à perseguição e dar aos Estados Unidos o quarto título mundial de fundo masculino da história.

McNulty atacou sozinho depois de Simmons ter integrado um grupo na frente com Mathieu van der Poel. Atrás, Jorgenson assumiu a missão de neutralizar os ataques dos adversários, enquanto o corredor do Arizona se preparava para aquele que seria o contrarrelógio mais importante da sua carreira.

Mesmo depois de completar a última volta do circuito de Mount Royal na liderança, McNulty teve dificuldades em acreditar no que estava a acontecer.

«Honestamente, não sei. Mesmo, não sei... Estou realmente sem palavras», admitiu o novo campeão mundial. «Até aos últimos 100 metros, na verdade, nem acreditava. Estava tão cansado, mas não sei... Realmente, não sei.»

A corrida foi marcada por constantes ataques, com Van der Poel a assumir a iniciativa à distância, Isaac del Toro a lançar sucessivas acelerações e Remco Evenepoel a revelar dificuldades inesperadas. McNulty parecia ter o título controlado quando passou pela última vez na meta, mas a vantagem começou a desaparecer na subida final à Camillien-Houde.

Tom Pidcock foi o primeiro a atacar com determinação e reduziu a diferença para pouco mais de dez segundos. McNulty, porém, conseguiu manter-se à frente.

«Na última subida de Mount Royal, estava a andar praticamente em zona 2, estava a morrer, mas continuei simplesmente a dar tudo», explicou.

Depois da subida, o grupo perseguidor perdeu força e McNulty voltou a aumentar a vantagem. O norte-americano resistiu nas últimas dificuldades do circuito, incluindo a Côte de la Polytechnique e a Avenue Panguedo, e cortou a meta com 13 segundos de vantagem sobre os perseguidores.

Michael Matthews foi o segundo classificado, enquanto Van der Poel completou o pódio.

No final, McNulty destacou o trabalho coletivo da seleção norte-americana, particularmente de Jorgenson e Simmons.

«Dissemos durante semanas que tínhamos uma equipa muito forte e que era possível. E acho que corremos, sinceramente, de forma incrível», afirmou. «Marcámos tudo, tínhamos corredores na frente. Estou mesmo sem palavras.»

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