Luis Súarez voltou a ser determinante com mais dois golos - Foto: MIGUEL NUNES
Luis Súarez voltou a ser determinante com mais dois golos - Foto: MIGUEL NUNES

Marcou, marcou outra vez, Alvalade é verde e branca, Luis Suárez (notas do Sporting)

Colombiano (quem mais...) parece ter reservado o espaço dedicado ao melhor em campo. Acutilante, agressivo, talentoso e eficaz. Mas há mais boas notícias: Morita e Hjulmand estão a respirar saúde e o destino poético de Nuno Santos e Bragança a construírem o terceiro golo
Melhor em campo: Luís Suárez (8)
Único. São poucos os jogadores que conseguem ‘ganhar’ um cântico pessoal vindo das bancadas: «Marcou, marcou, marcou outra vez, a Colômbia, é verde e branca, Luís Suárez». E foram pelas noites (e jogos) como este que o sul-americano conquistou os corações leoninos. Verdadeiro desestabilizador das defensivas contrárias, agressivo, destemido, técnico, veloz, enfim, apresenta um conjunto de soluções, de recursos, que poucos avançados conseguem ter. Fechou o jogo aos 16 minutos, com dois golos, o primeiro à matador, o segundo onde saltou à vista a sua classe numa receção de pé esquerdo e remate com o direito. E podiam ter sido mais não fosse Robles a evitar um golo (52’) após mais um remate de belo efeito.

Rui Silva (7) 
Determinante. Não foi uma noite de muito trabalho, porém, nas raras vezes a quem foi chamado a intervir, respondeu com agilidade e segurança com destaque para os remates de João Carvalho (45+1’) e Guitane (62’).  

Fresneda (6) 
Aplicado. Jogo muito competente (mais um) deste espanhol sempre muito fiável em termos defensivos. A sintonia com Geny Catamo na direita é quase perfeita, quase de olhos fechados, complementando-se nas movimentações. Raramente se expõe ao erro, destacando-se a sua eficácia nos duelos.   

Diomande (7) 
Imponente. Não restam dúvidas. Com o costa-marfinense, o eixo defensivo ganha segurança, liderança e imponência. Sobretudo nos duelos aéreos onde esteve evidência. Terceiro jogo consecutivo sem o leão sofrer golos. Coincidência? Não... 

Gonçalo Inácio (6) 
Inteligente. Atento às movimentações de Guitane e Begraoui sempre que estes procuraram zonas interiores para ferir o leão. Estorilistas procuraram bloquear o passe de longa distância do esquerdino, mas o central ganharia notoriedade em outras áreas, nomeadamente pela assertividade e consistência defensiva.    

Maxi Araújo (6) 
Incansável. Depois de uma primeira parte moderada, na expetativa daquilo que Begrauoi e Ricard Sánchez poderiam fazer, libertou-se na etapa final e assinou mais uma bela exibição. E puxem a fita atrás: Tsoungui tirou-lhe um golo aos 75’ e aos 82’... arrancou para um sprint que quase terminou em golo. 

Hjulmand (7) 
Perspicaz. Uma das melhores noites dos últimos tempos. Estoril deu-lhe demasiado espaço e o dinamarquês teve enorme influência na (boa) dinâmica leonina na primeira parte. Uma bela assistência para o segundo de Suárez, determinante no capítulo defensivo com corte a Begrauoi (22’) de belo efeito. 

Morita (7) 
Revigorado. Está mais soltinho o japonês. Com frescura física, posicionamento perfeito, leitura do jogo a fazer lembrar o melhor Morita. Sempre ligado ao jogo e com pormenores de classe como aquele em que isolou Geny Catamo (29’) num passe incrível a mais de 40 metros.  

Geny Catamo (6) 
Entusiasta. Sempre que mete a primeira, com a certeza e confiança que incute em cada lance, naquele frenesim típico do moçambicano, a bancada já sabe que vem aí algo mágico. Não marcou, mas esteve sempre ativo (grande iniciativa aos 29’), espírito combativo e determinante no apoio defensivo.  

Trincão (5) 
Degastado. A classe e o talento são intocáveis. Mas quando lhe falta fulgor surgem algumas más decisões. Não teve uma má noite, longe disso, (brilhante aquela assistência, cruzamento perfeito para o primeiro golo de Suárez) mas sem o brilhantismo de outros jogos. Aguentou 82 minutos num nível regular.     

Luís Guilherme (6) 
Surpresa. A entrada no onze, deixando Pedro Gonçalves no banco, surpreendeu, mas este brasileiro, apenas 20 anos, não acusa a pressão. Muito descontraído, cada vez mais ligado com a equipa, já a assumir lances de bola parada, assinou uma noite positiva, com destaque para um remate (13’) que levou perigo.  

SUPLENTES 

Souleymane Faye (6) 
Veloz. Sempre com olhos postos na baliza. Entrou e agitou o ataque num momento em que a equipa leonina ia perdendo fulgor. 

João Simões (5) 
Batalhador. Sempre ligado ao jogo, importante nos duelos no miolo. 

Nuno Santos (6) 
Libertador. Pouco mais de 10 minutos, dois cruzamentos, um com perigo e outro que originou o golo de Bragança

Bragança (6) 
Regressado. Contem com ele! É mesmo ‘reforço’. Entrou e voltou a marcar, desta vez num lance de fino recorte técnico finalizado de pé... direito.  

Vagiannidis (5) 
Displicente. Uma falta desnecessária e um remate com algum perigo. 

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