Luís Guerra pensou em deixar o futebol. No final, foi campeão, tendo apontado 19 golos, nos últimos dez jogos - Foto: D.R.
Luís Guerra pensou em deixar o futebol. No final, foi campeão, tendo apontado 19 golos, nos últimos dez jogos - Foto: D.R.

Marcou 19 golos nos últimos 10 jogos, depois de «querer desistir do futebol»

O mister do Ponte da Barca, Fernando Rego, convenceu o seu treinador de guarda-redes, Nuno Duarte, a voltar a jogar. No lado oposto do campo, Luís Guerra fez menos de 20 jogos, mas mais de 20 golos, após ter sido operado ao joelho pela terceira vez

A BOLA esteve à conversa com Luís Guerra, o talismã do campeão distrital da AF Viana do Castelo, Ponte da Barca. Numa época que descreveu como «difícil», o goleador, de 26 anos, não participou em muitos jogos (19), mas apontou muitos golos, mais precisamente 22! Um número absolutamente notável.

«Tive um começo difícil, fui operado ao joelho [menisco], após a primeira jornada. Até pensei desistir do futebol, porque foi a terceira vez que fui operado ao joelho. Fiquei parado cerca de quatro meses, voltei em finais de dezembro, ainda com algumas dores, porque a recuperação ainda não estava a 100%. Sentia que tinha que ajudar a equipa, então optei por voltar mais cedo», revela o jogador formado no Vitória de Guimarães.

O que parecia ser uma época para esquecer, acabou por se tornar extremamente produtiva para o avançado - Foto: D.R.

Quando regressou, fê-lo cheio de pujança, tendo marcado 19 golos nos últimos dez jogos da temporada. «Claro que tive ali três ou quatro jogos em que as coisas não saíam tão bem, muito tempo parado. Perdi o comboio, como se costuma dizer. Os jogadores estavam no seu pico de forma e eu praticamente a ter uma nova pré-época. Mas, depois de voltar a ganhar o ritmo e a confiança, e depois do primeiro golo, senti que podia dar muito e felizmente correu tudo muito bem», enaltece.

Luís Guerra foi um pedido expresso de Fernando Rego. E não pensou duas vezes, antes de aceitar a proposta: «Eu já vinha com o mister da época passada [Atlético dos Arcos] e ele pediu-me para o ajudar a ser campeão num clube que lhe faltava ser campeão. Vim muito por fora dele. Senti que lhe devia isso e vim com todo o gosto.»

Rego ainda 'ressuscitou' guarda-redes reformado

Fernando Rego foi um grande suporte para Luís Guerra na lesão, já que nunca o deixou cair. Contudo, o atacante não foi o único que Fernando Rego ressuscitou. Ao estilo do que já vimos com o muito experiente polaco Szczesny, no Barcelona, no ano passado, foi buscar Nuno Duarte à reforma.

O guardião, de 42 anos, que tinha pendurado as luvas, na temporada passada, no Cardielense. Juntou-se, nesta época, à equipa técnica do treinador dos barquenses, até que o próprio mister o convenceu a voltar ao ativo, em dezembro, porque «sentia que precisava dele em campo».

Fernando Rego (o segundo à esquerda) e Nuno Duarte (o primeiro à direita) começaram a época como colegas de equipa técnica - Foto: Crhistian Ventura

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