Marco Silva mergulha a fundo no Benfica
Marco Silva mergulhou a fundo no Benfica e tem dedicado muitas horas por dia à preparação e organização da próxima época e à construção do plantel. O novo treinador do Benfica tem-se reunido todos os dias com o diretor-geral dos encarnados, Mário Branco, de quem é amigo pessoal, para preparar o ataque ao mercado de transferências. Sem urgência e com a consciência de que cada ação terá de ser cirúrgica. Daí que, apesar de a pré-temporada arrancar a 25 de junho, todos reconheçam a necessidade de que a paciência prevaleça.
Na apresentação, sexta-feira, no Museu Cosme Damião, Marco Silva sublinhou que «o plantel tem qualidade» e revelou que estava já a trabalhar para reforçar o grupo de acordo com a identidade que pretende para a equipa. O treinador de 48 anos admitiu a necessidade de reforçar o centro da defesa e desvalorizou o impacto financeiro de a equipa ter falhado a presença na Champions.
«Não é por isso que vamos começar atrasados em relação a quem quer que seja. Não é por isso que o Benfica não vai investir e não é por isso que o Benfica não vai ser competitivo ao nível de poder lutar por títulos», partilhou.
Marco Silva e Mário Branco, naturalmente, já falam há muito sobre o plantel — há muitas decisões para tomar no que diz respeito a contratações, mas também a saídas; outras já foram confirmadas, como a aposta em Sudakov, depois de a primeira época do internacional ucraniano não ter correspondido às expectativas.
O Benfica não trabalha com um prazo para reforçar a equipa, não está mobilizado para ter jogadores contratados até 25 de junho, até pode acontecer que não contrate alguém até à apresentação da equipa. Sabe, porém, o que quer e trabalha com serenidade e com o objetivo de ter um plantel melhorado, competitivo e bom quando o mercado fechar — até porque, muito provavelmente, os encarnados também serão confrontados com ofertas por alguns jogadores.
Na Luz e no Seixal, sabe-se bem que a pressa é inimiga da perfeição e qualquer potencial reforço justificará a melhor avaliação, para que não se cometa o erro de precipitação. Na construção do plantel, a prioridade é contratar dois defesas-centrais: um mais experiente e outro jovem com margem de progressão, mas com capacidade de dar já resposta desportiva. E reforçar a equipa, também, com um extremo-esquerdo.