Man. City derrota Arsenal e a Premier League está totalmente em aberto!
O futebol inglês parou para assistir ao jogo decisivo para o título. Uma vitória do Arsenal deixaria a liga praticamente resolvida. Se o Manchester City vencesse, estava tudo relançado. No momento do apito final, comprovou-se a segunda hipótese. Os citizens venceram, em casa, os gunners por 2-1, na jornada 33 da Premier League, e deixaram tudo por jogar nas cinco rondas que faltam.
O peso do encontro fez-se sentir desde antes do apito inicial, com as bancadas repletas do Estádio Etihad a fazerem aquecer as quatro linhas. Quatro minutos bastaram para Rayan Cherki rematar e Gabriel desviar para o poste. Estava dado o mote dos minutos iniciais: muita intensidade, duelos vários, todos no limite do esforço, com o Manchester City a mostrar-se mais capaz com bola no primeiro quarto de hora.
Falar deste jogo e desta Premier League sem falar de Cherki é impossível. A qualidade do francês no último terço tem sido, uma e outra vez, razão para os skyblues, que chegaram, a determinada altura, a 12 pontos da liderança, continuarem a acreditar na recuperação. E depois do remate ao poste, voltou a ser decisivo com magia nos pés: aos 16' recebeu de Matheus Nunes, desviou e Gabriel Magalhães e de Rice e, com um remate colocadíssimo, abriu a contagem.
A festa do Manchester City foi intensa, mas curta. Pode agradecê-lo a Donnarumma, que, aos 18', demorou demasiado a soltar a bola e permitiu que Kai Havertz intercetasse o passe do guardião... diretamente para dentro da baliza. Balde de água fria para os homens da casa e balão de oxigénio para os visitantes, que começaram com quatro alterações face à derrota na passada jornada, pro 1-2, frente ao Bournemouth: saíram Lewis-Skelly, Ben White, Martinelli e Gyokeres, entraram Hincapié, Mosquera, Eze e Odegaard.
O primeiro tempo decorreu sem o mesmo brilho técnico, mas com muita intensidade e equilíbrio. O Arsenal cresceu ligeiramente e, mesmo sem criar particular perigo, conseguiu impedir que o futebol apoiado dos homens da casa causasse sustos.
O intervalo chegou com o empate a um golo no marcador e a segunda parte começou como tinha começado a primeira. O Manchester City, mais perigoso, ainda atirou ao poste numa das sucessivas aproximações à área adversária. O Arsenal foi sendo cada vez mais encostado às cordas, mas teve, apesar disso, duas ótimas oportunidades para marcar: Havertz recebeu de Odegaard e esteve perto de bisar aos 59', mas Donnarumma redimiu-se do golo sofrido com uma saída fantástica e, dois minutos depois, Eze rematou ao ferro.
Foi num dos poucos momentos de ataque dos londrinos no segundo tempo que começou... o fim para os comandados de Arteta. Aproveitando o meio-campo adversário descoberto, O'Reilly progrediu, entrou na área e cruzou para Rodri. O espanhol falhou a bola, mas Haaland não: ganhou a frente ao opositor direto e fez o 2-1 aos 65'.
Gabriel teve na cabeça a oportunidade de fazer o empate oito minutos depois, mas o cabeceamento chocou em O'Reilly antes de acertar, mais uma vez, no poste. Já na compensação, os gunners tentaram o chuveirinho e Havertz esteve perto de desviar para a baliza, mas atirou por cima.
O apito final fez explodir as bancadas do Estádio Etihad, que muito celebrou com os jogadores do Manchester City. Não é para menos. Se vencer o jogo que tem em atraso, frente ao Burnley, o City iguala os 70 pontos do Arsenal, sendo que, se ganhar, iguala os gunners na diferença de golos, sendo que tem vantagem nos golos marcados, o segundo fator de desempate no campeonato inglês. Bernardo Silva, capitão e titular, ficou mais perto de se poder despedir do lado azul de Manchester com a Premier League.