Liga 2: no final, vitória só deu Paços atrás nas contas da permanência
Duelo de vizinhos com situações distintas no encerramento da época desportiva. O Paços não dependia apenas de si para conseguir lugar no play-off para permanência na Liga 2, precisava de fazer melhor resultado do que o Portimonense na receção ao Farense (a equipa de Portimão venceu, por 1-0), enquanto o Penafiel já havia garantido a tão desejada manutenção na penúltima jornada, com um golo de Zé Leite no último minuto do jogo (90+4’) com o Marítimo.
Na capital do móvel, com bancadas cheias, o jogo era de emoções fortes, e assim foi... nos descontos. Os visitantes fizeram sete alterações em relação ao último onze, Miguel Oliveira cumpriu os primeiros minutos na baliza e, diga-se, o guardião deixou boas indicações. Aos 35’ fez grande defesa a remate (de bico) de João Victor, já dentro da área; aos 37’ voltou a segurar remate do brasileiro, desta feita do meio da rua e aos 50’, foi João Pinto quem viu Miguel Oliveira encaixar a bola.
Do lado do Paços a busca do golo era intensa, mas o coração começou a falar mais alto do que a razão e aos 58’ um balde de água fria: na sequência de um livre lateral, Ibrahima Kébé recebeu dentro da área, deixou um adversário para trás e colocou o Penafiel em vantagem.
Após dois remates de Falé, com perigo, João Victor protagonizou o falhanço da noite: sozinho, dentro da área, atirou muito por cima. Saiu logo de seguida e Miguel Mota, que havia saltado do banco de suplentes, fez renascer a esperança pacense aos 83', quando, após passe (com olhos) de Nito Gomes, empatou o jogo.
O menino da casa agitou o jogo, deu novo fôlego à equipa, já para lá dos 90', David Costa, numa jogada de insistência, dentro da área, marcou o golo da vitória, mas o final do jogo no Algarve acabou com as esperanças dos pacenses.
Nota de destaque para o que se passou no exterior do estádio após a vitória do Portimonense, foram lançados foguetes, num claro sinal provocatório, que levou muitos adeptos a sair das bancadas para irem ver quem eram os autores da brincadeira.
No final o desagrado vindo das bancadas fez-se sentir e no relvado os jogadores ficaram no relvado agarrados à face, muitos a esconder as lágrimas. 52 anos depois, o Paços caiu para o terceiro escalão do futebol português.