Mundial
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Leão que se preze não se assusta com um diabo qualquer (crónica)
O Senegal deu um primeiro aviso à favorita Bélgica. Aos 18 minutos, Jakobs correu pela esquerda e cruzou. A bola saiu tensa, mas a abordagem do gigante Courtois esteve longe de ser perfeita, largando a bola. Ismaila Sarr, que tinha sido a referência para o cruzamento do seu lateral-esquerdo, desequilibrado, levou a bola ao poste esquerdo. No chão, ainda teve tempo para débil recarga, às malhas laterais.
Os Diabos Vermelhos tentavam dividir, pelo menos, a bola, porém os Leões de Teranga estavam bem mais assertivos com esta nos pés. E o golo, que chegou aos 25', acabou por não surpreender assim tanto. Numa jogada de envolvimento, a bola chegou a Sadio Mané, que acreditou na força de Ismaila Sarr no jogo aéreo. O avançado do Crystal Palace cabeceou em balão para o poste mais distante e, na recarga, Habib Diarra emendou para as redes.
Os europeus reagiram, tentaram empurrar o adversário para trás, mas, com um meio-campo algo macio, o melhor que conseguiram no primeiro tempo foi um remate de longe de De Cuyper, bem defendido por Mori Thiaw.
SARR ADIA EFEITO LUKAKU
Rudi Garcia tirou De Ketelaere ao intervalo para lançar Lukaku. Abdicou do falso 9 para ter um verdadeiro e fisicamente poderoso. Antes que a mudança pudesse ter algum impacto, aos 51', o Senegal fez o 2-0. Bola longa do central Moussa Niakhaté, colado à lateral esquerda, para Ismaila Sarr, que atacou de imediato o meio-espaço entre Castagne e Mechele. O avançado recebeu no peito e fuzilou Courtois.
O selecionador belga voltaria a mexer pouco depois, aos 56', com Doku e De Bruyne a serem substituídos por Raskin e o benfiquista Lukebakio. E, aos 62', Diego Moreira, que também passou pelo Seixal, entrou para o lugar de Vanaken.
DODI AGITA, LEÕES COLAPSAM
Os belgas aumentaram também a agressividade na pressão. No entanto, apenas o extremo do Benfica conseguia provocar desequilíbrios. Aos 78', num movimento típico, curvou a bola com o pé esquerdo e esta saiu ligeiramente por cima. Pouco depois, ainda viu um cruzamento seu ser desperdiçado por Castagne.
O milagre belga surgiu já com o relógio a queimar. Aos 86', um ressalto colocou a bola em Meunier, que, já na área, ligou com o movimento de Lukaku, à frente da marcação, e o ponta de lança não falhou. E, aos 89', um erro colossal do guarda-redes Thiaw na saída para o duelo aéreo com Tielemans valeu mesmo um empate já pouco esperado e até imerecido para os belgas.
O PENÁLTI ANTES DOS PENÁLTIS
Nicolas Jackson entraria, mas tanto Mane como Ismaila Sarr estavam esgotados. O Senegal tinha perdido o ascendente na partida, ainda que Mbaye tenha falhado grande oportunidade aos 109'. A Bélgica estava mais fresca e acabou por cima. Numa jogada bem construída pela esquerda, Moreira cruzou e a bola chegou a Lukebakio, que acertou na trave. Só que o VAR detetou falta de Lamine Camara sobre Tielemans e o árbitro assinalou penálti. O mesmo Tielemans fechou o jogo, com algum travo a injustiça.