A festa do título    Fotografia Miguel Nunes/A BOLA
A festa do título Fotografia Miguel Nunes/A BOLA

Leão devorador, bicampeão 33 anos depois

Sporting torna-se no 79.º campeão nacional em apenas três jogos da final do 'play-off' contra o Benfica e sem ceder qualquer set na segunda fase da prova e apenas nove na fase regular, onde apenas foi batido num jogo

O Sporting é bicampeão nacional! O 79.º campeão de Portugal. Após, na passada temporada, ter tido de dar a volta à desvantagem de 0-2 na final contra o Benfica para depois vencer três embates seguidos, travar o pentacampeão e reviver um título que não conseguia desde 2017/18, desta vez foi tudo mais tranquilo e dominador.

Ao ganhar o Jogo 3, no Pavilhão João Rocha, por 3-0 (25-18, 25-17, 25-19), os homens de João Coelho concluíram uma época praticamente imaculada a nível nacional para erguer o troféu pela oitava vez no seu historial.

É apenas a segunda ocasião desde 1946/47, quando arrancou o campeonato, que os verdes e bancos se sagram bicampeões. Um objetivo que não concretizavam desde 1991/92 e 1992/93, tendo depois chegado ao tri em 1993/94.

Na terceira final seguida contra as águias, se nos dois jogos anteriores o 3-0 ainda havia assistido a sets mais equilibrados — Jogo 1: 3-0 (25-23, 28-26 e 25-19); Jogo 2: 0-3 (18-25, 22-25 e 22-25) —, desta feita o máximo de equilíbrio a que se assistiu foi no set inaugural, onde, após o Benfica ter entrado a liderar por 0-2, verificaram-se oito igualdades até ao 11-11. A partir daí, um parcial de 7-2 (18-13) e outro de 5-1 (23-15) lançaram os da casa para a vitória.

Pressão no adversário através de poderosos serviços de Edson Valencia e Jan Galabov, que atrapalhavam o side out dos da Luz, melhor eficiência na rede — tanto a finalizar por Valencia, Galabov e Kelton Tavares (este na zona central) como num bloco que conseguiu pontuar invariavelmente —, explicam muito do que aconteceu nos dois sets seguintes.

No segundo, a diferença de 7-5 transformou-se em 13-5 e, por mais descontos de tempo que Marcel Matz pedisse e trocas que fizesse, o Benfica nunca mais se encontrou, chegando à desvantagem de 20-13 antes de o parcial fechar em 25-17.

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No terceiro, após a igualdade a 4-4, nova sequência de 7-1 (10-5) e outra de 6-2 (18-11) assinalaram o princípio do fim, que só não foi mais dilatado porque, depois do 23-14, os leões desconcentraram-se com o momento e sofreram um parcial de 1-4 (24-19). Mas foi tudo o que as águias conseguiram para atrasar o que parecia inevitável.

Foi a décima vitória consecutiva do Sporting sobre o Benfica; sete delas aconteceram nesta temporada.

Com as águias a terem ganho sete dos últimos 11 campeonatos (têm 12 títulos), esta época os verdes e brancos levaram sempre a melhor no dérbi lisboeta. Foi assim na fase regular (0-3, 3-1) e no play-off, bem como na Supertaça (3-1) e na final da Taça de Portugal (2-3).

Foi a sexta ocasião em que os dois clubes se defrontraram na final da Liga desde que a decisão acontece em sistema de play-off, e nesse embate passaram a estar igualados a 3-3.

Um registo verdadeiramente incrível é que, na caminhada para a final, o Sporting só concedeu um desaire na fase regular (21v-1d), logo na 1.ª jornada contra o Leixões (3-2), e apenas nove sets no total, para depois eliminar no play-off, sucessivamente, o Gondomar (2-0), o V. Guimarães (3-0) e o Benfica (3-0).

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