Mourinho, treinador do Benfica,  a dar indicações aos extremos Lukebakio e Schjelderup - Foto Miguel Nunes
Mourinho, treinador do Benfica, a dar indicações aos extremos Lukebakio e Schjelderup - Foto Miguel Nunes

Schjelderup «mais maduro» destacou papel de Mourinho

Extremo do Benfica admitiu que trabalhar com «um dos técnicos mais lendários de sempre» tem sido «um sonho»

Andreas Schjelderup reconheceu o impacto de José Mourinho no desenvolvimento ao longo da época. O extremo norueguês, em declarações à VG, admitiu que poder trabalhar com «um dos treinadores mais lendários de sempre» é «um sonho e muito bom».

Schelderup admitiu que precisou «de algum tempo» para se habituar à convicência diária com Mourinho, que assumiu o comando técnico das águias em meados de setembro. O processo foi «algo longo», mas «terminou bem» no final da temporada: 10 golos e 7 assistências em 43 jogos.

O extremo explicou que se tornou «mais forte e mais maduro» com a ajuda de José Mourinho. «Ajudou-me a dar um enorme passo em frente ofensivamente e defensivamente e a ganhar mais potência no meu jogo para que possa render durante toda a partida. Sinto que me ajudou muito», reiterou.

A utilização de Schjelderup, ainda assim, foi intermitente até ao bis assinado contra o Real Madrid, a 28 de janeiro, que marcou o início da afirmação nos encarnados. «O facto de trabalhar no duro e não ter muito tempo de jogo foi aborrecido. Jogar todas as semanas tem sido muito bom», admitiu.

A parca utilização de Schjelderup, que foi titular em apenas três ocasiões, em 2025 sob o comando de Mourinho, podia ter custado a vaga para o Mundial-2026. «Durante o período em que não joguei muito tive muitas conversas com o Stale [Solbakken] sobre o Mundial. Comecei a pensar um pouco. Mas felizmente tudo correu bem».

José Mourinho destacou a evolução de Schjelderup, na conferência de imprensa de antevisão á última jornada da Liga, no Estoril, a 15 de maio: «Comparar o Schjelderup de há uns meses atrás com o Schjelderup de hoje é impossível de o fazer; não há nenhum ponto de comparação. A única coisa que é igual é aquela cara de menino. Tudo o resto não há nada comparável, nem do ponto de vista físico, nem do ponto de vista tático, nem do ponto de vista mental.»

O técnico do Benfica considerou que o extremo norueguês tinha «motivos para estar orgulhoso» e podia tornar-se «num caso verdadeiramente sério de talento».

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