Avançado Igor Jesus introduziu a bola na baliza de Diogo Costa, mas lance foi anulado

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Marco Guida foi o juiz nomeado pelo Comité de Arbitragem da UEFA para dirigir o FC Porto-Nottingham Forest. O italiano, de 44 anos, teve um lance difícil num jogo em que se saiu bem, com a boa ajuda do VAR

Marco Guida foi o juiz nomeado pelo Comité de Arbitragem da UEFA para dirigir o FC Porto-Nottingham Forest. O árbitro de 44 anos teve como assistentes os compatriotas Giorgio Peretti e Giuseppe Perrotti, sendo Matteo Marcenaro, igualmente italiano, o quarto árbitro. Naturais de Itália eram também o videoárbitro Daniele Chiffi e o AVAR Michael Fabbri.

8 – Um lance curioso, útil para explicar uma das exceções das regras. De acordo com a Lei 12 (Faltas e Incorreções), relativamente ao local das faltas, a infração é normalmente punida onde tem início a ação. A única exceção é o agarrão: se um jogador for agarrado fora da área, entrar nela ainda agarrado e aí cair, a falta é punida no fim da ação — ou seja, pontapé de penálti, e não livre direto. No lance em questão, o agarrão, evidente e persistente, de Murillo, com a mão esquerda na camisola de Terem Moffi, iniciou-se e terminou fora da área. Por esse motivo, o VAR não podia intervir. Ficou, contudo, por assinalar um pontapé livre direto a favor dos dragões.

15Gabri Veiga viu o cartão amarelo em função de uma entrada por trás, a deslizar sobre Dan Ndoye, acertando com o pé esquerdo no calcanhar direito e com o joelho a varrer as coxas. Uma entrada negligente, bem sancionada disciplinarmente.

Positivo
O golo anulado por falta sobre Diogo Costa. As restantes decisões de área: não houve motivo para qualquer
Negativo
Embora com apenas 15 faltas e um cartão amarelo mostrado, teve, quer no plano técnico, quer disciplinar, pequenos lapsos sem impacto.

28 – Sem falta. Na área dos dragões houve uma disputa de bola entre Bednarek e Chris Wood, sendo que foi este último quem acabou por tocar com o pé esquerdo no calcanhar esquerdo do central polaco. Daí o desequilíbrio forçado e a queda na procura de um penálti que não existiu.

45 – O árbitro deu três minutos de compensação em função das seguintes incidências: dois golos, um cartão amarelo e uma substituição acompanhada de assistência médica ao jogador lesionado dos dragões.

50 – Nicolás Domínguez, na tentativa de cortar a bola, chegou fora de tempo e acabou por, com o pé direito, pontapear a canela direita de Gabri Veiga. Uma entrada apenas imprudente, punível com livre direto, que foi corretamente assinalado, mas sem motivo para sanção disciplinar.

64 – O jogador do Nottingham, Igor Jesus, atrasado relativamente à bola e à chegada à mesma face ao guardião dos dragões, levantou e esticou a perna direita sem travar o movimento, acabando por cometer falta — primeiro quando Diogo Costa ainda estava em pé e posteriormente já com este no chão, acertando-lhe com o joelho na cabeça. O árbitro recomeçou o jogo com um livre indireto, por considerar jogo perigoso (pé em riste), mas, tendo em conta o duplo contacto, podia ter assinalado livre direto. O que mais importa é que tomou a boa decisão ao anular o golo. VAR confirmou. Tudo certo.

77 – Mútuo. Lance legal e sem penálti, com uso de mãos de ambos os jogadores. Victor Froholdt tentou forçar a passagem para chegar à bola, usando a mão direita sobre o braço esquerdo de Ryan Yates, que também tinha o braço aberto e controlava a cintura do jogador dos dragões.

90 – O árbitro deu cinco minutos adicionais devido às quatro paragens para substituições, que envolveram sete jogadores, e ao golo anulado aos ingleses, cuja confirmação pelo VAR demorou alguns instantes, enquanto Diogo Costa esteve a ser assistido.

90+4 – Não faz sentido que, em tempos de VAR, onde tudo pode ser visto na televisão e corrigido ou revertido, os jogadores ainda tentem ganhar penáltis atirando-se para o chão sem qualquer contacto. Foi o que aconteceu com Pablo Rosario, que se lançou para a relva numa tentativa de sacar uma infração inexistente. Ficou por mostrar, por essa simulação grosseira, o cartão amarelo ao jogador dominicano dos dragões.

NOTA DO ÁRBITRO — 6

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