William Gomes festeja o golo com Gabri Veiga - Foto: Rogério Ferreira/Kapta +
William Gomes festeja o golo com Gabri Veiga - Foto: Rogério Ferreira/Kapta +

Seko por deixar a força que tinha, mas sem Gabri cegou (notas do FC Porto)

O Nottingham Forest pareceu tão frágil até ao autogolo que nada fazia prever um empate no Dragão. O espanhol foi o melhor durante muito tempo e sentiu-se a sua falta assim que Farioli o tirou do relvado
A FIGURA: Seko Fofana (7)
Não é o médio mais elegante do mundo, nem anda lá perto, mas rapidamente se troca isso pela força com que arranca e leva tudo à frente, e com a eficácia na maior parte dos gestos. Se a assistência, na primeira grande oportunidade portista, logo no primeiro minuto, é de Borja Sainz, é por seu lado o marfinense aquele que cria a transição, ao colocar a bola sobre a direita. Na primeira parte, sobressaiu em mais duas jogadas, aos 34 e 45 minutos, mas não teve companhia no acerto por parte dos colegas da frente, com Moffi mais uma vez com dificuldades em se impor. Prosseguiu no mesmo registo no segundo tempo, com mais uma arrancada aos 52 minutos a que Borja Sainz, a confirmar a quebra, não conseguiu dar seguimento. Saiu naturalmente esgotado, aos 74 minutos, para dar o lugar ao argentino Alan Varela.

DIOGO COSTA (6) — Estava fora da área no infeliz passe de Martim, como se lhe pede para controlar a profundidade, e não esperava o desacerto do colega. Como tal, pouco podia fazer. Aos 58 minutos, McAtee obrigou-o a bela defesa e, cinco minutos depois, chegou um pouco tarde à ameaça de Igor Jesus, contudo o VAR anularia o remate certeiro por falta do brasileiro.

MARTIM FERNANDES (3) — Aos 19 minutos, estava fora do jogo por lesão, concluindo uma participação acidentada no encontro. Não evitou uma perda de bola perigosa perante Ndoye no terceiro minuto e, depois, o autogolo, mistura de infelicidade com falta de bom senso, dois minutos após o 1-0, que o FC Porto sentiu em demasia. Os dragões não mais voltaram ao que tinham sido até aí.

THIAGO SILVA (6) — O Forest não conseguiu acionar Gibbs-White e McAtee entre linhas, o que levou a que controlo da sua área, em parceria com Bednarek, fosse relativamente tranquilo na maior parte do tempo, apenas com o regressado de lesão Chris Wood a aparecer em zonas de finalização e a ameaçar pelo ar. A mobilidade de Igor Jesus na segunda parte prometia mais problemas e obrigou sobretudo a afinar a concentração.

BEDNAREK (6) — Pouco trabalho no controlo do eixo defensivo, como já se disse para Thiago Silva. Igor Jesus ligou melhor o jogo que Wood, havia que manter o foco e foi o que o polaco fez. Em cima dos 90, impediu que Neco Williams fizesse estragos, corrigindo um mau passe seu.

ZAIDU (5) — Sereno perante a irrequietude de Bakwa, sempre muito sôfrego, mas pouco eficaz. No início da segunda parte, passou por vários jogadores junto à linha e arrancou muitos aplausos das bancadas. Não acrescentou muito no momento ofensivo.

PABLO ROSARIO (6) — O médio é sempre uma garantia para os centrais, porque anda por perto e atento àqueles que sobram, neste caso os médios interiores do Forest. Tentou aparecer mais à frente, mas os ingleses também foram mudando de face e acrescentado qualidade ao 11 inicial.

GABRI VEIGA (7) — Sacrificado talvez cedo demais, quando estava a ser um dos mais esclarecidos numa equipa que acelerava em demasia o seu processo. Assistiu William Gomes para o 1-0 e teve vários outros momentos em que descobriu o que mais ninguém estava a ver. Farioli preferiu injetar ainda mais força, porém perdeu o critério que tanto lhe faltou nos momentos decisivos.

WILLIAM GOMES (7) — Marcou o 1-0 e ameaçou em várias outras alturas, sempre com a diagonal habitual. Ortega, aos 68 minutos, defendeu aquele que seria o bis e o 2-1 para os dragões. Nem sempre definiu bem, mas ainda assim foi caso sério para os ingleses.

MOFFI (4) — No minuto 1, Sainz isolou-o, colocando a bola ao jeito do pé esquerdo. Rematou e Ortega foi buscar a bola, atirando-se para a direita. Foi o momento mais alto que teve em campo. Ameaçou apenas outra vez, de cabeça, antes do intervalo.

BORJA SAINZ (4) — Não virou cara à pressão, tal como William Gomes do outro lado. No entanto, ofensivamente esteve longe do rendimento do colega. Não conseguiu soltar o remate e Ortega agradeceu. Antes, teve o melhor apontamento, o tal passe para Moffi.

ALBERTO (5) — A força de vontade de sempre, um outro cruzamento, mas incapacidade para desequilibrar pelo corredor.

FROHOLDT (6) — Forçou uma finalização de Gul e ainda ameaçou o golo numa ou noutra chegada. A disponibilidade de sempre.

GUL (4) — Ainda ameaçou Ortega, mas foi pouco.

PEPÊ (5) — Entrou bem, serviu Froholdt e tentou empurrar a equipa para o triunfo.

VARELA (-) — Começou a roubar a bola e a rematar. Não foi feliz.