Seko por deixar a força que tinha, mas sem Gabri cegou (notas do FC Porto)
DIOGO COSTA (6) — Estava fora da área no infeliz passe de Martim, como se lhe pede para controlar a profundidade, e não esperava o desacerto do colega. Como tal, pouco podia fazer. Aos 58 minutos, McAtee obrigou-o a bela defesa e, cinco minutos depois, chegou um pouco tarde à ameaça de Igor Jesus, contudo o VAR anularia o remate certeiro por falta do brasileiro.
MARTIM FERNANDES (3) — Aos 19 minutos, estava fora do jogo por lesão, concluindo uma participação acidentada no encontro. Não evitou uma perda de bola perigosa perante Ndoye no terceiro minuto e, depois, o autogolo, mistura de infelicidade com falta de bom senso, dois minutos após o 1-0, que o FC Porto sentiu em demasia. Os dragões não mais voltaram ao que tinham sido até aí.
THIAGO SILVA (6) — O Forest não conseguiu acionar Gibbs-White e McAtee entre linhas, o que levou a que controlo da sua área, em parceria com Bednarek, fosse relativamente tranquilo na maior parte do tempo, apenas com o regressado de lesão Chris Wood a aparecer em zonas de finalização e a ameaçar pelo ar. A mobilidade de Igor Jesus na segunda parte prometia mais problemas e obrigou sobretudo a afinar a concentração.
BEDNAREK (6) — Pouco trabalho no controlo do eixo defensivo, como já se disse para Thiago Silva. Igor Jesus ligou melhor o jogo que Wood, havia que manter o foco e foi o que o polaco fez. Em cima dos 90, impediu que Neco Williams fizesse estragos, corrigindo um mau passe seu.
ZAIDU (5) — Sereno perante a irrequietude de Bakwa, sempre muito sôfrego, mas pouco eficaz. No início da segunda parte, passou por vários jogadores junto à linha e arrancou muitos aplausos das bancadas. Não acrescentou muito no momento ofensivo.
PABLO ROSARIO (6) — O médio é sempre uma garantia para os centrais, porque anda por perto e atento àqueles que sobram, neste caso os médios interiores do Forest. Tentou aparecer mais à frente, mas os ingleses também foram mudando de face e acrescentado qualidade ao 11 inicial.
GABRI VEIGA (7) — Sacrificado talvez cedo demais, quando estava a ser um dos mais esclarecidos numa equipa que acelerava em demasia o seu processo. Assistiu William Gomes para o 1-0 e teve vários outros momentos em que descobriu o que mais ninguém estava a ver. Farioli preferiu injetar ainda mais força, porém perdeu o critério que tanto lhe faltou nos momentos decisivos.
WILLIAM GOMES (7) — Marcou o 1-0 e ameaçou em várias outras alturas, sempre com a diagonal habitual. Ortega, aos 68 minutos, defendeu aquele que seria o bis e o 2-1 para os dragões. Nem sempre definiu bem, mas ainda assim foi caso sério para os ingleses.
MOFFI (4) — No minuto 1, Sainz isolou-o, colocando a bola ao jeito do pé esquerdo. Rematou e Ortega foi buscar a bola, atirando-se para a direita. Foi o momento mais alto que teve em campo. Ameaçou apenas outra vez, de cabeça, antes do intervalo.
BORJA SAINZ (4) — Não virou cara à pressão, tal como William Gomes do outro lado. No entanto, ofensivamente esteve longe do rendimento do colega. Não conseguiu soltar o remate e Ortega agradeceu. Antes, teve o melhor apontamento, o tal passe para Moffi.
ALBERTO (5) — A força de vontade de sempre, um outro cruzamento, mas incapacidade para desequilibrar pelo corredor.
FROHOLDT (6) — Forçou uma finalização de Gul e ainda ameaçou o golo numa ou noutra chegada. A disponibilidade de sempre.
GUL (4) — Ainda ameaçou Ortega, mas foi pouco.
PEPÊ (5) — Entrou bem, serviu Froholdt e tentou empurrar a equipa para o triunfo.
VARELA (-) — Começou a roubar a bola e a rematar. Não foi feliz.