Kahraman foi o destaque viseense - Foto: Paulo Novais/LUSA
Kahraman foi o destaque viseense - Foto: Paulo Novais/LUSA

Kahraman remou contra a maré azul e branca (as notas do Académico de Viseu)

Médio turco foi o mais esclarecido dos viriatos

Ewerton começou a escorregar, logo no arranque, mas dificilmente podia ter feito mais para impedir os três golos dos azuis e brancos. Ainda protagonizou um belo momento, o mais vistoso da segunda parte, ao travar, com um voo, um tiro colocado de Borja Sainz.

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Novidade no onze, ao render Pedro Barcelos, Gustavo Costa sentiu algumas dificuldades frente ao sempre desequilibrador William Gomes, com Robinho a conferir profundidade no corredor oposto. Michelis foi o mais sólido no eixo até sair, perto do fim.

Messeguem foi um relógio suíço no miolo e aportou qualidade com bola, enquanto Gohi e João Guilherme estiveram apagados nas alas ofensivas.

Sem grande apoio na frente, o goleador de serviço Clóvis foi pouco solicitado e acabou por não ter oportunidades para fazer a diferença.

Nota para a entrada muito positiva de Alejandro Mestanza, autor do remate mais perigoso dos academistas nos 90 minutos — perto do apito final, atirou à barra, já depois de ter agitado o ataque viseense.

A figura do Académico: Kahraman (6)

Maestro com o número 8 nas costas, foi o mais esclarecido dos viriatos. Todo o jogo da máquina comandada por Bruno Pinheiro passa pelos pés do turco, que demonstra qualidades acima da média com bola, leitura e visão assinaláveis. Saiu aos 70’ esgotado, depois de um grande esforço para tentar acompanhar o ritmo frenético dos médios portistas. Tem tudo para ser uma das figuras da época do Académico.

As notas do Académico: Ewerton (4); Robinho (5), Anthony Correia (4), Michelis (4), Gustavo Costa (4); Luís Silva (5), Messeguem (5), Kahraman (6); Gohi (5), André Clóvis (4) e João Guilherme (4). Mestanza (5), Mortimer (5); Ceitil (5), Bouldini (4), Pedro Barcelos (—).

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