José Boto é o responsável máximo pelo futebol do Flamengo - Foto: D. R.
José Boto é o responsável máximo pelo futebol do Flamengo - Foto: D. R.

José Boto também pressionado no Flamengo

Português merece a confiança do presidente, mas imprensa brasileira refere que jogadores não gostam da forma como comunica

A contestação no Flamengo não se cinge apenas ao treinador Filipe Luís, que atravessa a pior crise desde que assumiu o comando técnico. O diretor executivo para o futebol, o português José Boto, também foi um dos principais alvos dos protestos dos adeptos este sábado, que se juntaram à porta do centro de treinos do clube, o Ninho do Urubu.

Membros das claques organizadas exibiram uma faixa onde se lia «Boto incompetente» e proferiram insultos diretos ao dirigente. Num coro mais abrangente, os adeptos pediram a saída de «toda a gente», acusando a direção de ser «omissa».

De acordo com o Globoesporte, José Boto continua a ter o apoio da direção do Flamengo, mas não é uma figura consensual - mesmo alguns jogadores, queixam-se do seu estilo de comunicação. O português é considerado um homem de confiança do presidente Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap.

Por agora, mantém a mesma fonte, a continuidade de Filipe Luís no cargo de treinador está assegurada. O técnico orientou normalmente o treino de sábado, apesar do ambiente tenso, com a equipa a preparar o jogo contra o Madureira, que decide uma vaga na final do Campeonato Carioca.

Falhas no plantel

Após a perda do segundo troféu da época, José Boto optou pelo silêncio, não prestando declarações à imprensa, decisão vista como estratégica, evitando assim uma resposta sobre o futuro de Filipe Luís em caso de nova derrota.

Recorde-se que, no seu primeiro ano no futebol brasileiro, em 2025, José Boto fez parte de uma temporada histórica em que o Flamengo conquistou o Carioca, a Supercopa, o Brasileirão e a Libertadores. Sob a sua direção, foram contratados dez jogadores: Juninho (já saiu), Danilo, Jorginho, Samuel Lino, Saúl, Royal, Carrascal, Vitão, Andrew e Paquetá. Destes, apenas Jorginho se afirmou como titular indiscutível, enquanto Carrascal, Samuel Lino e Paquetá ainda procuram espaço. O dirigente tem sido ainda criticado por não ter conseguido contratar um ponta de lança, uma lacuna identificada no plantel.