Jogador de Mourinho abandona seleção para se focar no Real Madrid
Depois de Lionel Messi, Antonio Rudiger decidiu colocar um ponto final na sua carreira ao serviço da seleção (da Alemanha). O defesa-central do Real Madrid, de José Mourinho, pretende concentrar todos os seus esforços no clube espanhol, encerrando um capítulo importante da sua carreira aos 33 anos.
A decisão de abandonar a Mannschaft começou a ser ponderada após o último Campeonato do Mundo, segundo a Marca. No entanto, Rudiger optou por não se precipitar, analisando a situação com calma antes de tomar uma decisão definitiva. Após mais de uma década como internacional e sendo uma das referências no balneário, o jogador sente que o seu ciclo na seleção chegou ao fim.
Um dos fatores que pesou na sua escolha foi o desejo de abrir espaço para uma nova geração de futebolistas. Rüdiger acredita que a Alemanha precisa de se renovar e que a sua saída poderá facilitar esse processo de transição, permitindo que Jurgen Klopp construa um novo projeto com novos líderes, já a pensar no futuro da seleção.
Com esta decisão, o defesa alemão irá agora dedicar-se em exclusivo ao Real Madrid. O objetivo é cuidar da sua condição física para prolongar a carreira ao mais alto nível, aliviando o desgaste que a acumulação de jogos pelo clube e pela seleção acarreta. A prioridade passa a ser o dia a dia no emblema blanco, onde pretende continuar a ser uma peça fundamental. Rudiger despede-se da seleção alemã com a Taça das Confederações de 2017 no seu palmarés.
De salientar ainda a excelente relação do jogador com José Mourinho, aponta a mesma fonte. O central sente-se uma peça importante sob o comando do técnico português, apreciando a sua exigência e mentalidade competitiva. A sintonia entre ambos é total e Rudiger mostra-se convicto de que o novo projeto do Real Madrid tem todas as condições para lutar por todos os títulos.
Rudige explicou a decisão. «Após algum tempo de reflexão, chegou para mim o momento de encerrar a minha carreira na seleção nacional e abrir caminho para a geração mais jovem. Quando vesti pela primeira vez a camisola da seleção em 2014, nem nos meus sonhos poderia ter imaginado que acabaria por somar 86 jogos internacionais. Embora não tenhamos conquistado o grande título nos últimos torneios e tenhamos sofrido algumas derrotas dolorosas, este período foi para mim um capítulo extremamente especial, que me marcará para sempre», começou por escrever, nas redes sociais, deixando agradecimentos.
«Um enorme obrigado aos meus colegas de equipa: por cada duelo que travámos juntos e pela coesão no balneário e no alojamento – e, acima de tudo, pelas amizades que perdurarão muito para além do futebol. A toda a equipa técnica e de apoio: obrigado pela confiança ao longo de tantos anos e pelo trabalho nos bastidores. Um agradecimento especial a Jogi Low, Hansi Flick e Julian Nagelsmann, que me acompanharam e marcaram a minha trajetória na seleção. Mas também ao meu mentor na seleção juvenil, Horst Hrubesch. E, claro, a vocês, adeptos: obrigado pelo vosso apoio – especialmente pela atmosfera única no nosso Euro 2024 em casa. Para mim, começa agora um novo capítulo, no qual me vou concentrar de corpo e alma no meu clube. Obrigado por esta jornada que percorremos juntos. O vosso Toni», acrescentou.