João Coelho prova o sabor do bicampeonato     Fotografia Miguel Nunes/A BOLA
João Coelho prova o sabor do bicampeonato Fotografia Miguel Nunes/A BOLA

João Coelho: «Vitória da consistência sem euforias»

João Coelho, vítima de vários banhos durante a festa do bicampeonato e oitavo do clube, explicou a razão de um domínio do Sporting que não se limitou ao Jogo 3 que carimbou a conquista, mas de toda uma temporada e já falou do futuro. Futuro esse que Marcel Matz não sabe se vai continuar a ser com o Benfica, mas gostaria que fosse, só que para ganhar

Com a vitória sobre o Benfica por 3-0 (25-18, 25-17, 25-19) no Jogo 3 da final do play-off da Liga Una, o Sporting resolveu a questão do título de voleibol masculino e sem perder qualquer jogo e set na segunda fase da competição e apenas um encontro na fase regular, sagrou-se 79.º campeão de Portugal, somando agora oito títulos, este renovado após o triunfo em 2024/25.

João Coelho, treinador dos leões, que esta temporada limparam tudo o que havia para ganhar a nível interno, levou vários banhos antes, durante e depois da conferência de imprensa. «A consistência da época foi o que permitiu ficar em primeiro. A consistência a nível desportivo ao longo de toda a época, sem grandes euforias e conscientes de que tudo pode acontecer», começou por afirmar.

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«Temos de dar os parabéns também ao Benfica, que tentou de tudo, com todos os jogadores que tinha disponíveis. Temos esse grande mérito. Muito dos jogadores do Benfica foram pentacampeões, não ficaram fracos de repente. Há dois anos já havíamos forçado o Benfica à negra».

«No final do jogo a equipa mostrou-se serena, adulta e esteve sempre nos limites. É um grupo notável e espetacular. Sabe treinar a sério, sabe divertir-se a trabalhar. O staff também é inacreditável, que permite que tudo isto funcione como uma verdadeira família».

«O voleibol tem um mercado muito volátil. O projeto tem capacidade de convencer os jogadores a ficar. É isso que espero. Não tenho dúvidas que a esmagadora maioria queira continuar. Tentamos ter critério e ambição. O Sporting quer manter os seus melhores jogadores. Queremos mexer cada vez menos e acertar cada vez mais.»

Sobre a calma que aparentava enquanto a equipa não parava de celebrar, João Coelho explicou: «Estou felicíssimo. O desporto ensina-nos muitas coisas para a vida. Esta serenidade ajuda os jogadores. Estar aqui [na conferência de imprensa] deixa-me mais nervoso que nos treinos ou nos jogos, porque tenho a responsabilidade de falar sobre o jogo».

Fotografia Miguel Nunes/A BOLA

Marcel Matz: «O meu contrato termina agora»

Já Marcel Matz, técnico do Benfica, reconheceu o que era impossível de não confirmar. «Vou tentar explicar uma coisa que é óbvia. Foi uma temporada em que o Sporting foi superior a época inteira, inclusive na final. Cometemos demasiados erros, erros esses que não perdoam nesta fase. Fomos castigados por isso. O primeiro parcial foi equilibrado até meio. Depois, o Sporting lançou-nos pressão».

«Esta época não se resume apenas a este ano. O Sporting é um projeto iniciado há três anos. E fez uma temporada muito boa. Nós ainda estamos num processo construído no penta, com contratos longos».

«O Sporting melhorou a equipa ao longo dos anos e foi feliz em descobrir jogadores. É uma formação experiente, com jogadores superiores. Não tiveram problemas de lesões. Coisas que não conseguimos fazer. Temos de reconhecer que tivemos muitos problemas».

«O meu contrato termina agora. Vamos sentar-nos para conversar. A minha vontade é de trabalhar em clubes bons. A minha família virou portuguesa. O Benfica é um clube que quer vencer. A minha vontade é trabalhar num clube assim. Temos de ser racionais e pensar naquilo que é o melhor projeto para o Benfica. Quero continuar. Estou triste por não ter conseguido dar alegria aos adeptos Benfica.»

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