Irlanda protesta, vence Israel em meia hora e não esquece polémica
A Irlanda venceu Israel por 3-0, em partida do Grupo B3 da Liga das Nações disputada em campo neutro, em Debrecen, na Hungria. A polémica que marcou o dia anterior, entre o adiamento da agenda irlandesa e o boicote do guardião Gavin Bazunu, não impediu a realização do duelo.
A maioria dos jogadores votaram a favor da comparência na partida, mas a posição irlandesa contra a ocupação israelita na Faixa de Gaza ficou bem vincada. Os jogadores envergaram fumos negros no braço direito, baixaram a cabeça durante o hino de Israel e não cumprimentaram os adversários.
Dentro de campo, a superioridade foi inegável. Troy Parrott aproveitou um cruzamento atrasado de Abankwah para inaugurar o marcador, aos 13'. O avançado do Betis simulou um coração com as mãos para festejar o primeiro golo da partida.
O segundo demorou apenas três minutos a acontecer. Moylan isolou Idah com um passe extraordinário e o avançado do Swansea, de Vasco Matos, atirou a contar.
Moylan estava endiabrado e assinou mesmo o terceiro golo da Irlanda ainda antes da meia hora de jogo, com um remate rasteiro frio. O tento certeiro foi ofuscado pelo festejo: o extremo direito retirou a braçadeira negra e beijou-a, antes de fazer o mesmo com o emblema irlandês.
Os comandados de Heimir Hallgrimsson responderam da melhor maneira aos assobios dos adeptos israelitas e geriram a vantagem até ao final da partida. As duas equipas voltam a defrontar-se a 4 de outubro, novamente em campo neutro, em Belgrado, na Sérvia.
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