Agenda adiada e possível boicote irlandês contra Israel em cima da mesa
A véspera do duelo entre Israel e Irlanda, agendado para domingo, em campo neutro, em Debrecen, na Hungria, está envolta em polémica. A agenda irlandesa incluía realização de uma conferência de imprensa do selecionador Heimir Hallgrimsson e de um jogador às 10h15 locais, seguida de treino de adaptação ao relvado, mas a comitiva não saiu do hotel, localizado no centro da cidade.
Os jornalistas presentes no estádio foram informados, 15 minutos antes do início previsto, que a conferência de imprensa teria lugar final do treino. Um responsável da UEFA confirmou, posteriormente, que o treino e a agenda de media tinham sido adiados, sem definir nova hora. Mais de três horas depois, a comitiva irlandesa permanece no hotel e o imbróglio não tem fim à vista,
De acordo com informação avançada pela RTÉ Sports, os jogadores irlandeses reuniram-se na noite de sexta-feira para definir a posição a adotar perante as duas partidas contra Israel, agendadas para domingo e 4 de outubro, a contar para o Grupo 3 da Liga B da Liga das Nações. Em causa está a ocupação israelita na Faixa de Gaza, na Palestina.
We understand the Ireland players are meeting Heimir Hallgrimsson and that discussion remains ongoing. pic.twitter.com/atqsb2KjGK
— Seán O'Connor (@SeanOCSport) September 26, 2026
A Federação Irlandesa interveio numa fase posterior de uma noite agitada, mas, de acordo com a RTÉ, jogadores e estrutura não chegaram a acordo sobre a posição a adotar, gerando o «caos» na preparação. O Irish Times avançou mesmo que Gavin Bazunu informou o plantel que não pretende disputar a partida. Outros jogadores estarão a pensar juntar-se ao guardião do Bolton e não entrar em campo.
As reuniões entre jogadores, equipa técnica e estrutura prosseguem este sábado e ainda não há qualquer posição oficial. Não é certo que a realização da partida esteja em causa, mas o desejo de boicote já não é novo no seio da sociedade irlandesa.
Já em maio, várias vozes se tinham levantado a pedir o boicote, culminando numa carta aberta do grupo Irish Sport for Palestine, assinada por mais de 160 desportistas irlandeses. «Não jogar seria o ato mais desportivo que poderiam realizar», podia ler-se na missiva. A posição ganhou força na última semana após declarações do selecionador Heimir Hallgrimsson: «Não jogamos com o genocídio, jogamos contra o genocídio. Jogamos contra Israel, não jogamos com Israel.»
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