Interclube, embalado por Betinho, venceu 1.º de Maio no 22 de junho
Interclube, embalado por Betinho, venceu 1.º de Maio no 22 de junho

Interclube muda o 'chip' a tempo de vencer o 1.° de Maio

o Jogo no 22 de Junho não começou com o figurino que Roque Sapiri desenhou, mas terminou com o sorriso dos polícias (3-1)

O Interclube bateu o 1.º de Maio de Benguela por 3-1, num duelo em que a leitura tática do banco foi tão decisiva quanto o instinto matador de Betinho. Isto porque o Interclube entrou em campo com um sistema de três centrais (3-5-2), mas o fato não assentou bem à equipa.

Percebendo que o 1.º de Maio de Benguela estava confortável demais no jogo, Sapiri não hesitou em rasgar o plano inicial. «Tivemos de alterar porque alguns jogadores não se adaptaram ao sistema nem às posições», admitiu o técnico no final da partida. Ao passar para o clássico 4-4-2, o Interclube ganhou outra vida. A entrada de Magrinho e Bem-vindo trouxe a largura e a agressividade que faltavam, empurrando os proletários para o seu reduto defensivo.

Se o mérito da mudança foi do treinador, a execução teve o carimbo de Betinho. O avançado foi o verdadeiro pesadelo para a defensiva vinda de Benguela, bisando na partida e demonstrando por que é uma das peças fulcrais do xadrez da polícia. Entre bolas paradas bem aproveitadas e uma maior frescura física na ponta final, o Interclube acabou por justificar a margem no marcador. 

Apesar da vitória folgada, o discurso de Roque Sapiri no pós-jogo foi de quem sabe que o caminho ainda é longo. O técnico não escondeu o descontentamento com algumas falhas de concentração, lembrando que a experiência de muitos atletas exige outra postura. «Há jogadores aqui com mais de 10 anos de Girabola. Não podem cometer este tipo de erros. É preciso humildade e manter os pés no chão», atirou o timoneiro do Inter.