Senegal com o troféu da CAN que acabou por perder para Marrocos na secretaria
Senegal com o troféu da CAN que acabou por perder para Marrocos na secretaria - Foto: IMAGO

Insólito em África: polémica na qualificação para a CAN 2027 dá que falar

Há grupos da fase de apuramento com duas vagas e outros apenas com uma, por causa dos três países anfitriões já qualificados para a fase final. Paulo Duarte, selecionador da Guiné, falou em sentimento de «revolta»

É caso para dizer... insólito. Ao longo dos anos, a CAN tem dado que falar e isso voltou a acontecer na final da última edição, em que Senegal ganhou em campo, mas acabou por perdê-la na secretaria para Marrocos. A próxima edição ainda nem arrancou, mas a polémica já começou.

No dia 19 de maio foram sorteados os grupos para a fase de qualificação para a CAN 2027, mas o problema é que há grupos que têm duas vagas de acesso direito para a fase final e outros apenas com... uma. O motivo? Porque há três grupos em que estão os três países anfitriões, Quénia, Uganda e Tanzânia, já qualificados.

Esse é o caso da Guiné, de Paulo Duarte, que vai ter de defrontar o Quénia, a África do Sul (presente no Mundial 2026) e a Eritreia. Como o Quénia já está automaticamente apurado enquanto anfitrião, resta apenas uma vaga real para as outras três seleções. Noutros grupos, pelo contrário, estão em jogo duas vagas de apuramento, como acontece normalmente.

Em declarações à comunicação social, na Guiné, Paulo Duarte criticou a decisão da CAF e assumiu o desconforto criado pelo modelo competitivo. «Um sentimento de tristeza, um sentimento de revolta», começou por dizer. «A decisão da CAF de colocar diretamente os países anfitriões em grupos com equipas obrigadas a classificar-se não garante igualdade entre todas as seleções. Temos de nos classificar, mas nem todos começam com as mesmas chances», afirmou o selecionador da Guiné.

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