O navio de cruzeiro MV Hondius chegou ao porto de Granadilla, em Tenerife. Agentes da Polícia Nacional, guardas civis e militares, vestidos com fatos de proteção individual e máscaras, coordenam os passageiros
O navio de cruzeiro MV Hondius chegou ao porto de Granadilla, em Tenerife. Agentes da Polícia Nacional, guardas civis e militares, vestidos com fatos de proteção individual e máscaras, coordenam os passageiros

Hantavírus: cruzeiro chegou a Tenerife e decorre repatriamento de passageiros

Espanhóis foram os primeiros a ser retirados para fazer quarentena

O cruzeiro neerlandês MV Hondius fundeou no porto de Granadilla, em Tenerife, na manhã deste domingo, depois de vários dias de paragem ao largo de Cabo Verde, após a deteção de um surto de hantavírus. O desembarque dos passageiros começou pelos cidadãos espanhóis, depois retirados pela Força Aérea Espanhola.

O grupo foi transportado para a base aérea de Torrejón de Ardoz, em Madrid, e seguiu para o Hospital Central de la Defensa, onde cumprirá um período de quarentena.

Segundo a ministra da Saúde, Mónica García, os testes epidemiológicos realizados pela Saúde Exterior confirmaram que todos os passageiros se encontram assintomáticos.

A maioria dos restantes passageiros de outras nacionalidades deverá viajar para os seus países de origem ao longo de domingo e segunda-feira em voos sanitários. Seguir-se-ão voos para passageiros de França, Canadá, Nova Zelândia, Reino Unido, Irlanda, Turquia e Estados Unidos.

Entretanto, o cruzeiro MV Hondius irá reabastecer e carregar os mantimentos necessários na manhã de segunda-feira no porto de Granadilla. Segundo um comunicado da naviera Oceanwide Expeditions, após o desembarque de todos os passageiros e de parte da tripulação, o navio seguirá para o porto de Roterdão, nos Países Baixos.

O último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS) regista seis casos confirmados de hantavírus entre oito suspeitos. As vítimas mortais incluem um casal de passageiros neerlandeses e uma mulher alemã. A OMS classificou os restantes passageiros e tripulantes como «contactos de alto risco» para este vírus, para o qual não existe vacina nem tratamento específico.

 O hantavírus transmite-se geralmente a partir de roedores infetados. A variante detetada no paquete, o hantavírus Andes, é rara e pode transmitir-se de pessoa para pessoa.

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