Renato Veiga fez o lançamento do Noruega-Portugal, em Oslo - Foto: IMAGO
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Haaland, o que pede Jesus e um episódio com Ronaldo: tudo o que disse Renato Veiga

Central canhoto vai repetir a titularidade frente à Noruega e fez o lançamento do embate com os nórdicos

Titular ao lado de Rúben Dias no encontro com o País de Gales, Renato Veiga vai repetir a presença no onze este domingo, diante da Noruega, em Oslo. O central do Villarreal foi o jogador escolhido para fazer a antevisão do embate com os nórdicos e, relativizando a ameaça Haaland, falou sobre os métodos de Jorge Jesus.

— Jorge Jesus chegou a treinar o seu pai. Houve alguma coisa que ele tenha partilhado consigo?

— É verdade... [risos] Claro que falámos sobre algumas coisas. O meu pai já me tinha contado algumas histórias sobre o míster.

— Como olha para o duelo com Haaland?

— Ainda não falámos muito sobre o avançado da Noruega. Vamos jogar contra a Noruega como equipa. Sabemos obviamente que é um avançado de topo, mas eles têm várias qualidades, é uma equipa muito dinâmica, muito vertical. E, portanto, temos de focar-nos no nosso trabalho, naquilo que temos de fazer, naquilo que o mister pede. E, acima de tudo, como equipa, como conseguimos pará-los e como tentar pará-los.

— Foi titular no Mundial, agora repete a dupla com o Rúben Dias... Já se sente um indiscutível no grupo?

— Eu trabalho todos os dias, acima de tudo, para dar o melhor de mim. Indiscutível não... Ninguém é. É o dia a dia. Foco-me muito no presente, na minha evolução diária, fazer aquilo que me pedem e dar o meu melhor para mim, para todos os meus, para a minha seleção e para o meu país.

— Que diferenças já nota entre os métodos de Jorge Jesus e do anterior selecionador?

— Nós tivemos pouco tempo para trabalhar com o mister. O mister incidiu muito, no pouco tempo que tivemos, sobre o trabalho defensivo, especialmente na última linha, que é onde me posiciono. E a ideia é muito clara. Obviamente dá os primeiros passos e não houve muito tempo para trabalhar, mas sabemos que o mister tem ideias muito claras do que quer que façamos, daquilo que o mister pede e tentar evoluir como equipa.

— O Renato 'arranhou' aí o tema Haaland, quase que desvalorizando...

— Obviamente ninguém está aqui a desvalorizar ninguém. Não me interprete mal. [Jorge Jesus interrompe: [Confiança!»] É um avançado de topo. Mas também tem outros jogadores de topo também. E há que ter confiança no nosso trabalho, nas nossas qualidades e, como grupo e como coletivo, focar bem naquilo que vamos fazer amanhã e tentar ganhar o jogo, que é o objetivo em todos os jogos para nós.

— Haaland não lhe tira o sono?

— Há coisas mais importantes na vida que me tiram o sono. Nunca haverá falta de respeito a ninguém. Há que ter confiança naquilo que se faz e nas qualidades a nível de nós e a nível de equipa.

— O que pode dizer que tenha mudado especificamente com o novo selecionador? A nível dos centrais, até...

— O Rúben [Dias] já tinha trabalhado com o mister, se calhar não sei se o mister influenciou numa altura ainda mais precoce da carreira do Rúben. Eu tinha alguns comportamentos que o mister acha que não são os melhores naquilo que é a forma como ele vê o jogo e, portanto, eu só tenho é que melhorar sobre isso. Neste caso, era estar mais para a frente, não afundar tanto. É pouco a pouco. Ainda estamos no princípio e há muito que trabalhar e há que continuar.

— Em que é que o míster Jorge Jesus insiste mais em termos de linha defensiva?

— O míster tem uma forma muito apaixonada de viver os jogos e de viver o jogo. Pelo pouco tempo que trabalho com o míster, é o que vejo. De encarar aquilo que é o futebol e, portanto, obviamente quando se tem alguém com tanta paixão, só se pode levar pelo lado positivo, não é? Aquilo que tenho a dizer, volto a repetir, no pouco tempo que trabalhámos com o mister, foi a mensagem de incidir mais sobre o processo defensivo, ideias muito claras, estarmos mais juntinhos e compactos. Acho que foi muito por aí. O não afundar tanto é estar mais perto dos nossos colegas da linha, mais à frente do jogo.

— Quando chegam e veem a euforia à volta do Cristiano, seja no hotel ou aqui, o que sentem?

— Já estamos habituados! Posso partilhar algo que aconteceu na minha primeira vez na Seleção: chegámos ao hotel à noite e ouvimos um grande barulho. O Cristiano riu-se e disse: «Não é para ti, é para mim!» Portanto, estamos habituados, todos nós. É a paixão que as pessoas têm pelo Cristiano.

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