Jorge Jesus: «Ronaldo pode fazer melhor, como é óbvio»
— Antes do País de Gales, disse que a situação do Cristiano Ronaldo era simples, joga se render, se não render, não joga. Olhando para a exibição dele nesse encontro, Ronaldo justifica a titularidade contra a Noruega?
— Nesse jogo, nós fizemos 15 remates dentro da área, desses 15, Ronaldo esteve em sete e dois deles foram à baliza. Foram muitas situações de finalização, o rendimento dele… ele pode fazer melhor como é óbvio, esteve perto do golo. Mas hoje já falei com ele, vou ver como é que ele está, se joga de início ou se vai para o banco. O Cris, queiramos ou não, não é o João Neves, não tem 20 anos, o João se quiser pode fazer 90 minutos a cada três dias. Ronaldo é um dos jogadores em que o treino me vai dizer alguma coisa.
— Há a possibilidade de Ronaldo não jogar de todo?
— Ainda não sei se o Cris vai começar ou não, mas uma coisa eu sei, se não for a primeira escolha, vai entrar no jogo. Até amanhã vou ver como está o Cris, porque ele conhece melhor o corpo dele do que eu e o treino de hoje vai-me dar essa indicação. O Cristiano é um fenómeno mundial pela sua história como jogador, pelo que ainda alimente, com o recorde de poder fazer mil golos, é uma referência para estas novas gerações. Reparo muito que tem muitos fãs adolescentes e a grande maioria nunca o viu jogar ao vivo. É um elemento muito importante da Seleção, jogando ou não jogando.
— Rúben Neves ficou cansado no jogo com o País de Gales e o João Palhinha, por a Noruega ser uma equipa muito física, será titular? E Haaland é o melhor avançado do momento?
— O Rúben Neves trabalhou comigo dois anos, conheço-o como as minhas mãos, e com Gales senti que não estava muito levezinho, estava a baixar a intensidade sobretudo defensiva e foi por isso que o Palhinha entrou. Para mim, Haaland é o ponta de lança mais poderoso fisicamente, mas também tem uma técnica muito evoluído… dentro da área. Fora da área já não é isso tudo.