Ochoa ao serviço da seleção do México
Ochoa ao serviço da seleção do México

Guillermo Ochoa admite pendurar as luvas após o Mundial

Histórico guarda-redes da seleção mexicana confessou que o fim da carreira é uma possibilidade real

A poucas semanas do Mundial 2026, o icónico guarda-redes mexicano, Guillermo Ochoa, abalou o ambiente em torno da seleção nacional. Numa entrevista à TUDN, o guardião não só admitiu o fim do seu ciclo na equipa, como também sugeriu que o adeus definitivo aos relvados pode estar para breve.

Prestes a completar 41 anos, Ochoa, que passou em Portugal pelo Aves SAD, prepara-se para fazer história ao ser convocado para o seu sexto Campeonato do Mundo, sob o comando de Javier Aguirre. No entanto, para lá do marco estatístico, o jogador reconhece que o desgaste físico e mental começa a pesar.

Questionado sobre se o Mundial marcará o ponto final da sua carreira, Ochoa foi direto na resposta, mostrando uma notável serenidade perante a possibilidade do adeus.

«É uma possibilidade. É difícil, sem dúvida, mas no meu caso não será tão difícil porque desfrutei durante muitos anos e chega um ponto em que a cabeça e o corpo dizem ‘demos tudo, deixaste tudo’. Então, sais tranquilo e esse será o meu caso, sair tranquilo. O meu corpo e a minha família estão preparados», referiu.

Titular indiscutível da baliza mexicana nos Mundiais de 2014, 2018 e 2022, Ochoa garante que não vive com arrependimentos sobre o passado ou sobre propostas que não se concretizaram no futebol europeu ou mexicano.

«Vou-me embora tranquilo. Poderia ter sido uma ou outra coisa, mas a vida pôs-me neste caminho. Resolvi as coisas que pude resolver, com o que tinha em cima da mesa, porque não vale a pena visualizar coisas que não estavam nas minhas mãos ou que não podíamos concretizar naquele momento. Tranquilo, porque desfrutei, vivi o que queria viver, espremi até onde tive de espremer. Portanto, estou satisfeito, tranquilo e a querer desfrutar», confessou.

Apesar da sua liderança ser inquestionável, o cenário para 2026 parece ser diferente. Tudo aponta para que, caso a sua presença na lista final de Javier Aguirre se confirme, Ochoa assuma um papel de liderança a partir do banco de suplentes, cedendo a titularidade que defendeu por mais de uma década.

A decisão final sobre o seu futuro será tomada após a participação do México na competição. Por agora, os adeptos preparam-se para o que parece ser a última dança de um dos jogadores mais emblemáticos da história do futebol mexicano.