Gonçalo Guedes foi o melhor em campo no Portugal-Chile (foto: Miguel Nunes)
Gonçalo Guedes foi o melhor em campo no Portugal-Chile (foto: Miguel Nunes)

Guedes na frente a puxar pela influência de Bruno (as notas de Portugal)

Avançado da Real Sociedad rendeu Cristiano Ronaldo ao intervalo e desequilibrou duelo reduzido a vinte jogadores. Bruno Fernandes demorou a aparecer, mas acabou por assumir a influência habitual na equipa
O melhor em campo: Gonçalo Guedes (7)

Foi a dinâmica do avançado da Real Sociedad que inclinou o jogo para o lado de Portugal. Lançado ao intervalo, para o lugar de Cristiano Ronaldo, Gonçalo Guedes sentiu-se muito confortável como referência ofensiva da equipa, num contexto de dez jogadores para cada lado. Foi incansável também no contributo defensivo, a condicionar a primeira fase de construção da seleção do Chile, mas sobretudo na forma como se movimentou na frente de ataque. É verdade que há muito mérito no passe de rutura, assinado por Rúben Neves, mas a forma como Guedes interpretou o espaço na área foi também notável, tal como a fria finalização. Posteriormente ainda participou no lance do segundo golo. Uma das (semi)surpresas da convocatória, ganhou pontos na competitividade interna.

(5) JOSÉ SÁ — Não fez nenhuma defesa mas cometeu um deslize a jogar com os pés, um passe lateral na área, para Rúben Dias, que saiu curto, embora sem consequências.

(5) NÉLSON SEMEDO — Pouca química com Francisco Conceição e menos atrevimento ofensivo do que o jogo pediu na primeira metade.

(6) RÚBEN DIAS — Protagonista da primeira ocasião da equipa das quinas, viu Vigouroux negar-lhe o golo de cabeça com espantosa defesa ao minuto 6. Na segunda parte, mais ou menos na mesma zona, fez importante corte de carrinho.

(5) RENATO VEIGA — Assumiu construção, mais do que Rúben Dias, mas foi também protagonista da confusão à beira do intervalo que ditou uma expulsão para cada lado.

(6) JOÃO CANCELO — À esquerda na primeira parte, pela direita na etapa complementar, foi mais extremo do que lateral e quase marcava de bicicleta.

(5) SAMU COSTA — Por vezes mais adiantado até do que Bernardo Silva, sentiu dificuldades por estar dentro do bloco contrário com frequência, e não de frente para o jogo, como prefere.

(6) BERNARDO SILVA — Pivot da construção, muitas vezes entre centrais, deu enorme segurança na primeira fase de construção, mas no Mundial é de esperar que jogue mais adiantado, pois há Vitinha (e não só) para ir pegar no jogo aos centrais.

(5) FRANCISCO CONCEIÇÃO — Perante o coeso bloco chileno teve pouco espaço para tirar proveito da velocidade, sobretudo na primeira parte, mas no segundo tempo, com dez contra dez, ainda fez a assistência para o segundo golo.

(7) BRUNO FERNANDES — Algo escondido na primeira parte, dentro da muralha chilena, recuperou a influência na etapa complementar, desde logo com o golaço que acabou por fazer a diferença no marcador, em lance que começou com uma recuperação de bola do próprio, a meio-campo.

(4) RAFAEL LEÃO — Atirou ao poste logo ao minuto 9 e foi o melhor de Portugal na primeira parte, mas estragou tudo ao ser expulso à beira do descanso: teve pouco juízo após gesto feio de Faúndez com Cancelo.

(6) CRISTIANO RONALDO — Belo toque de calcanhar no lance do remate ao ferro de Leão, logo a abrir. Teve depois um golo anulado por fora de jogo e um lance em que devia ter servido Francisco Conceição, antes de preparar o remate defendido por Vigouroux. Um dos seis jogadores substituídos ao intervalo.

(5) RUI SILVA — Teve mais trabalho do que José Sá e acabou por sofrer um golo, ao cair do pano, sem responsabilidade.

(6) DIOGO DALOT — Entrou ao intervalo para lateral esquerdo e esteve sempre virado para o ataque.

(5) GONÇALO INÁCIO — Discreto durante 45 minutos.

(6) RÚBEN NEVES — Foi dele a assistência magnífica para o tento inaugural de Gonçalo Guedes, mas depois esteve demasiado passivo no lance do golo chileno, à entrada da área.

(6) PEDRO NETO — Foi também uma fonte de energia na segunda parte, com atirou ao lado em duas situações de finalização, após combinações com Guedes e Dalot.

(5) JOÃO FÉLIX — Entrou logo a seguir ao 2-0 e até final do jogo foi o Chile que andou mais à procura do golo (que acabou por alcançar).

(-) TOMÁS ARAÚJO — Rendeu Rúben Dias a três minutos do fim, pelo que já viu o golo contrário dentro de campo, embora sem influência direta.

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