Pep Guardiola bateu Mikel Arteta na final da Taça da Liga inglesa em março
Pep Guardiola bateu Mikel Arteta na final da Taça da Liga inglesa em março - Foto: IMAGO

Guardiola lança o jogo do título: «Se perdermos está tudo acabado»

Manchester City defronta o Arsenal no Etihad e, se vencer, fica a três pontos do líder com um jogo na mão. Técnico espanhol confirmou a ausência de Rúben Dias

Depois de eliminar o Sporting na UEFA Champions League e garantir um lugar nas meias-finais, o Arsenal tem agora outro jogo decisivo, desta vez para a luta pelo título na Premier League. Os líderes vão ao Etihad defrontar o Manchester City e Pep Guardiola lançou o encontro, afirmando que a vitória é o único objetivo dos cityzens.

«Sim, obviamente. Se perdermos está tudo acabado. Quanto aos outros dois resultados, sabendo que o Arsenal não venceu o Bournemouth, ainda temos jogos por disputar. Seis jogos são muitos, especialmente no nosso calendário. Fora de casa contra o Everton, fora de casa contra o Bournemouth, o último jogo em casa contra o Aston Villa. Crystal Palace e Brentford. Ainda há muito por fazer», começou por dizer o treinador do City, em conferência de imprensa, comparando o duelo com Arteta e antigamente com Klopp.

«Nas últimas duas ou três temporadas, ele já está lá há muitos anos e, a cada época, a equipa tem vindo a melhorar cada vez mais. Quando ele assumiu o comando do clube, este enfrentava problemas e dificuldades. Na época passada, claro, o Liverpool fez três quartos de uma época incrível e foi imparável. Na época anterior e nesta, o Arsenal tem sido o maior adversário», apontou, sendo questionado sobre se os gunners são favoritos.

«Eles não estão no seu melhor. O Mikel disse, após o jogo da Champions, que são a única equipa inglesa a qualificar-se, pelo que, no fim de contas, continuam invictos lá. Têm sido os melhores até agora, mas queremos desafiá-los. Hoje disse aos jogadores que é apenas um jogo de futebol e que temos de o encarar como tal. Se nos distrairmos com as emoções, é assim que perdemos a concentração. Qual é o objetivo? É ter um bom desempenho e é exatamente isso que têm de fazer, juntamente com todos os aspetos necessários para desafiar uma equipa como o Arsenal», atirou, abordando as últimas vitórias contra adversários de peso.

«Precisamos de melhorar ainda mais. A primeira parte contra o Chelsea não foi má, mas também não foi excelente. Os primeiros 30 minutos contra o Liverpool também não foram bons. Os primeiros 30 minutos contra o Arsenal na final foram melhores. Tem a ver com a confiança, que é um aspeto incrível. Se pudéssemos comprar confiança num supermercado, comprá-la-íamos imediatamente. É um dos aspetos mais importantes. A realidade é que faltam sete jogos na Premier League e esse é o momento decisivo», explicou.

Guardiola aproveitou também para confirmar a ausência de Rúben Dias dos convocados. «O Rúben [Dias] ainda não está pronto, mas o Nico [O'Reilly] está bem. Prefiro ter toda a gente disponível, mas durante a época há sempre lesões», disse, sendo que o luso só deverá voltar em maio, segundo a imprensa inglesa.

Por fim, comentou a seca de títulos do oponente. «As pessoas são muito exigentes. A imprensa, os adeptos, toda a gente. Gosto de os ver jogar. Aprendo muito em vários aspetos. O que as pessoas querem é ganhar e nós vamos lutar. Um aspeto que é realmente muito, muito importante e contra o qual não podemos lutar é o facto de já não ganharmos a Premier League há 22 anos. Eles têm algo que os torna únicos. Eu sei disso. Conheci essa sensação quando chegámos aqui. Durante muito tempo, não ganhámos a Premier League. O Manuel [Pellegrini] e o [Roberto] Mancini conseguiram, mas, no que diz respeito à nossa era, diria que sei como se sente essa primeira vitória. Isso é algo contra o qual não podemos jogar. É por isso que temos de nos concentrar na forma como temos de jogar», concluiu.