Nikita Haikin
Nikita Haikin

Guarda-redes do Bodo/Glimt que jogou em Portugal desespera pelo passaporte à porta do Mundial

A Noruega enfrenta um problema inesperado antes do Mundial. Nikita Haikin, guarda-redes do Bodo/Glimt aguarda concessão da cidadania há mais de um ano

Nikita Haikin, guarda-redes do Bodo/Glimt que passou pelos juniores do Nacional em 2013/14, possui cidadania israelita, britânica e russa. Reside na Noruega desde março de 2019, está casado com uma norueguesa há dois anos e aprendeu o idioma. Formalmente, o guardião do adversário do Sporting na UEFA Champions League cumpre todos os requisitos para obter a cidadania. Embora a federação local de futebol tenha confirmado que está a tratar ativamente da situação, o serviço de imigração não deu resposta.

Haikin é considerado uma peça fundamental para acrescentar à equipa norueguesa e o selecionador Stale Solbakken espera contar com ele para o Mundial deste ano, que se realizará de 11 de junho a 19 de julho nos EUA, Canadá e México.

O futebolista de 30 anos é extremamente necessário para a posição de guarda-redes titular, uma vez que Oerjan Nyland, do Sevilha, não joga uma partida oficial há muito tempo e é apenas suplente no seu clube.

Brilhou na Liga dos Campeões

Após os recentes jogos na UEFA Champions League, e sobretudo depois de duas vitórias sensacionais sobre o Inter de Milão, os meios de comunicação locais escrevem sobre ele diariamente. Se, devido à burocracia, não fosse convocado para a seleção, seria uma enorme desilusão para muitos. Por isso, um dos mais conhecidos comentadores desportivos noruegueses decidiu tomar a situação nas suas próprias mãos.

«Senhor Primeiro-Ministro, se conseguiu aprovar uma alteração aparentemente impossível às regras sobre a restrição da venda de cerveja durante os jogos noturnos no Mundial, certamente conseguirá tirar os documentos de Haikin da pilha de pedidos no serviço de imigração e colocá-los no topo. Isto é, a menos que queira ver as bolas a entrar na nossa baliza durante o Campeonato do Mundo. Porque nós não queremos ver isso», escreveu Ernst A. Lersveen numa carta aberta ao Primeiro-Ministro do país, Jonas Gahr Store.