Gabri Veiga celebra o golo - Foto: Liga Portugal
Gabri Veiga celebra o golo - Foto: Liga Portugal

Gabri levantou o Dragão, Froholdt deu o golpe e o título aproxima-se (as notas dos jogadores do FC Porto)

Médio espanhol entrou depois do intervalo para desbloquear um FC Porto preso e mudou o rumo do jogo com um golo… libertador, assistido por Deniz Gul! Froholdt deu forma à supremacia dos azuis e brancos numa segunda parte de domínio absoluto
O melhor em campo: Gabri Veiga (7)

Entrou e marcou. Muito do mérito do golo do espanhol pertence a Deniz Gul, mas Gabri tem muito essa perceção do metro quadrado que deve pisar, uma inegável tendência para desequilibrar e, cada vez mais, para faturar – somou o sexto golo da época. Tirou o dragão das profundezas em que se encontrava na 1.ª parte e formou com Froholdt a primeira vaga que asfixiou o Tondela, devolvendo ao FC Porto dinâmica, ousadia e supremacia num jogo que valia muito mais do que três pontos — era a oportunidade de deixar o Sporting ainda mais longe e o Benfica à mesma distância. No último suspiro do jogo, o camisola 10 voltou a entrar bem na área e se não houve segundo isso deveu-se a outra figura do jogo: Bernardo Fontes. O roubo de bola do guardião foi sublime, até Gabri reconheceu isso num abraço sorridente ao dono da baliza do Tondela.

 (6) Diogo CostaA primeira defesa surgiu apenas aos 74 minutos, agarrando à segunda tentativa um remate de Tiago Manso. Isso diz pouco sobre o que o Tondela fez na 1.ª parte e muito sobre o perigo real que conseguiu criar na área dos azuis e brancos. Mais exigente foi a intervenção junto ao primeiro poste, a travar um remate de Hugo Félix.

(7) Alberto — Com Pepê, ofereceu aos adeptos a melhor versão de um FC Porto mais capaz que o adversário, mesmo numa 1.ª parte em que quase tudo falhou, exceto essa ligação com o brasileiro, capaz de gerar as situações mais promissoras de golo. Sempre ligado ao jogo, candidatou-se ao golo, mas Fontes, sempre ele, disse não.

(6) Bednarek — A autoridade habitual. Mesmo em risco para a jornada seguinte, caso visse amarelo, nunca fugiu às responsabilidades nem aos duelos físicos, que, de resto, não foram muitos.

(5) Kiwior – Advertido com amarelo por travar Pedro Maranhão quando este se escapava para a baliza. Jogo sem referências claras do adversário, já que o Tondela apresentou dois alas, mas abdicou de um 9, o que nem por isso facilitou a sua missão. O polaco esteve em bom nível, mas, como tem sido hábito, Farioli viu no cartão um fator de risco e deixou-o no balneário ao intervalo.

(5) Zaidu — A ligação com Pietuszewski, que já deu algumas alegrias aos portistas no último terço da época, desta vez não funcionou tão bem. Pedro Maranhão foi um elemento perturbador nessa menor fluidez entre o nigeriano e o polaco. Ainda assim, Zaidu cumpriu no essencial — defender — e até conseguiu soltar-se antes de sair por lesão.

(5) Alan Varela — Num remate de fora da área, Bernardo Fontes voou para a defesa, mais para a fotografia do que por real perigo. No penálti que Fontes defendeu, a colocação foi boa, mas houve mérito do guarda-redes. Não venceu esse duelo, mas ganhou em toda a linha as batalhas no meio-campo, sobretudo na segunda parte.

(5) Rodrigo Mora — Viu amarelo ao sacrificar-se para travar um ataque venenoso do Tondela, o que acabou por acelerar a sua saída ao intervalo. Ganhou a grande penalidade, por mão de Joe Hodge, que Alan Varela desperdiçou. Não foi excecional, como tantas vezes consegue ser, mas a inspiração coletiva também não ajudou.

(7) FroholdtReclamou penálti por mão de Medina, que o árbitro chegou a assinalar, mas o VAR reverteu. Esteve perto de marcar num remate desde a meia-lua que prometia festa. Acabaria mesmo por fazer o golo, aproveitando um erro de Yaya Sithole, mas com mérito próprio na forma como invadiu a área e finalizou com um toque subtil. Sexto golo na Liga, oitavo da época. É obra!

(7) Pepê — O que se escreveu sobre Alberto aplica-se a Pepê. Boa dinâmica pela direita, cruzamentos bem medidos e enorme entrega com e sem bola. O brasileiro atravessa um bom momento e, nesta partida, igualou Fernando, o Polvo’, e Silvestre Varela em número de jogos pelo FC Porto (236).

(7) Deniz Gul — No primeiro sinal de perigo, retirou bem Brayan Medina da jogada, mas tentou o golo de um ângulo impossível (17’). Não ‘tem’ golo, mas ganha créditos pelo que constrói em lances por vezes improváveis, acrescentando valor ao coletivo: foi o caso da assistência para Gabri Veiga, no meio de três adversários. No golo de Froholdt, forçou o erro de Yaya Sithole. Lá está…

(5) Pietuszewski – Perto do intervalo, num remate em arco, esbarrou nos 1,96 m de Bernardo Fontes, que se impôs ao bom gesto técnico do polaco. Não tão influente como noutras ocasiões (os adversários já o conhecem melhor), mas suficientemente irrequieto para manter a defesa em alerta.

(6) Pablo Rosario — Entrou para estabilizar e acabou a lateral-esquerdo, evidenciando toda a sua versatilidade. Pelo meio, teve participação no primeiro golo.

(6) Thiago Silva — Parceria segura e eficaz com Bednarek.

(4) William Gomes — Aquém do esperado, pouco expansivo.

(-) Fofana — Mal teve tempo para se mostrar.

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