José Fontán no centro das decisões
José Fontán no centro das decisões

Fontán recorda polémica contra o FC Porto: «Digo sempre ao Gabri que não era penálti»

Defesa central do Arouca destacou a amizade com o médio azul e branco, analisou duas épocas em Portugal e elogiou Viktor Gyokeres

Jose Fontán fez uma retrospetiva de duas temporadas ao serviço do Arouca no podcast No Van Furar, juntamente com o irmão, Javi. O defesa central espanhol formado no Celta de Viga explicou os motivos que precipitaram a desvinculação do clube galego e a mudança para o futebol português: «Demonstraram que confiaram em mim, sem nenhuma tática, apostaram forte em fim. Fiz uma grande temporada na segunda divisão espanhola [no Cartagena] e não tinha nenhum interesse da LaLiga. A minha intenção era assentar jogar na primeira divisão.»

Dois anos depois, o defesa central espanhol é uma das figuras do 8.º classificado da última edição da Liga.

José Fontán, defesa do Arouca
José Fontán, defesa do Arouca

O central galego admitiu que a época «terminou bem», mas alertou que «não foi tudo idílico». As expectativas iniciais eram «grandes» e atraiçoaram os lobos da serra na primeira volta. «As coisas não saíam no princípio. Aprimeira volta foi muito má, a segunda foi muito boa», analisou.

Fontán, que assinou dois golos e três assistências em 30 jogos esta temporada, já envergou a braçadeira de capitão do Arouca. A decisão partiu da «confiança» do treinador, Vasco Seabra e nada teve a ver com «tempo no clube». «O mister confia muito em mim», reiterou.

Vasco Seabra substituiu Gonzalo Garcia em novembro de 2024, na primeira temporada de Javi Fontán em Portugal: «Começámos de forma irregular, com muitas contratações. A forma de jogar encantava, mas não ganhámos como esperávamos.»

Do amigo Gabri Veiga a Gyokeres

Javi Fontán destacou a diferença considerável entre Benfica, Sporting e FC Porto e as restantes equipas da Liga. «No confronto direto podes competir perfeitamente, na classificação é impossível. Há muita diferença de massa social», explicou.

«Os três grandes são do nível de topo da Europa. Até o SC Braga, como quarto grande, na UEFA Europa League perdeu contra o Friburgo porque tiveram um expulso logo no início», frisou.

O defesa central de 26 anos realçou, ainda assim, a resposta dada pelos lobos nos duelos contra os grandes na segunda volta. «Competimos perfeitamente com todos. O Benfica e o Sporting ganharam-nos aos 90-6' e aos 90+6'. Contra o FC Porto tiveram um penálti aos 90+1' que eu digo sempre ao Gabri 'Não era penálti, estavam na vossa casa, 1-1, a lutar pela Liga'...», frisou, recordando o penálti assinalado a favor dos dragões após falta sobre Seko Fofana.

Fontán recordou o amigo Gabri Veiga, mas relativizou uma conversa futura sobre uma eventual mudança para o FC Porot: «As chamadas do Gabri são para ir a a casa dele. Mas nunca se sabe. Estou muito contente no Arouca, mas tenho vontade de ver onde posso jogar.»

O defesa central esteve no Estádio do Dragão a assistir ao clássico da segunda mão da Taça de Portugal, mas frisou que o recinto que o mais impressionou «foi o Estádio da Luz».

Fontán cruzou depois a segunda circular para recordar Viktor Gyokeres, o terceiro jogador mais difícil contra quem jogou, a seguir a Lionel Messi e Luis Suárez, ex-Barcelona e Atlético de Madrid.

O avançado colombiano Luis Suárez fez esquecer Gyokeres em Alvalade, mas Fontán tem um preferido: «O Gyokeres contra nós só marcou um penálti. Joguei contra os dois, mas fisicamente é muito complicado.»

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