Omar Artan, árbitro da Somália, na Supertaça Europeia
Omar Artan, árbitro da Somália, na Supertaça Europeia - Foto: IMAGO

Foi 'expulso' dos EUA, mas apitou Supertaça Europeia: «Este foi o meu Mundial»

Omar Artan, árbitro da Somália, não conseguiu cumprir o sonho de apitar um jogo do Campeonato do Mundo, mas agradeceu à UEFA ter estado no PSG-Aston Villa

O árbitro somali Omar Artan viveu uma noite histórica ao dirigir a final da Supertaça Europeia entre o PSG e o Aston Villa (2-1), superando a desilusão de ter ficado de fora do Campeonato do Mundo de 2026, meses antes devido a alegados problemas de visto.

A oportunidade surgiu na sequência de um acordo entre a UEFA e a Confederação Africana de Futebol (CAF), que permitiu a Artan tornar-se o primeiro árbitro não europeu a apitar esta final. No final do encontro, que o PSG venceu por 2-1, o árbitro guardou a bola do jogo e escreveu uma mensagem que resume o significado do momento: «Este foi o meu Mundial

«Obrigado a todos os que tornaram isto possível. Em especial à UEFA, por me ter dado a confiança e a oportunidade, e por me ter acolhido no seu continente de braços abertos. À minha própria confederação, a CAF, pelo apoio e por ter tornado isto possível. Por último, a todos vós que me torceram para que tivesse sucesso», escreveu Artan nas redes sociais.

Há poucos meses, Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos para arbitrar no Mundial, apesar de viajar com passaporte diplomático, devido a restrições migratórias aplicadas a cidadãos da Somália. Na altura, o árbitro nascido em Mogadíscio admitiu a dificuldade do momento. «Foi um momento muito duro. Quando se trabalha durante anos e se espera cumprir um objetivo que finalmente não se consegue alcançar, a situação torna-se muito difícil», confessou.

Apesar do revés, foi recebido como um herói no seu país natal. A sua desforra chegou com a nomeação para o jogo entre a equipa de Luis Enrique e a de Unai Emery, que decorreu sem grandes sobressaltos para a equipa de arbitragem.

A iniciar sessão com Google...