Portugal superou o teste norueguês com um triunfo - Foto: Paulo Novais/LUSA
Portugal superou o teste norueguês com um triunfo - Foto: Paulo Novais/LUSA
Adicione A BOLA às suas preferências do Google

O 'bombom' Nyland não podia ter caído melhor a Portugal (crónica)

Segundo jogo, segunda vitória e logo em casa da poderosa Noruega. Portugal foi adulto, soube sofrer e, com uma boa dose de sorte, somou mais três pontos na Liga das Nações. Félix confirmou metamorfose, Gonçalo Ramos aproveitou com Ronaldo no banco. E o brinde oferecido pelo guardião norueguês caiu mal a... Haaland

OSLO — Dois jogos, duas vitórias, Portugal líder do grupo A4 da Liga das Nações e um arranque perfeito na era Jorge Jesus. No primeiro grande teste, o novo Portugal bateu a Noruega, poderosa seleção, graças a uma abordagem bem pensada pelo selecionador, uma equipa solidária e… um bombom que caiu bem e, principalmente, na hora certa.

Na véspera, Jorge Jesus já tinha anunciado uma ou outra alteração e levantado a possibilidade de deixar Cristiano Ronaldo no banco. Palhinha, como A BOLA adiantou e com toda a naturalidade, foi titular, mas a maior surpresa terá sido a aposta simultânea em dois extremos puros: Francisco Conceição e Pedro Neto. Algo pouco visto na carreira do agora selecionador nacional. Isso levou a que João Neves atuasse em zona nevrálgica, relegando Vitinha para suplente.

Os nórdicos alinharam sem surpresas de maior. A fórmula habitual, mas com a dupla Aursnes-Schjelderup pela direita. E os dois entenderam-se muito bem, dando água pela barba a Nuno Mendes e Pedro Neto. Renato Veiga encostou mais a Haaland, cabendo a Rúben Dias ganhar na antecipação. Palhinha posicionou-se entre os dois centrais na construção.

Aos 12’, o primeiro sinal de perigo. João Neves, num movimento de entrada na área já tantas vezes visto no PSG, cabeceou por cima. Logo depois, duas saídas rápidas em contragolpe assustaram a defensiva norueguesa. Não foi preciso esperar muito pelo golo de Portugal. Nuno Mendes desenvencilhou-se de dois adversários, libertou para Pedro Neto e este redimiu-se de perdida anterior, descobrindo João Félix à entrada da área. O avançado luso, como em Alvalade, não perdoou, atirando colocado para o 1-0.

A partir da meia-hora, a Noruega tornou-se dona e senhora da bola. Aos 35’, Haaland cabeceou para grande defesa de Diogo Costa, que, antes (14’), já tinha negado um golo ao astro nórdico, mesmo que, pelo meio, tenha cometido dois estranhos erros, um deles com Rúben Dias a salvar — espetacular corte aos 24’! A primeira parte acabou com vantagem portuguesa, incisivo a pôr veneno na hora H e salvo lá atrás quando teve de ser.

A abrir a segunda parte, Palhinha só com falta conseguiu travar o slalom de Ryerson. Do livre resultante, surgiu o empate. Diogo Costa defendeu para a frente (alternou boas defesas com raros momentos de desconcentração), Patrick Berg ganhou a sobra e serviu o suspeito do costume, Haaland.

Mas, sem que nada o fizesse prever, Portugal recebeu um brinde com que certamente não contava. Nyland deu de bandeja a Gonçalo Ramos, que, com o bombom nos pés, penalizou o guardião anfitrião com um chapéu, para o 2-1.

Jesus refrescou logo a seguir, substituindo João Neves e Francisco Conceição por Vitinha e Rafael Leão. O segundo quase marcou aos 57’ e, na recarga, Ramos foi perdulário. Uma incrível falha de comunicação entre Nyland e um central levou o avançado luso a ainda festejar o 3-1, mas esse seria anulado por fora de jogo. Foi uma questão de milímetros...

A Noruega passou a tentar ligações mais diretas, mas Portugal foi dando conta do recado — exceção feita a um passe mágico de Nusa para Schjelderup; valeu Diogo Costa. Jesus voltou a mexer, trocando Ramos por Trincão e o amarelado Palhinha por Rúben Neves. Nos da casa, saiu Nusa. E ainda bem para Portugal…

A Seleção começou a controlar melhor as investidas anfitriãs e resistiu até ao final, apesar de um ou outro momento de calafrio. Saber sofrer, no futebol, também é uma virtude e contas feitas, Rúben Dias e Renato Veiga deram boa conta de Haaland. Quando o gigante escapou, estava lá Diogo Costa, que, desta vez, não perdeu o duelo individual. Seis pontos na conta portuguesa e o sinal de que os ares nórdicos até caem bem a esta Seleção... Falta confirmar se assim é já na quinta-feira, em Copenhaga, ante a Dinamarca. De olho nos nove pontos, pois claro.

A iniciar sessão com Google...